Trigésimo Domingo do Tempo Comum
Amar como Deus ama: um coração que acolhe o próximo
Irmãos e irmãs, a Palavra de Deus nos conduz ao coração do Evangelho:
amar a Deus e ao próximo.
No
Êxodo (Êxodo 22:20-26), Deus ouve o clamor do estrangeiro, da viúva, do órfão e do pobre, e nos chama a proteger sua dignidade.
São Paulo (1 Tessalonicenses 1:5c-10) nos lembra que a fé autêntica se torna testemunho. Jesus une os dois maiores mandamentos como duas batidas de um só coração: não podemos amar a Deus sem amar concretamente o próximo.
Hoje, este
Evangelho (Mateus 22:34-40) chama nossa paróquia de Saints Peter and Paul a
ver os esquecidos,
ouvir os que sofrem,
defender os vulneráveis e
caminhar com os que estão sozinhos.
Peçamos ao Espírito Santo um coração semelhante ao de Cristo, para que nossas famílias e pastorais se tornem sinais vivos do seu amor.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
Diretor e fundador das Semanas Missionárias Católicas de Utah
West Valley City, UT
West Valley City, 25 de outubro de 2026
Vigésimo nono domingo do Tempo Comum
Domingo Mundial das Missões
A imagem que carregamos
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje, Jesus
(Mateus 22:15-21) nos dá uma lição poderosa:
“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”
A moeda usada para pagar os impostos trazia a imagem de César, por isso pertencia a César. Mas nós trazemos a imagem de Deus. Portanto, nossa vida pertence a Deus.
A primeira leitura
(Isaías 45:1, 4-6) nos lembra de que Deus é o Senhor de toda a história: “Eu sou o SENHOR, não há outro”. Toda autoridade e todo poder vêm, em última instância, dele.
São Paulo
(1 Tessalonicenses 1:1-5b) elogia os tessalonicenses por sua fé, amor e esperança. É isso que significa nos entregarmos a Deus, não apenas com palavras, mas pela maneira como vivemos todos os dias.
Como cristãos, cumprimos nossas responsabilidades na sociedade, no trabalho e em nossas famílias. Mas, acima de tudo, pertencemos a Deus. Perguntemo-nos hoje:
Entreguei realmente a Deus meu coração, meu tempo e minha vida?
Que esta Eucaristia nos ajude a nos oferecer inteiramente ao Senhor.
Ao sairmos hoje, lembremo-nos:
A moeda traz a imagem de César e pertence a César; nós trazemos a imagem de Deus e pertencemos a Deus.
Que nossas palavras, nossas escolhas e nossas vidas reflitam Aquele cuja imagem carregamos.
Santos João de Brébeuf, Isaac Jogues, Pedro de Alcântara, Paulo da Cruz, João Paulo II, João de Capistrano e Antônio Maria Claret, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
Diretor e fundador das Semanas Missionárias Católicas de Utah
West Valley City, UT
Domingo, 18 de outubro de 2026
Vigésimo oitavo domingo do Tempo Comum
O convite de Deus para o banquete da vida
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras de hoje nos oferecem uma bela imagem:
Deus prepara um banquete para seu povo.
Isaías (Isaías 25:6-10a) descreve um banquete de abundância no qual Deus destrói a morte, enxuga toda lágrima e enche seu povo de alegria. Essa promessa se cumpre em Jesus Cristo, que convida todos a entrar no Reino dos Céus.
No
Evangelho (Mateus 22,1-14), um rei prepara uma festa de casamento, mas muitos dos convidados se recusam a ir, distraídos pelo trabalho e por preocupações pessoais.
A parábola nos pergunta:
Como respondo ao convite de Deus? Ele nos chama por meio da oração, das Escrituras, dos sacramentos e do serviço, mas as preocupações mundanas podem nos impedir de responder.
Então o rei convida a todos, bons e maus. A misericórdia de Deus é oferecida a todos, e a Igreja reúne em Cristo pessoas de todas as nações, culturas e origens.
No entanto, o convidado sem veste nupcial nos lembra que aceitar o convite não basta. A veste simboliza uma vida transformada pela graça. Devemos permitir que Cristo nos revista de fé, caridade, humildade, perdão e santidade.
São Paulo (Filipenses 4,12-14.19-20) nos mostra essa confiança:
“Tudo posso naquele que me fortalece.” Na abundância ou na necessidade, sua força vem de Cristo.
Cada Missa é uma antecipação do banquete celeste. Cristo nos convida à sua mesa, nos alimenta com seu Corpo e Sangue e nos pede que respondamos com corações agradecidos e transformados.
Que nunca consideremos seu convite como algo garantido. Que respondamos com alegria, revestidos de fé e amor, e que um dia participemos do banquete eterno das bodas do Cordeiro.
São Calisto I, Teresa de Jesus, Edviges, Margarida Maria Alacoque e Inácio de Antioquia, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
Fundador e Diretor das Semanas Missionárias Católicas de Utah
West Valley City, UT
Domingo, 11 de outubro de 2026
Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum
Domingo da Defesa da Vida
A vinha do Senhor: chamados a dar frutos
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje, a Palavra de Deus nos apresenta a imagem de uma vinha.
Na
primeira leitura, Isaías (Isaías 5,1-7) descreve um proprietário que prepara cuidadosamente sua vinha e lhe dá tudo de que precisa para produzir frutos. No entanto, ela produz apenas uvas bravas. Essa imagem nos convida a perguntar: Deus nos deu a fé, a família, a comunidade e inúmeras bênçãos. Que frutos estamos oferecendo em troca?
No
Evangelho (Mateus 21,33-43),
o problema não é a vinha, mas os arrendatários. Eles se esquecem de que a vinha pertence ao proprietário. Jesus nos alerta para não cairmos na mesma tentação.
Nossa vida, nossos dons e nossos ministérios não nos pertencem; foram confiados a nós por Deus. Somos
chamados a dar frutos de amor, misericórdia, justiça, unidade e serviço.
Que frutos estão crescendo em nossos lares e em nossa paróquia?
Os bons frutos aparecem quando as famílias
rezam juntas, quando
acolhemos quem se sente sozinho, quando
perdoamos e quando
servimos aos outros com humildade.
São Paulo (Filipenses 4:6-9)
nos lembra que não devemos nos deixar dominar pela ansiedade, mas apresentar tudo a Deus em oração. Quando enchemos o coração daquilo que é
verdadeiro, bom e belo,
damos mais frutos como discípulos.
No centro de tudo está Jesus, a pedra angular. Se Cristo é nosso alicerce,
nossa paróquia estará unida não por preferências, idiomas ou culturas, mas pela fé nele. Peçamos ao Senhor
que remova tudo o que nos impede de dar frutos e nos torne trabalhadores fiéis em sua vinha.
Que nossa fé produza uma colheita que abençoe nossas famílias e nossa comunidade. “Embora venhamos de idiomas, culturas e experiências diferentes, somos uma só vinha no Senhor, chamados a dar frutos juntos para o Reino de Deus.”
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT
Domingo, 4 de outubro de 2026
Vigésimo sexto Domingo do Tempo Comum
Dizer sim com a nossa vida
Queridos irmãos e irmãs,
O
Evangelho de hoje nos desafia a examinar a diferença entre palavras e ações.
O primeiro filho recusa o pedido do pai, mas depois muda de ideia e vai trabalhar na vinha.
O segundo filho diz o que é certo, mas não age.
Jesus nos lembra que Deus deseja não apenas promessas, mas corações dispostos à conversão e à obediência.
A
primeira leitura de Ezequiel (Ezequiel 18:25-28)
proclama uma mensagem de esperança. Ninguém está preso aos erros do passado. Sempre que alguém se afasta do pecado e escolhe o que é justo e correto, Deus oferece uma vida nova.
A conversão é sempre possível, porque a misericórdia de Deus é maior do que nossos fracassos.
São Paulo (Filipenses 2,1-11)
nos leva ainda mais longe ao nos convidar a adotar a atitude de Cristo.
Jesus se humilhou, tornou-se servo e deu a vida pelos outros.
Em nossa comunidade paroquial,
isso significa deixar de lado o egoísmo, escutar uns aos outros, respeitar nossa diversidade cultural e buscar o bem de todos.
Uma paróquia se torna verdadeiramente viva quando seus membros imitam a humildade e a generosidade de Cristo.
