

Do segundo domingo da Páscoa ao domingo de Pentecostes de 2026
Domingo da Divina Misericórdia
Construindo a comunidade de fé: Uma missão de todos nós.
Caros irmãos e irmãs,
Neste Domingo da Divina Misericórdia, a Palavra de Deus revela como Cristo Ressuscitado nos encontra com misericórdia, paz e vida nova.
Nos Atos dos Apóstolos (Atos 2:42-47), vemos uma comunidade transformada pela Ressurreição. Unidos na fé, na oração e na partilha do pão, os primeiros cristãos viviam com corações generosos e profunda preocupação uns pelos outros. Sua vida em comum tornou-se um poderoso sinal da misericórdia de Deus atuando entre eles, e “o Senhor acrescentou ao seu número os que iam sendo salvos”.
O “terminus ad quem” (objetivo) do processo de evangelização da nossa família de Santos Pedro e Paulo é: “construir uma comunidade de fé onde irmãos e irmãs CREIAM, CELEBREM e VIVAM juntos a Boa Nova”. A Comunidade de Lucas (Atos 2, 42-47) é o ideal, um modelo para a nossa família paroquial em West Valley City. Uma verdadeira comunidade de fé católica deve ter como pilares estes quatro elementos da comunidade de Lucas: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações”.
Apesar das nossas diferenças na cor da pele, na nossa origem (nativos, europeus, africanos, asiáticos, oceânicos, americanos), no nosso estatuto social ou migratório, estamos todos reunidos em torno do nosso Salvador que nos dá a Vida Nova. Todas as barreiras da inimizade, do racismo e do egoísmo devem cair para dar lugar ao Amor, à Misericórdia, à Alegria e à Paz. A nossa diversidade é um tesouro e não somos inimigos. Juntos, formamos um belo arco-íris. Deus está connosco e, na sua grande misericórdia, faz-nos renascer (1 Pedro 1:3-9) para a realização desta missão. É Páscoa!
No Evangelho (João 20:19-31), Jesus aparece aos seus discípulos atrás de portas trancadas e oferece o seu primeiro dom: “A paz esteja convosco”. Mostra-lhes as suas feridas, não como sinais de derrota, mas como sinais duradouros de amor misericordioso. Soprando sobre eles o Espírito Santo, confia-lhes o ministério do perdão, fazendo da misericórdia o coração da missão da Igreja.
A luta de Tomé fala a todos aqueles que, por vezes, encontram dificuldades na fé. Jesus não o rejeita, mas o convida a experimentar a misericórdia pessoalmente. A resposta de Tomé, "Meu Senhor e meu Deus!", surge ao ser acolhido com paciência e compaixão. Jesus, então, abençoa todos os que crerem sem ver, chamando-nos a confiar em sua misericórdia mesmo quando nossa fé é testada.
O Domingo da Divina Misericórdia nos lembra que a fé não se sustenta apenas na certeza, mas na misericórdia concedida livremente. Fortalecidos pela Ressurreição, somos chamados a viver como testemunhas da misericórdia, através do perdão, da unidade, da generosidade e da paz, para que outros possam crer e encontrar a vida em Seu nome.
Que a alegria da Páscoa nos torne verdadeiros embaixadores da paz e da misericórdia, como nos ensina a Irmã Faustina Kowalska e como o próprio Jesus confia aos seus amigos a missão de perdoar os pecados das pessoas (Jo 20, 19-31).
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo Oeste
Valley City, 12 de abril de 2026
Quinta-feira da Oitava da Páscoa
Do medo à paz: Testemunhas do Senhor Ressuscitado
As leituras de hoje nos tranquilizam, mostrando que Jesus nos encontra com paciência, paz e compreensão.
No Evangelho (Lucas 24:35-48), os discípulos não demonstram coragem ou confiança quando Jesus aparece. Estão com medo. Estão inseguros. Contudo, Jesus não os repreende. Em vez disso, aproxima-se, saúda-os com paz e os tranquiliza gentilmente: “Sou eu mesmo. Não tenham medo”. Quão reconfortante isso é para nós. Muitas vezes, também nos aproximamos da oração carregando medos, dúvidas ou questionamentos. Como os discípulos, podemos crer e ainda assim lutar. Jesus sabe disso. Ele nos encontra onde estamos. Convida-nos a tocar em Suas feridas, a ver que Ele é real, vivo e presente. Ele até compartilha comida com eles, mostrando que está verdadeiramente com eles na vida cotidiana.