Ao começarmos uma nova semana, perguntemo-nos: meu "sim" a Deus é visível na maneira como trato os outros? Minhas ações refletem o Evangelho que anuncio? Que o Senhor nos ajude
a segui-lo não só com palavras, mas também com a vida,
tornando-nos uma paróquia unida na fé, no amor e no serviço.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT
Domingo, 27 de setembro de 2026
Vigésimo Quinto Domingo do Tempo Comum
Domingo Catequético
A generosidade de Deus não tem limites
Caros irmãos e irmãs,
As leituras de hoje
nos lembram que os caminhos de Deus são muito diferentes dos nossos caminhos humanos.
Por meio do
profeta Isaías (Isaías 55:6-9),
o Senhor nos convida a buscá-lo enquanto está perto e a confiar que seus pensamentos são mais elevados que os nossos. Muitas vezes,
medimos a vida de acordo com o que nos parece justo, mas Deus mede com misericórdia, amor e generosidade.
No
Evangelho (Mateus 20:1-16a),
os trabalhadores que labutaram o dia inteiro ficaram indignados porque os que chegaram na última hora receberam o mesmo salário. Concentraram-se na comparação, em vez de na gratidão.
A generosidade do proprietário da vinha reflete o amor de Deus por cada pessoa.
Quer alguém siga Cristo há muitos anos ou esteja apenas começando sua caminhada de fé, o convite e a misericórdia de Deus são os mesmos.
São Paulo (Filipenses 1:20c-24, 27a)
nos lembra que a vida encontra seu verdadeiro sentido em Cristo.
Como discípulos, somos chamados a viver de maneira digna do Evangelho, confiando que Deus age em cada momento de nossa vida. Em vez de nos compararmos com os outros, somos convidados a nos alegrar sempre que alguém recebe a graça de Deus.
Como comunidade paroquial,
acolhamos todas as pessoas com a mesma generosidade que Deus tem conosco. Que
nosso coração permaneça aberto tanto a quem chega cedo quanto a quem chega tarde, lembrando que sempre há lugar na vinha do Senhor. Fico feliz quando outros recebem as bênçãos de Deus ou me comparo com eles?
Senhor, ensina-me a confiar na tua sabedoria e a me alegrar com tua generosidade. Ajuda-me a acolher os outros com o mesmo amor e a mesma misericórdia que me demonstras todos os dias.
Santos Mateus, Pio de Pietrelcina, Cosme e Damião, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT
Domingo, 20 de setembro de 2026
Vigésimo Quarto Domingo do Tempo Comum
O rio inesgotável da misericórdia
Perdoados para perdoar, amados para amar
Caros irmãos e irmãs,
As leituras deste domingo apresentam uma mensagem desafiadora, mas que dá vida: o perdão está no centro do discipulado cristão. O Eclesiástico (Eclesiástico 27:30—28:7) nos lembra que o ressentimento e a ira podem criar raízes em nosso coração quando nos apegamos às mágoas do passado. No entanto, Deus nos chama a abandonar a vingança e a estender misericórdia aos outros, assim como ele teve misericórdia de nós.
No
Evangelho (Mateus 18:21-35),
Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar alguém que peca contra ele. Pedro provavelmente achava que estava sendo generoso ao sugerir sete vezes. Mas
a resposta de Jesus, “setenta e sete vezes”, revela que o perdão não tem limites. Por meio da parábola do servo impiedoso, Jesus ensina que
recebemos de Deus uma dádiva incomensurável de misericórdia. Por termos sido perdoados tantas vezes, somos chamados a perdoar os outros de coração.
Perdoar não significa esquecer a mágoa nem fingir que o mal não aconteceu. Pelo contrário,
significa confiar a justiça a Deus e recusar-se a deixar que a amargura controle nossa vida. O perdão liberta tanto quem perdoa quanto quem é perdoado.
Nesta semana,
perguntemo-nos: Há alguém a quem preciso perdoar? Há alguma ferida que continuo carregando? Lembremo-nos de que pertencemos ao Senhor, como
nos diz São Paulo (Romanos 14:7-9),
e procuremos refletir a misericórdia de Deus em nossos lares, na paróquia e na comunidade.
Pai misericordioso, perdoaste nossos incontáveis pecados por meio de teu Filho, Jesus Cristo. Dá-nos um coração humilde e compassivo, pronto a perdoar. Cura nossas feridas, remove toda amargura e ajuda-nos a ser instrumentos de tua paz e reconciliação.
Nossa Senhora das Dores, Santos Cornélio, Cipriano, Roberto Belarmino, Hildegarda de Bingen e Januário, rogai por nós. Amém.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT
Domingo, 13 de setembro de 2026
Vigésimo terceiro Domingo do Tempo Comum
O amor que busca a reconciliação
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras de hoje
apresentam um belo caminho para a vida cristã:
ouvir a voz de Deus, amar o próximo e buscar a reconciliação.
Na
primeira leitura (Ezequiel 33:7-9), Deus designa Ezequiel como sentinela do povo. Uma sentinela não fica em silêncio quando o perigo se aproxima. Da mesma forma, todo cristão tem a responsabilidade de cuidar do bem-estar espiritual dos outros.
O amor verdadeiro não é indiferente. Com delicadeza, adverte, encoraja e guia os outros para o que é certo. Pode ser mais fácil ficar em silêncio quando alguém está se desviando do caminho, mas Deus nos chama a falar a verdade com coragem e compaixão.
O
salmo (Salmo 95,1-2.6-7.8-9)
nos convida a abrir o coração à voz de Deus: “Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.” Muitas vezes, nosso maior
obstáculo não é o silêncio de Deus, mas o fechamento do nosso coração por orgulho, raiva, medo ou indiferença. O Senhor continua falando por meio das Escrituras, da oração e das pessoas ao nosso redor.
A questão é se estamos dispostos a escutar.
São Paulo (Romanos 13:8-10)
nos lembra que toda a Lei se cumpre em um único mandamento: "Ama o teu próximo como a ti mesmo."
A fé cristã não consiste apenas em seguir regras. Trata-se de permitir que o amor de Deus transforme nossos relacionamentos.
O amor verdadeiro busca o bem dos outros, respeita sua dignidade e se recusa a lhes causar dano, por palavras ou ações.
No
Evangelho (Mateus 18:15-20),
Jesus nos orienta de forma prática sobre como lidar com os conflitos.
Quando alguém nos ofende, ele não nos manda fazer fofoca, buscar vingança ou dividir a comunidade. Em vez disso, chama-nos
a buscar a reconciliação, passo a passo, começando com uma conversa pessoal, pautada pela caridade. O objetivo não é vencer outra pessoa, mas restaurar uma relação rompida.
Esta mensagem é especialmente importante para a vida paroquial. Às vezes, famílias, pastorais e comunidades enfrentam tensões e mal-entendidos.
Cristo nos ensina que a unidade se constrói por meio do diálogo sincero, da paciência, do perdão e da oração.
Quando escutamos a voz de Deus, amamos o próximo e buscamos a reconciliação, Cristo se faz verdadeiramente presente entre nós. Como Jesus promete: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles." Como Deus me chama a ser instrumento de reconciliação em minha família, paróquia ou comunidade?
Senhor Jesus, abranda nosso coração para que ouçamos tua voz. Enche-nos de um amor que busca o bem dos outros e da coragem para nos reconciliarmos quando os relacionamentos são feridos. Ajuda-nos a ser testemunhas fiéis da tua misericórdia e paz.
São Pedro Claver e a Virgem Maria, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT
Domingo, 6 de setembro de 2026
CARTA PASTORAL PARA O ANO PASTORAL 2026-2027
“JESUS CRISTO, MEU SENHOR E MEU DEUS” (JO 20:28)
Encontrar Cristo, viver como discípulos missionários
“Assim, embora sejamos muitos, somos um só corpo em Cristo e, individualmente, membros uns dos outros.” (Romanos 12:5)
Introdução
Caros irmãos e irmãs em Cristo,
1. Com estas palavras de São Paulo, somos lembrados de que nossa fé não é vivida isoladamente, mas em comunhão. Pelo Batismo, tornamo-nos membros do Corpo de Cristo, unidos na fé, fortalecidos pela esperança e chamados a amar uns aos outros como discípulos do Senhor. Ao iniciarmos nosso ano pastoral de 2026-2027, convido cada membro de nossa família paroquial a refletir sobre o dom e a responsabilidade de pertencer a uma comunidade de fé.
2. Com gratidão a Deus e cheios de esperança, iniciamos nosso Ano Pastoral 2026–2027 com o tema: “Jesus Cristo, meu Senhor e meu Deus.”
3. Estas palavras de São Tomé, pronunciadas quando encontrou o Senhor ressuscitado, expressam a profissão de fé que queremos fazer nossa como comunidade paroquial.
4. O Ano Pastoral 2025-2026 nos deu a oportunidade de colocar nossa fé em ação para construir um mundo de paz. Por meio do questionário de avaliação deste ano, o povo de Deus afirmou que a fé o ajudou a vivê-la nas diversas realidades de sua vida.
5. Este segundo ano pastoral (2025-2026) abre as portas para o terceiro ano da segunda fase (Fase Pré-Catecumenal) do nosso Projeto Paroquial de Grande Evangelização (GEP). Este terceiro ano, que faz parte da segunda fase, nos prepara para os três anos finais (2027-2030), que nos conduzirão à preparação imediata para o nosso Sínodo Paroquial (2031-2032).
6. Vivemos em uma sociedade marcada por grandes desafios, mudanças culturais e uma profunda busca espiritual. Em meio a essa realidade, a Igreja é chamada a proclamar com entusiasmo renovado que Jesus Cristo continua vivo, caminha conosco e transforma nossas vidas. Por isso, nossa paróquia deseja responder ao chamado do Senhor tornando-se cada vez mais uma comunidade que evangeliza, forma discípulos e acolhe a todos com amor.
7. Esta carta pastoral busca incentivar um compromisso renovado com nossa missão como comunidade de fé. Juntos, aprofundemos nossa relação com Cristo, fortaleçamos os laços que nos unem e estendamos a mão àqueles que anseiam por esperança, acolhida e pelo amor salvador de Deus. Que este ano seja um tempo de renovação espiritual, vitalidade pastoral e alegre testemunho em toda a nossa paróquia.
8. Neste ano pastoral, estabelecemos uma meta clara: ajudar cada pessoa a encontrar Cristo pessoalmente e a escolhê-lo conscientemente como Senhor de sua vida. Todos os nossos esforços pastorais estarão voltados para esse propósito fundamental. Escolher Cristo significa escolher uma vida de fé, amor, serviço e comunhão com Deus e com os outros.
9. Ao longo deste ano, cada mês será dedicado a um tema específico que nos ajudará a escolher Jesus como nosso Senhor e nosso Deus e a viver nossa fé com Ele todos os dias:
Agosto: Com Jesus Cristo, evangelizando na cidade
Setembro: Com Jesus Cristo, cuidando da criação
Outubro: Com Jesus Cristo, atuar na missão e promover a saúde mental
Novembro: com Jesus Cristo, sendo generosos
Dezembro: Com Jesus Cristo, apoiando as famílias
Janeiro: com Jesus Cristo, renovando a oração
Fevereiro: Com Jesus Cristo, cuidando de quem serve
Março: com Jesus Cristo, respeitando a dignidade humana
Abril: Com Jesus Cristo, evangelizando por meio da beleza e da arte
Maio: com Jesus Cristo, integrando a fé e a vida profissional
Junho: com Jesus Cristo, usando a tecnologia com ética
Julho: Com Jesus Cristo, acolher, valorizar e acompanhar os idosos
Uma Igreja que sai ao encontro dos outros
10. Inspirados pelo exemplo dos santos apóstolos Pedro e Paulo, queremos ser uma paróquia missionária que não espera passivamente, mas sai ao encontro daqueles que buscam sentido, esperança e fé. Desejamos fortalecer nossa presença evangelizadora em West Valley City, promovendo iniciativas de acolhida, acompanhamento e proximidade para aqueles que participam regularmente da vida paroquial e também para aqueles que se afastaram da Igreja.
11. Nossa diversidade cultural é um dom de Deus. Por isso, continuaremos construindo uma comunidade onde cada pessoa se sinta acolhida, valorizada e amada, fazendo de nossa paróquia um verdadeiro lar para todos.
Formados para ser discípulos
12. A fé cresce quando é alimentada pela oração, pela formação e pela vida sacramental. Por isso, promoveremos percursos contínuos de formação para crianças, jovens e adultos, incentivando um conhecimento mais profundo da Sagrada Escritura, da doutrina católica e da missão evangelizadora da Igreja.
13. De modo especial, ofereceremos oportunidades de retiro, reflexão e discernimento que ajudem cada fiel a responder pessoalmente à pergunta fundamental: Quem é Jesus Cristo para mim? Nosso desejo é que cada membro da comunidade possa proclamar com convicção: “Jesus Cristo é meu Senhor e meu Deus”.
Uma cultura
vocacional
14. Toda vocação nasce de um encontro com Cristo.
Queremos promover uma autêntica cultura vocacional que ajude crianças, jovens e adultos a descobrir o plano que Deus tem para eles. Precisamos de famílias abertas à vontade de Deus, jovens dispostos a escutar seu chamado e fiéis leigos comprometidos a servir generosamente na missão da Igreja.
15. Rezemos especialmente pelas vocações sacerdotais e religiosas, e por todos os que procuram discernir o caminho que o Senhor lhes propõe.
Co-responsáveis pela Missão
16. A missão da Igreja é tarefa de todos.
Cada pessoa recebeu dons e talentos para o bem comum. Convidamos todos os fiéis a viver uma espiritualidade autêntica de corresponsabilidade, compartilhando tempo, habilidades e recursos materiais para o crescimento da comunidade e o serviço aos mais necessitados.
17. A generosidade é uma expressão concreta de nossa fé e uma resposta agradecida ao amor que Deus nos demonstra todos os dias.
18. Todos os grupos, serviços e atividades pastorais[1] desenvolverão seus programas levando em conta o tema deste Ano Pastoral e as conclusões das respostas dos paroquianos, do Conselho Paroquial e da Assembleia Paroquial
A Eucaristia, fonte de unidade
19. A Eucaristia ocupa o centro da vida de nossa paróquia.
Nela encontramos Cristo verdadeiramente presente, recebemos forças para nossa missão e vivemos a comunhão que nos une como um só Povo de Deus.
20. Em uma comunidade marcada pela riqueza de tantas culturas, participar da mesma mesa eucarística nos lembra que somos uma só família em Cristo. Queremos fortalecer nossa identidade católica por meio de uma participação mais consciente, ativa e reverente na liturgia, promovendo também a adoração eucarística e a formação litúrgica.
21. Quanto à adoração eucarística, temos dez horas de adoração por dia, cinquenta horas por semana (de segunda a sexta-feira) e duzentas horas por mês. Muito obrigado a todos os adoradores que dedicam seu tempo a adorar Jesus Cristo e ajudam outras pessoas a adorar o Rei dos Reis.
Cuidado com a dignidade humana
22. Nosso compromisso com Jesus Cristo também se manifesta na maneira como acolhemos e acompanhamos nossos irmãos e irmãs. Queremos ser uma comunidade atenta às necessidades daqueles que enfrentam a solidão, dificuldades familiares, doenças, problemas de saúde mental, processos de recuperação, migração ou qualquer forma de sofrimento.
23. A dignidade de cada pessoa humana é um dom sagrado que devemos proteger e promover com amor, respeito e proximidade pastoral.
Uma paróquia para toda a cidade
24. Sonhamos com uma paróquia que seja:
· Um centro de evangelização
· Uma escola de discipulado
· Um lar para todas as culturas
· Uma ponte para aqueles que se afastaram da fé.
25. Este sonho só será possível se cada um de nós assumir seu papel de discípulo missionário. O Senhor nos chama a ser testemunhas do Evangelho em nossas famílias, locais de trabalho, escolas, bairros e em todos os ambientes onde vivemos.
Conclusão
26. Queridos irmãos e irmãs, este Ano Pastoral 2026–2027 é um convite a renovar nossa relação com Jesus Cristo. Abramos o coração à sua presença, deixemos que Ele transforme nossas vidas e saiamos para compartilhar com os outros a alegria do Evangelho.
27. Que a intercessão dos santos Pedro e Paulo fortaleça nosso compromisso missionário. Que a Bem-Aventurada Virgem Maria nos acompanhe nesta jornada de fé. E que, ao final deste ano pastoral, possamos dizer com maior convicção e alegria: “Jesus Cristo, meu Senhor e meu Deus.”
Com minha bênção e minhas orações por todos vocês.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
Rivière-du-Loup, Quebec (Canada) Sábado, 1 de agosto de 2026 — Memória de Santo Afonso Maria de Ligório
[1] Damos graças a Deus pelos 46 grupos, serviços e atividades pastorais presentes em nossa comunidade paroquial.
Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum
Missa de abertura do Ano Pastoral 2026-2027
Fogo no coração, luz para o caminho
Queridos irmãos e irmãs,
A Palavra que ouvimos hoje
nos inquieta da melhor maneira possível.
Jeremias (Jeremias 20:7-9)
confessa que o chamado de Deus se tornou “como fogo ardente em meu coração, encerrado em meus ossos”. Ele tentou silenciar a mensagem e afastar-se da missão,
mas o fogo de Deus não o deixou. Isso nos lembra que o discipulado autêntico raramente é confortável.
Quando o Senhor nos chama, não nos convida simplesmente a sentir inspiração: convida-nos a ser transformados.
São Paulo (Romanos 12, 1-2) reitera essa verdade: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” A vida cristã não é passiva. É uma entrega contínua de nós mesmos — nossos hábitos, prioridades e medos — para que Deus nos molde segundo a sua vontade.
A renovação não acontece uma só vez; é uma entrega diária.
Então Jesus pronuncia a palavra decisiva
(Mateus 16,21-27):
“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.”
A resistência de Pedro reflete a nossa.
Queremos um Messias sem sofrimento, uma missão sem sacrifício, uma fé sem custo. Mas Jesus revela que o amor — o amor verdadeiro — sempre carrega uma cruz. Não porque Deus se agrade da dor,
mas porque o caminho da entrega de si inevitavelmente passa por momentos de perda, incompreensão e renúncia.
No entanto, a promessa é surpreendente: “Quem perder a vida por minha causa, vai encontrá-la.” A cruz não é o fim; é a porta para a vida. Quando abrimos mão daquilo a que nos apegamos — nosso controle, nosso conforto, nossa autossuficiência — descobrimos uma liberdade e uma alegria que o mundo não pode nos dar.
Hoje, peçamos
a graça de acolher o fogo de Deus em nosso coração, permitir que Sua Palavra transforme nossa mente e seguir Cristo com coragem, mesmo quando o caminho sobe em direção à cruz. Aquele que nos chama também nos sustenta e, à Sua luz, encontramos a verdadeira vida.
São Gregório Magno, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT
Vigésimo primeiro domingo do Tempo Comum
Chaves para servir, não para exercer poder
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras de hoje revelam uma única verdade luminosa:
Deus confia autoridade apenas àqueles cujo coração está enraizado Nele.
Em
Isaías (Isaías 22:19-23),
a queda de Sebna não é um drama político, mas uma consequência espiritual. Sua liderança tornou-se interesseira, por isso
o Senhor o destitui e eleva Eliaquim — um homem que será “pai dos habitantes de Jerusalém”. Aos olhos de Deus, a autoridade é sempre
paterna, protetora e voltada ao serviço. A chave colocada sobre o ombro de Eliaquim não é símbolo de poder, mas de
responsabilidade.
São Paulo (Romanos 11,33-36) então
eleva nosso olhar: “Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus!”
A autoridade humana é frágil; a sabedoria divina é insondável. Tudo começa em Deus, passa por Deus e volta para Deus. Este é o fundamento da liderança cristã — a humildade diante do mistério.
No
Evangelho (Mateus 16:13-20),
esse mistério chega ao seu ápice. A profissão de fé de Pedro — “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” — não é fruto de esperteza nem de argumentação. Jesus afirma claramente: “Meu Pai revelou isso a você.” E é sobre essa revelação que Cristo edifica sua Igreja.
Pedro se torna a rocha não porque seja forte, mas porque
Deus é fiel. Pedro recebe as chaves não porque seja perfeito, mas porque
Deus escolhe agir por meio dos pequenos, dos inseguros, dos seres humanos.
A
promessa é extraordinária: “As portas do inferno não prevalecerão.” A Igreja não apenas é defendida; ela é vitoriosa por meio de Cristo.
Para a nossa paróquia missionária, estas palavras são um chamado à coragem. Não estamos construindo com base em nosso próprio brilho ou força. Estamos construindo sobre
a Rocha, que é Cristo, guiados pelo Espírito que se revela e protegidos pelo Pai, cuja sabedoria ultrapassa todo entendimento.
Que exerçamos cada responsabilidade — pastoral, litúrgica, administrativa e evangelizadora — com a humildade de Eliakim, o assombro de Paulo e a fé de Pedro.
As chaves confiadas a Eliakim e Pedro simbolizam responsabilidade, proteção e cuidado pelo povo de Deus.
A autoridade cristã é sempre pastoral: abre caminhos para a graça, fecha as portas ao mal e guia a comunidade com humildade.
A força da Igreja não está na dominação, mas na administração fiel.
São Bartolomeu, São Luís, São José de Calasanz, Santa Mônica, Santo Agostinho e São João Batista, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT
Vigésimo domingo do Tempo Comum
Uma fé que ultrapassa fronteiras
Queridos irmãos e irmãs,
Vivemos em um
mundo cheio de fronteiras:
fronteiras entre povos, culturas, idiomas e gerações, mas também fronteiras invisíveis que construímos em nosso coração. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, decidimos quem está “perto” e quem está “longe”, quem pertence ao “nosso grupo” e quem não pertence.
As leituras deste domingo nos lembram uma verdade essencial:
Deus é maior do que nossos limites. Seu amor vai além de nossas categorias, preconceitos e limitações humanas.
Na
primeira leitura (Isaías 56:1, 6-7), o profeta Isaías proclama esta bela promessa:
“Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.”
Deus não reserva sua presença a um grupo privilegiado. Ele quer reunir todos os seus filhos.
Seu coração está aberto a todos.
São Paulo (Romanos 11:13-15, 29-32), por sua vez, nos lembra que os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis. Deus não volta atrás em seu amor. Mesmo quando nos afastamos dele, continua a nos buscar com paciência e misericórdia.
O
Evangelho
(Mateus 15:21-28)
apresenta então o encontro entre Jesus e a mulher cananeia. Ela é estrangeira para o povo de Israel. Ainda assim,
aproxima-se de Jesus com uma confiança admirável. Ela lhe suplica que cure sua filha.
No início,
ela encontra silêncio, incompreensão e até rejeição por parte dos discípulos. Muitos teriam desistido.
Mas ela persevera. Continua acreditando que a misericórdia de Deus é maior do que todas as barreiras humanas.
E Jesus finalmente lhe diz:
“Mulher, grande é a tua fé!” O que toca Jesus não é a origem dessa mulher, mas sua fé: humilde, perseverante e confiante.
Este Evangelho nos convida a fazer uma pergunta a nós mesmos:
Que barreiras ainda existem em nosso coração? Há pessoas que julgamos rápido demais? Pessoas de quem nos afastamos por serem diferentes de nós? Pessoas que temos dificuldade de acolher, ouvir ou compreender?
Hoje, o Senhor nos chama a abrir mais o coração. Se Deus acolhe a todos com amor, somos chamados a fazer o mesmo.
Em
nossa paróquia, isso significa acolher com alegria os que chegam, os que voltam após uma longa ausência, os jovens, os idosos, os recém-chegados e todos os que procuram um lugar junto de Deus. A
mulher cananeia nos ensina duas lições importantes: nunca perder a confiança na misericórdia de Deus e nunca fechar o coração aos nossos irmãos e irmãs.
Peçamos ao Senhor que nos conceda essa fé humilde e perseverante. Peçamos também que Ele faça
de nossa comunidade de
São Pedro e São Paulo uma verdadeira casa de oração para todos os povos, onde cada pessoa possa experimentar o amor e a misericórdia de Deus.
Que Maria, nossa Mãe e Rainha de toda a Criação, São João Eudes, São Bernardo e São Pio X nos ajudem a percorrer este caminho de fé, abertura e fraternidade.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT, 16 de agosto de 2026
Décimo Nono Domingo do Tempo Comum
No coração do silêncio e da tempestade: Deus fala, Cristo nos guia e estende sua mão para nós
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras deste domingo nos conduzem a dois movimentos da vida espiritual:
escutar e
confiar.
Na
Primeira Leitura (1 Reis 19:9a, 11-13a), Elias descobre que Deus não está nos sinais espetaculares — “o Senhor não estava no vento… nem no terremoto… nem no fogo” —, mas no “murmúrio de uma brisa suave”.
Deus escolhe a mansidão. Ele se aproxima do profeta não com força, mas com intimidade. Isso nos lembra, como comunidade paroquial:
Deus muitas vezes fala nos lugares silenciosos do nosso coração, na oração, no silêncio e nos pequenos gestos de caridade que ninguém vê.
Em todas as etapas da vida
(Romanos 9:1-5),
Deus nos chama a ser uma comunidade de fé, unida na oração, na esperança e no amor.