Na primeira leitura (Atos 3:11-26), Pedro lembra ao povo que a cura e a vida nova vêm de Deus, não do poder humano. E quando fala sobre pecado e erros, faz-o com compaixão. Ele reconhece que as pessoas muitas vezes agem por ignorância ou medo. Ainda assim, a mensagem de Pedro está repleta de esperança: Deus nunca desiste de nós. O arrependimento não tem a ver com vergonha — tem a ver com recomeçar, com deixar Deus renovar nossos corações e vidas.
O Salmo nos lembra com ternura que somos profundamente valorizados por Deus. Não somos insignificantes nem esquecidos. Deus nos criou com cuidado, nos coroou com dignidade e nos confiou a Sua criação. Mesmo quando nos sentimos fracos ou indignos, Deus nos vê com amor.
No final do Evangelho, Jesus chama os discípulos de testemunhas, não porque sejam perfeitos, mas porque experimentaram a Sua misericórdia. Ele nos chama da mesma forma hoje. Testemunhamos Cristo não apenas com palavras, mas com as nossas vidas: através da bondade, do perdão, da paciência e da fidelidade.
Que possamos ouvir Jesus falar palavras de paz aos nossos corações hoje, e que possamos partir sabendo que nunca estamos sozinhos. O Senhor Ressuscitado caminha conosco.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 9 de abril de 2026
Sexta-feira da Oitava da Páscoa
Encontrando o Senhor Ressuscitado para continuar a missão
Nas leituras de hoje, uma mensagem ressoa fortemente: o Senhor ressuscitado está presente e poderoso, mesmo quando não o reconhecemos imediatamente.
Na primeira leitura dos Atos dos Apóstolos (Atos 4:1-12), Pedro proclama com ousadia que a cura do paralítico aconteceu em nome de Jesus Cristo. Esse mesmo Pedro, que outrora negou Jesus por medo, agora fala com coragem diante das autoridades religiosas. Sua transformação nos lembra que a Ressurreição muda não apenas as circunstâncias, mas também os corações. Não há salvação em nenhum outro nome, porque somente Jesus vence a morte e dá a verdadeira vida.
O Evangelho (João 21:1-14) mostra os discípulos retornando à vida comum: eles vão pescar. Trabalham a noite toda e não pescam nada. Como isso nos parece familiar! Muitas vezes, apesar de nossos esforços, nos sentimos vazios ou fracassados. Contudo, ao amanhecer, Jesus está na praia. Ele está perto, mas não é reconhecido. Somente quando eles confiam em sua palavra e lançam a rede novamente é que a abundância aparece. Obediência e confiança abrem nossos olhos para a presença do Senhor.
Por fim, Jesus os convida a comer. Ele não os repreende por suas dúvidas ou ausência. Em vez disso, prepara o café da manhã. Esse gesto simples revela uma verdade profunda: o Cristo Ressuscitado nos encontra nos momentos cotidianos, nos alimentando e nos renovando para a missão.
Como comunidade paroquial, somos chamados a testemunhar com ousadia como Pedro, a confiar como os pescadores e a nos reunir em torno do Senhor que nos alimenta com amor. Este é o dia que o Senhor fez; alegremo-nos e exultemos.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 10 de abril de 2026

Sábado na Oitava da Páscoa
Enviados para falar com coragem sobre o que vimos e ouvimos.
As leituras de hoje falam com muita propriedade sobre a coragem que nasce do encontro.
Pedro e João (Atos 4:13-21) comparecem perante as autoridades não como homens instruídos ou teólogos formados, mas como testemunhas. O que surpreende o Sinédrio não é a sua formação acadêmica, mas a sua ousadia, uma coragem claramente enraizada na sua comunhão com Jesus. Mesmo sob ameaça, eles não conseguem permanecer em silêncio: “É impossível não falarmos do que vimos e ouvimos”. A fé deles não é abstrata; é pessoal, vivida e inegável.
O Evangelho (Marcos 16:9-15) ecoa essa urgência. O Jesus ressuscitado envia seus seguidores ao mundo, apesar de suas dúvidas e falhas iniciais em crer. Ele não espera por uma fé perfeita. Em vez disso, confia a missão a pessoas reais: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. A ressurreição transforma o medo em propósito e a incredulidade em missão.
O Salmo 118 (Salmo 118:1 e 14-15ab, 16-18, 19-21) torna-se a nossa resposta em oração. Deus é a nossa força e coragem; Deus abre as portas da justiça e da vida. A gratidão flui da lembrança do que Deus fez e continua a fazer em nossas vidas. Não proclamamos o Evangelho sozinhos. Falamos porque Deus já agiu.
Como comunidade paroquial, somos convidados a refletir: Onde Cristo nos encontrou? Como Deus nos respondeu? Nosso testemunho pode não ser eloquente, mas, como Pedro e João, pode ser verdadeiro. E hoje, isso é mais do que suficiente.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 11 de abril de 2026