Nossa paróquia é mais do que um edifício;
é uma família de fiéis que caminha unida rumo a Cristo. Por meio de
gestos de bondade, palavras de incentivo e serviço ao próximo, revelamos a presença de Deus no mundo. Confiemos na orientação do Senhor, especialmente nos momentos de incerteza, sabendo que sua graça sempre nos basta.
O Evangelho (Mateus 14:22-33) dá continuidade a esse tema, mas acrescenta um segundo movimento: confiar em meio ao medo. Pedro começa a caminhar sobre as águas, mas, ao perceber o vento, afunda. Seu grito — “Senhor, salva-me!” — é a oração de todo discípulo. E Jesus responde imediatamente: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo”.
A fé não é a ausência do medo; é a decisão de buscar Cristo mesmo quando o medo nos cerca.
Para nossa paróquia missionária, isso é um grande incentivo.
O trabalho de evangelização, serviço e construção da comunidade muitas vezes parece nos levar a sair do barco e entrar em águas incertas. Mas o Senhor caminha em nossa direção. Ele estende a mão. Ele acalma a tempestade.
Cultivemos corações que escutam como Elias e confiam como Pedro.
São Lourenço, Santa Clara, Santa Joana Francisca de Chantal, São Ponciano, Santo Hipólito, São Maximiliano Kolbe,
rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT, 9 de agosto de 2026
Décimo Oitavo Domingo do Tempo Comum
Alimentados por Cristo, chamados a partilhar
Queridos irmãos e irmãs,
A liturgia de hoje revela
um Deus que vê nossa fome — física, emocional e espiritual — e responde não com escassez, mas com abundância, convidando-nos
a confiar em seu amor fiel à Aliança.
O convite de Isaías (Isaías 55:1-3) chama a atenção por sua ternura:
“Todos os que tendes sede, vinde às águas… Vinde sem pagar e sem custo.” Deus não nos pede que mereçamos sua graça. Simplesmente nos pede
que venhamos, escutemos e recebamos a vida. A “aliança eterna” prometida a Davi torna-se,
em Cristo, uma aliança oferecida a todos.
O salmo responsorial (Salmo 145,8-9.15-16.17-18) ecoa
essa generosidade:
“Abres a mão e sacias o desejo de todos os seres vivos.”
A mão de Deus não está fechada, cerrada nem hesitante.
Está aberta, pronta para alimentar, curar e sustentar.
São Paulo (Romanos 8,35.37-39) nos dá então uma das
mais poderosas declarações das Escrituras:
“Quem nos separará do amor de Cristo?” Ninguém. Nem o sofrimento, nem o medo, nem a morte, nem o desconhecido.
O amor de Deus não é frágil; é vitorioso.
Por fim,
o Evangelho
(Mateo 14:13–21)
mostra esse amor em ação. Jesus vê a multidão e “enche-se de compaixão”. Não a manda embora. Alimenta-a. Os discípulos veem limites: “Só temos cinco pães e dois peixes.” Jesus vê possibilidades: “Trazei-os aqui para mim.”
Este é o coração do discipulado cristão:
oferecer nossa pequenez para que Cristo a multiplique.
Para nossa comunidade paroquial: somos convidados a confiar que Deus pode transformar nosso tempo, recursos e energia limitados em graça abundante para os outros.
Como famílias e comunidades paroquiais, somos chamados a alimentar os outros com o amor de Cristo e a encorajar uns aos outros a responder generosamente ao chamado de Deus.
Que possamos confiar que, quando colocamos nossa vida diante do Senhor, ele pode multiplicar nossos esforços e nos usar como instrumentos de esperança, serviço e fé no mundo.
A missão da Igreja, nossa missão, nunca diz respeito ao que temos, mas ao que Ele pode fazer. Senhor Jesus, ensina-nos a partilhar com generosidade e a confiar em tua abundância. Que nossas vidas se tornem uma bênção para os outros.
São João Maria Vianney, Sisto II, Caetano e Domingos,
rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT, 2 de agosto de 2026
Décimo sétimo domingo do Tempo Comum
Um coração sábio para o Reino
Queridos irmãos e irmãs,
O coração da liturgia de hoje é uma única pergunta:
O que você realmente deseja de Deus?
Na
primeira leitura (1 Reis 3:5, 7-12),
Salomão nos surpreende. Deus lhe oferece qualquer coisa: vida longa, riqueza, vitória. Mas Salomão pede, em vez disso,
“um coração compreensivo, capaz de discernir o certo do errado”. Como diz o texto: “Dá, pois, ao teu servo um coração compreensivo, capaz de governar teu povo e de discernir o certo do errado.”
Ele deseja sabedoria não para si mesmo, mas para a missão que lhe foi confiada.
Esta é a chave do
Evangelho (Mateus 13:44-52).
Jesus compara o Reino a um tesouro e a uma pérola, tão valiosos que alguém vende tudo para obtê-los. O Reino não é algo acessório;
é aquilo pelo qual vale a pena dar tudo. O comerciante e aquele que encontra o tesouro não são imprudentes. São
perspicazes. Reconhecem o que mais importa.
São Paulo (Romanos 8:28-30), na Carta aos Romanos, nos lembra que, quando escolhemos o propósito de Deus,
“tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”.
A sabedoria, o Reino e o propósito de Deus não são ideias abstratas. São a bússola que orienta nossas vidas.
Como comunidade paroquial, assim como Salomão, recebemos uma missão: construir uma comunidade que reflita o Reino de Deus, acolhedora, missionária, alegre e enraizada em Cristo. Para isso, precisamos do mesmo dom que Salomão pediu: um coração compreensivo. Um coração compreensivo para discernir o que realmente importa, priorizar o Reino em vez das distrações, reconhecer a obra de Deus em nosso cotidiano e escolher o amor, a justiça e a misericórdia quando o caminho não estiver claro. O Reino é o tesouro. A sabedoria é o mapa. Cristo é o guia.
Santos Marta, Maria e Lázaro, Pedro Crisólogo, Inácio de Loyola e Afonso de Ligório, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT, 26 de julho de 2026
Décimo Sexto Domingo do Tempo Comum
A paciência que transforma: trigo, joio e o Deus que espera
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras do Décimo Sexto Domingo do Tempo Comum
nos convidam a contemplar uma profunda verdade sobre o coração de Deus: Ele é poderoso o suficiente para ser paciente.
O Livro da Sabedoria (Sabedoria 12:13, 16-19) nos lembra que a justiça de Deus brota de seu poder, mas seu domínio o leva a ser indulgente com todos. Como diz o texto: “Julgas com clemência e nos governas com grande leniência.” A força de Deus não se manifesta na dominação, mas na misericórdia, ao dar a seus filhos “boas razões para esperar” e a oportunidade de se arrepender.
São Paulo (Romanos 8:26-27) dá continuidade a este tema, mostrando-nos que
Deus não nos abandona nem mesmo em nossa fraqueza.
O Espírito intercede por nós com “gemidos inexprimíveis”. Quando não sabemos como rezar, Deus reza dentro de nós. Quando nos sentimos perdidos, Deus sonda nosso coração.
E então
Jesus (Mateus 13:24-43)
nos conta a parábola do trigo e do joio.
Os trabalhadores querem arrancar o joio imediatamente — como tantas vezes queremos soluções rápidas, divisões bem definidas e justiça imediata. Mas o Senhor diz que não: “Deixai-os crescer juntos até a colheita”.
Por quê?
Porque Deus vê o que não conseguimos ver. Porque Deus sabe que arrancar o joio cedo demais pode prejudicar o trigo. A paciência de Deus não é fraqueza — é amor.
A semente de mostarda e o fermento reforçam essa ideia:
o Reino de Deus cresce em silêncio, lentamente, quase sem que percebamos. O que começa pequeno torna-se abrigo para muitos. O que parece insignificante transforma toda a massa.
Este domingo
nos desafia a confiar no tempo de Deus. A sermos pacientes conosco mesmos. A sermos pacientes com os outros. A permitir que a graça opere de maneiras ocultas. A acreditar que Deus faz crescer o trigo mesmo quando só vemos o joio.
E
ela nos convida a imitar a Deus: “Os justos devem ser bondosos.”
Santos Apolinário, Lourenço de Brindes, Maria Madalena, Brígida, Charbel Makhlouf e Tiago Apóstolo, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT, 19 de julho de 2026
Décimo Quinto Domingo do Tempo Comum
Sementes de esperança, frutos da fé
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras de hoje nos convidam a refletir sobre o poder da Palavra de Deus.
Por meio do
profeta Isaías (Isaías 55:10-11),
Deus nos assegura que sua Palavra nunca é em vão.
Como a chuva que rega a terra e faz nascer a vida, a mensagem de Deus entra em nosso coração para nos transformar e dar frutos.
No Evangelho (Mateus 13,1-23), Jesus conta a parábola do semeador. A semente é a Palavra de Deus, mas os resultados dependem das condições do solo. Alguns corações são endurecidos pela indiferença, outros são superficiais e desanimam com facilidade, e outros ainda são sufocados pelas preocupações e distrações.
Mas, quando a Palavra de Deus encontra terreno fértil, produz uma colheita abundante.
Como comunidade paroquial, somos chamados a nos perguntar:
Que tipo de solo sou eu? Reservo tempo para escutar a Deus? Permito que sua Palavra crie raízes na minha vida diária?
A fé cresce quando rezamos, participamos dos sacramentos, servimos aos outros e permanecemos fiéis nas provações.
São Paulo (Romanos 8:18-23)
nos lembra que, embora passemos por sofrimentos e dificuldades, a glória de Deus nos espera.
A vida cristã é uma jornada de esperança, confiando que Deus está agindo mesmo quando o crescimento não é imediatamente visível.
Que abramos
nosso coração ao divino Semeador, para que nossas vidas deem frutos de amor, misericórdia, justiça e paz para nossas famílias, nossa paróquia e nosso mundo.
Santos Henrique, Kateri Tekakwitha, Boaventura, Nossa Senhora do Carmo e Camilo de Lellis,
rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT, 12 de julho de 2026
Décimo quarto Domingo do Tempo Comum
Um Rei manso que traz descanso
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras de hoje
revelam uma imagem de Deus poderosa e, ao mesmo tempo, reconfortante: um rei que vem não com força, mas com humildade e paz.
O profeta Zacarias (Zacarias 9:9–10)
anuncia um rei “humilde, montado num jumento”,
cuja missão é banir a guerra e proclamar a paz a todas as nações. Não se trata de um governante que domina, mas de alguém que reconcilia e cura.
O
Salmo (Salmo 145:8–9)
nos lembra a natureza deste rei:
“bondoso e compassivo, lento para a cólera e rico em bondade”. O Reino de Deus não se constrói sobre o medo, mas
sobre a compaixão, amparando os que estão sobrecarregados e levantando os que estão caindo (Salmo 145:13–14).
No
Evangelho (Mateus 11:28–30),
Jesus revela o coração desta promessa. Ele nos faz um convite pessoal: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.
Esse descanso não é apenas alívio físico, mas uma profunda paz espiritual.
Cristo não remove todos os fardos de imediato, mas oferece-se para carregá-los conosco. Seu “jugo é suave” porque é compartilhado com amor.
São Paulo (Romanos 8:9, 11–13)
nos lembra de que essa vida nova vem do Espírito que habita em nós. Quando escolhemos viver segundo o Espírito, e não no egoísmo,
experimentamos a verdadeira vida e a liberdade.
Como comunidade paroquial,
somos chamados a refletir a mansidão de Cristo. Num mundo muitas vezes marcado pelo estresse e pela divisão,
devemos ser lugares de acolhida, descanso e compaixão.
Perguntemo-nos: as pessoas encontram paz quando chegam à nossa comunidade? Estamos ajudando uns aos outros a carregar seus fardos?
Santos Maria Goretti, Agostinho Zhao Rong e Bento, abade, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT, 5 de julho de 2026
Décimo Terceiro Domingo do Tempo Comum
Acolher a Deus, viver renovados
Irmãos e irmãs,
Deixem-me começar com uma pergunta simples:
Como acolhemos Deus em nossa vida? Não apenas na Missa, mas nos momentos comuns de cada dia.
Abrindo espaço para Deus
Na
primeira leitura (2 Reis 4:8-11, 14-16a), uma mulher acolhe o profeta Eliseu e até prepara um quarto para ele. Ela abre espaço para Deus — e, por isso, recebe vida nova. Isso nos lembra:
Quando abrimos espaço para Deus, ele faz nascer vida nova em nós.
Então nos perguntamos: onde estou abrindo espaço para Deus hoje?
Vivendo uma vida nova
São Paulo (Romanos 6:3-4, 8-11) nos diz que, pelo batismo, morremos com Cristo e agora vivemos uma vida nova. Isso significa que somos chamados a deixar para trás tudo o que nos impede de avançar — o pecado, o medo e o ressentimento — e recomeçar. Cada dia é uma nova oportunidade para viver de outro modo.
Pequenos gestos, muito amor
No
Evangelho (Mateus 10:37-42), Jesus nos diz para colocá-lo em primeiro lugar e nos lembra que até mesmo oferecer um copo de água fresca importa.
Nenhum gesto de amor é pequeno demais.
Um convite simples - Nesta semana, escolha uma pequena atitude: acolha alguém — perdoe alguém — ajude alguém discretamente. Pois, quando acolhemos Cristo nos outros, somos transformados.
Irmãos e irmãs,
quando acolhemos Deus, somos transformados — e, por meio de nós, outros são abençoados. Acolhamos Cristo e vivamos renovados.
São Pedro e São Paulo, apóstolos, São Junípero Serra e São Tomé, apóstolo, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT, 28 de junho de 2026
Décimo segundo domingo do Tempo Comum
Não tenha medo: Deus é nosso poderoso defensor
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras de hoje falam com força sobre o medo, o sofrimento e a confiança em Deus.
O
profeta Jeremias (Jeremias 20:10-13) descreve a dor da traição e da perseguição — até mesmo por parte dos amigos —, mas proclama com confiança que
“o SENHOR está comigo como um poderoso guerreiro”.
Apesar da oposição, Jeremias escolhe a fé em vez do medo, confiando que Deus tudo vê e fará justiça.
O
Salmo Responsorial (Salmo 69,8-10.14.17.33-35)
ecoa esse clamor por ajuda: “Senhor, por teu grande amor, responde-me.”
Ele nos lembra que Deus ouve especialmente aqueles que se sentem humildes, rejeitados ou sobrecarregados.
No
Evangelho (Mateus 10:26-33), Jesus fala diretamente ao nosso coração:
“Não tenhais medo.”
Ele ensina que Deus nos conhece intimamente — até o número de fios de cabelo de nossa cabeça — e nos tem em grande estima. Isso significa
que nenhum medo, rejeição ou sofrimento deve silenciar nossa fé.
Em nosso dia a dia,
podemos enfrentar críticas, incompreensão ou medo de defender o que é justo. Como Jeremias e os discípulos,
somos chamados a confiar na presença de Deus e a testemunhar nossa fé com coragem. Quando sentimos medo, lembramos:
nunca estamos sozinhos — Deus é nosso defensor.
São Paulino de Nola, João Fisher, João Batista, Tomás More e Cirilo de Alexandria, rogai por nós.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Diretor do Centro Missionário Saints Peter and Paul
West Valley City, UT, 21 de junho de 2026
Décimo primeiro domingo do Tempo Comum
Chamados e enviados: o Povo de Deus em missão
Queridos irmãos e irmãs,
Nas leituras de hoje,
somos lembrados de que Deus chama seu povo não por ser perfeito, mas porque o ama.
No livro do Êxodo (Êxodo 19:2-6a), Deus diz aos israelitas que eles são sua “propriedade especial”, uma nação santa, escolhida para refletir sua presença no mundo. Essa identidade não é conquistada: é um dom enraizado no amor da aliança.
São Paulo (Romanos 5:6-11) aprofunda esta mensagem ao
nos lembrar que Cristo morreu por nós “quando ainda éramos pecadores”. Deus não espera que sejamos dignos; seu amor nos transforma. Por meio de Jesus, fomos reconciliados e renovados.
No
Evangelho (Mateus 9:36—10:8),
Jesus olha para as multidões com compaixão, pois estão “aflitas e abandonadas, como ovelhas sem pastor”. Sua resposta não é apenas cuidar delas pessoalmente, mas também
enviar seus discípulos para continuar sua missão. Ele lembra a eles — e a nós — que “a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos”.
Como comunidade paroquial,
somos, ao mesmo tempo, amados por Deus e enviados em missão. Somos
chamados a ser um povo santo que serve, cura e anuncia o Reino de Deus. Cada gesto de bondade, cada palavra de esperança, cada demonstração de amor faz parte desta missão.
De graça recebemos; de graça somos chamados a dar.
Senhor Jesus, obrigado por nos chamares a ser teu povo. Enche nosso coração de teu amor e compaixão. Envia-nos para servir quem precisa e compartilhar tua paz com todos. Que saibamos dar com generosidade, assim como recebemos.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 14 de junho de 2026
Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Pão vivo, Palavra viva: unidade e gratidão
Queridos irmãos e irmãs,
Nas leituras de hoje,
somos lembrados de que Deus nos sustenta de maneiras que vão muito além de nossas necessidades físicas.
No Deuteronômio (Deuteronômio 8:2-3, 14b-16a),
o povo é chamado a recordar como Deus o alimentou com o maná no deserto, não apenas para saciar sua fome, mas para lhe ensinar
que “não só de pão vive o ser humano”, mas de toda palavra que vem de Deus.
Essa mensagem se cumpre
no Evangelho (João 6:51-58), em que
Jesus se proclama o “pão vivo que desceu do céu”. A
Eucaristia não é apenas um símbolo;
é uma participação real em sua vida. Como
nos recorda São Paulo (1 Coríntios 10:16-17), embora sejamos muitos,
formamos um só corpo ao participar desse único pão.
Na vida paroquial,
essa verdade nos chama à unidade e à gratidão. Cada vez que nos reunimos ao redor do altar,
somos alimentados não apenas como indivíduos, mas também como comunidade. Cristo entra em nossa vida para que nos tornemos sua presença para os outros — alimentando os famintos, consolando os cansados e fortalecendo os fracos.
Nossas celebrações eucarísticas devem ser
alegres,
bem preparadas e
enraizadas na unidade. A Eucaristia
fortalece nossa fé, sustenta os doentes e nos acompanha na vida e na morte.
Senhor Jesus, pão vivo descido do céu, alimenta nosso coração com tua presença e une-nos como um só corpo. Ajuda-nos a viver tua Palavra todos os dias e a nos tornar pão para os outros.
Sagrado Coração de Jesus, Imaculado Coração de Maria, santos Efrém, Barnabé e Antônio de Pádua, rogai por nós, para que ponhamos em prática “As implicações sociais do Mistério Eucarístico”.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 7 de junho de 2026
Solenidade da Santíssima Trindade
Unidos no amor: um chamado trinitário à misericórdia e à comunidade
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras de hoje
nos convidam ao mistério do amor de Deus, revelado como misericórdia, unidade e salvação.
No livro do Êxodo (Êxodo 34:4b-6, 8-9), Moisés encontra um Deus “misericordioso e compassivo, lento para a cólera e rico em bondade e fidelidade”. Não se trata de um Deus distante ou severo, mas de alguém que deseja caminhar com seu povo apesar de suas faltas. Moisés pede corajosamente a Deus que permaneça com eles, confiando na misericórdia divina mesmo diante da fraqueza humana.
O salmo (Daniel 3,52.53.54.55.56)
retoma esse louvor, convidando toda a criação a glorificar para sempre o santo nome de Deus. Ele nos lembra
que a adoração não se resume a palavras, mas é uma vida orientada pela gratidão e pela reverência.
Na
carta aos Coríntios (2 Coríntios 13:11-13),
recebemos orientações práticas para viver em comunidade: “alegrem-se… encorajem-se mutuamente… vivam em harmonia, vivam em paz.”
A Trindade não é apenas algo em que acreditamos; é algo que vivemos. Refletimos o amor de Deus quando
promovemos a unidade, perdoamos uns aos outros e vivemos em paz.
Por fim,
o Evangelho (João 3:16-18)
revela a profundidade do amor de Deus: “Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único.”
Jesus não foi enviado para condenar, mas para salvar. Essa mensagem é central para nossa fé: Deus vem ao nosso encontro com amor, oferecendo vida e esperança a todos os que creem.
Como comunidade paroquial,
somos chamados a encarnar esse amor.
Sejamos misericordiosos como o Pai, unidos no Espírito e fiéis em Cristo, para que nossas vidas se tornem um testemunho vivo do amor salvífico de Deus.
Santos Justino, Marcelino e Pedro, Carlos Lwanga e Companheiros, Bonifácio e Norberto, rogai por nós!
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 31 de maio de 2026
Domingo de Pentecostes
Pentecostes: um só Espírito, uma só missão
Queridos irmãos e irmãs,
Pentecostes revela o coração do sonho de Deus para a Igreja:
unidade na diversidade, missão em comunhão, coragem que nasce do Espírito.
A
primeira leitura (Atos 2:1-11) nos diz que
“estavam todos reunidos no mesmo lugar… e todos ficaram cheios do Espírito Santo” (Atos 2).
O que começou a portas fechadas tornou-se um anúncio ouvido por povos de todas as nações.
O Espírito não apaga as diferenças — ele as torna fecundas.
São Paulo (1 Coríntios 12:3b-7, 12-13)
nos lembra que “há diferentes dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo… A cada um é dada a manifestação do Espírito para o bem de todos” (1 Cor 12).
Em nossa paróquia, isso significa que cada cultura, cada idioma e cada história familiar não são obstáculos, mas dons. O Espírito forma um só Corpo a partir de muitos membros.
No
Evangelho (João 20,19-23),
Jesus ressuscitado entra em uma sala marcada pelo medo e sopra a paz: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20).
Pentecostes não é apenas um acontecimento passado, mas também um convite para o presente.
O mesmo Espírito que transformou os discípulos quer renovar hoje nossa paróquia:
curar feridas, abrir portas e enviar-nos como missionários da misericórdia.
Que este Pentecostes faça de nós uma comunidade em que todos se sintam acolhidos, todos os dons sejam valorizados e cada discípulo batizado saiba que é enviado.
Santos Filipe Néri, Agostinho de Cantuária e Paulo VI, rogai por nós!
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 24 de maio de 2026
A Ascensão do Senhor
A presença e a ausência de Jesus: força para a missão
Queridos irmãos e irmãs,
A Ascensão do Senhor não é o fim da missão de Jesus; é o momento em que essa missão é confiada a nós.
Na
primeira leitura (Atos 1:1-11), os discípulos olham para o céu, atônitos, enquanto Jesus é “elevado, e uma nuvem o ocultou aos seus olhos” (Atos 1:9).
Mas os anjos logo os lembram: não é hora de ficar paralisados, mas de agir com propósito. Jesus sobe ao céu
não para nos deixar, mas para nos
dar força. Ele promete: “Recebereis o poder do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas [...] até os confins da terra” (Atos 1:8).
A Ascensão é a ponte entre a alegria da Páscoa e o fogo de Pentecostes.
São Paulo (Efésios 1:17-23) aprofunda essa visão:
Cristo agora está sentado “muito acima de todo principado e poder” (Ef 1:21), e
a Igreja, nós, somos o Seu Corpo, repleto de Sua vida e autoridade. Nossa missão nasce da Sua vitória.
No
Evangelho (Mateus 28:16-20), Jesus nos dá a Grande Comissão: “Ide… fazei discípulos… batizando… ensinando… E eis que estou convosco todos os dias” (Mt 28:19–20).
Ele nos envia, mas não se afasta. Sua presença se torna mais profunda, mais universal, mais íntima.
Hoje celebramos um Senhor que se eleva não para se distanciar, mas para elevar consigo toda a criação. Não somos espectadores olhando para o céu — somos discípulos enviados ao mundo.
A Ascensão nos chama a erguer os olhos, abrir o coração e assumir a missão que nos foi confiada.
Maria, Estrela da Evangelização
e Mãe das Missões,
São João I, São Bernardino de Sena, São Cristóvão Magalhães e Santa Rita de Cássia, rogai por nossa comunidade, para que sejamos missionários da esperança, da paz e da justiça.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 17 de maio de 2026
Sexto Domingo da Páscoa
Uma Igreja viva que confia no Espírito:
Crescendo juntos na fé
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras de hoje
falam de uma Igreja viva, guiada e nunca abandonada. Três palavras nos acompanham neste domingo:
confiar, viver e alegrar-se.
Nos
Atos dos Apóstolos (Atos 8:5-8, 14-17),
Filipe vai à Samaria e anuncia Cristo, e o povo responde com alegria. Acontecem curas, o mal é afastado e os corações se abrem.
Onde Cristo é anunciado, a vida muda e a alegria vem em seguida. Mas a história não termina com o batismo. Pedro e João chegam para que os novos fiéis recebam o Espírito Santo, lembrando-nos
de que a fé não é apenas um começo, mas uma vida que precisa ser fortalecida e sustentada pelo Espírito de Deus.
No
Evangelho (João 14:15-21),
Jesus faz uma promessa que toca diretamente a nossa vida: “Não vos deixarei órfãos.”
Amar Jesus não é apenas um sentimento, mas um modo de viver: guardar seus mandamentos, permanecer fiel e confiar que nunca estamos sozinhos.
O Paráclito, o Espírito da verdade, permanece conosco e em nós. Mesmo quando Cristo já não é visível ao mundo,
ele vive em nós, nos guia e nos conduz ao Pai.
São Pedro (1 Pedro 3:15-18) nos lembra que
essa esperança deve ser compartilhada. Somos
chamados a dar razão da nossa esperança, não com raiva ou medo, mas com mansidão e reverência. Num mundo que muitas vezes questiona a fé,
nosso testemunho sereno, nossa coragem e nosso amor podem falar mais alto do que as palavras.
As leituras de hoje nos convidam a confiar no Espírito Santo, viver nossa fé com coragem e nos alegrar, sabendo que Deus não nos abandonou, mas caminha sempre conosco.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 10 de maio de 2026
Quinto Domingo da Páscoa
“Eu sou o caminho”: a fé que se transforma em serviço
Queridos irmãos e irmãs,
As leituras de hoje nos lembram
que a fé nunca se vive apenas com palavras: ela se vive no serviço e na confiança.
Nos
Atos dos Apóstolos (Atos 6,1-7),
a primeira comunidade cristã enfrenta um problema real: algumas viúvas estão sendo esquecidas. Em vez de ignorar a questão,
os apóstolos escutam, rezam e convidam outras pessoas a servir. Esse momento nos ensina que
a Igreja cresce quando cada pessoa coloca seus dons a serviço do bem de todos.
A
Segunda Leitura (1 Pedro 2:4-9) nos diz que
somos “pedras vivas”, chamadas a formar uma casa espiritual. Nossa fé não é passiva.
Por meio de Cristo, a pedra angular, Deus nos constitui como povo santo, cuja vida anuncia ao mundo a sua luz.
No
Evangelho (João 14,1-12),
Jesus tranquiliza o coração perturbado dos discípulos e declara: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Jesus não apenas nos mostra um caminho: ele é o caminho.
Conhecê-lo é conhecer o Pai, e crer nele é continuar sua obra por meio do amor, do serviço e da fé.
Como comunidade paroquial, somos convidados
a confiar em Cristo,
seguir seu caminho e
servir uns aos outros com generosidade, certos de que Deus está agindo entre nós.
Maria, Mãe da fé e do serviço, rogai por nós, para que nossa comunidade paroquial seja um lar de fé em ação, a serviço da cidade de West Valley City e de toda a nossa Igreja local de Salt Lake City.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 3 de maio de 2026
Quarto domingo da Páscoa
Dia Mundial de Oração pelas Vocações
“Eu sou a porta”: seguindo a voz do Pastor
Queridos irmãos e irmãs,
Neste
domingo do Bom Pastor,
a Igreja nos convida a refletir sobre o amoroso cuidado de Cristo, que conhece suas ovelhas e dá a vida por elas.
No
Evangelho de hoje, Jesus fala com
clareza e
ternura: “Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo.”
Ele é tanto o Pastor que nos conduz quanto a porta pela qual encontramos segurança, acolhida e vida verdadeira.
O Salmo (Salmo 23: 1-3a, 3b4, 5, 6) ecoa esta
promessa com palavras de consolo e confiança. O Senhor caminha conosco por todos os vales, guia-nos com seu cajado e sua vara e conduz-nos a lugares de descanso e renovação.
Mesmo nos momentos de medo ou incerteza, o Bom Pastor nunca abandona seu rebanho.
A primeira leitura
dos Atos dos Apóstolos
(At 2,14a.36-41),
mostra o que acontece quando as pessoas realmente escutam a voz do Pastor.
Tocados profundamente pela proclamação de Pedro, milhares se voltam para Cristo, arrependem-se, são batizados e passam a fazer parte de uma nova comunidade.
Seguir o Bom Pastor sempre conduz à conversão, à comunhão e à missão.
Neste Domingo do Bom Pastor,
rezamos também por aqueles que refletem de modo especial o amor pastoral de Cristo: pastores, religiosos, missionários e todos os que discernem sua vocação para servir ao povo de Deus.
Como
família paroquial, pela intercessão de São Pedro Chanel, São Luís Maria Grignion de Montfort, Santa Catarina de Sena, São Pio V, São José Operário e Santo Atanásio, que aprendamos a reconhecer com mais clareza a voz de Cristo, a confiar mais profundamente em sua orientação e a segui-lo com coragem rumo à vida em plenitude que ele promete.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 26 de abril de 2026
Terceiro Domingo da Páscoa
De Emaús à missão: viver a alegria da Ressurreição
Queridos irmãos e irmãs,
“Seus olhos se abriram e eles o reconheceram.”
Como é reconfortante saber que Jesus se encontra conosco pessoalmente. Em cada Eucaristia, ele caminha conosco, fala conosco por meio de sua Palavra e nos permite reconhecê-lo como aquele que nos ama, nos salva e nunca nos abandona. Ele nos dá forças para proclamá-lo vivo, como fez Pedro
(Atos 2: 14.22b-33). Por meio de seu precioso Sangue
(1 Pd 1:17-21),
nossa fé e esperança estão firmemente depositadas em Deus.
A Páscoa fala ao nosso coração, especialmente quando a fé parece frágil. Muitos entre nós — jovens, casais, padres e famílias — carregam dúvidas, cansaço ou medos silenciosos. Como os discípulos no caminho de Emaús
(Lc 24,13-35), talvez nem sempre percebamos que o Senhor ressuscitado está ao nosso lado,
escutando com paciência e nos guiando com ternura.
Hoje, Jesus diz a cada um de nós:
Não tenham medo. Voltem à mesa do Senhor. Deixem que Ele permaneça com vocês.
Quando abrimos o coração e o convidamos a entrar, a tristeza dá lugar à esperança, e nosso coração volta a arder com uma vida nova. Hoje, meu irmão, minha irmã, Jesus lhe diz:
“desperte” da tristeza, dos medos e das ansiedades e venha à celebração dominical — e, por que não, também à celebração semanal!
O Espírito nos renova não apenas para nós mesmos, mas para que,
por meio da fidelidade simples aos nossos compromissos diários, possamos testemunhar discretamente a alegria da Ressurreição.
Que este tempo pascal
renove nosso coração, fortaleça nossa fé e nos encha de uma paz duradoura.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 19 de abril de 2026
Domingo da Divina Misericórdia
Construindo uma comunidade de fé: uma missão de todos nós
Queridos irmãos e irmãs,
Neste Domingo da Divina Misericórdia, a Palavra de Deus revela como o Cristo Ressuscitado vem ao nosso encontro com misericórdia, paz e vida nova.
Nos
Atos dos Apóstolos (Atos 2:42-47), vemos
uma comunidade transformada pela Ressurreição. Unidos na fé, na oração e na fração do pão, os primeiros cristãos viviam com o coração generoso e profunda solicitude uns pelos outros. A vida em comum tornou-se um poderoso sinal da ação da misericórdia de Deus entre eles, e “o Senhor acrescentava todos os dias ao seu número os que eram salvos”.
O “terminus ad quem” (objetivo) do processo de evangelização de nossa família de São Pedro e São Paulo é: “construir uma comunidade de fé onde irmãos e irmãs ACREDITEM, CELEBREM e VIVAM juntos a Boa-Nova”. A
Comunidade de Lucas
(Atos 2, 42-47) é o ideal, um modelo para nossa família paroquial em West Valley City. Uma verdadeira comunidade de fé católica deve ter como
pilares estes
quatro elementos da comunidade de Lucas: “Eles se dedicavam ao
ensinamento dos apóstolos e à
vida em comum, à
fração do pão e
às orações.”
Apesar
de nossas diferenças na cor da pele, em nossa origem (povos nativos, Europa, África, Ásia, Oceania, Américas),
em nossa situação social ou migratória, estamos todos reunidos em torno de nosso Salvador, que nos dá uma Vida Nova.
Todas as barreiras de inimizade, racismo e egoísmo devem cair para dar lugar ao Amor, à Misericórdia, à Alegria e à Paz.
Nossa diversidade é uma riqueza, e não somos inimigos. Formamos um
belo arco-íris. Deus está conosco
e, em sua grande misericórdia, nos faz renascer
(1 P 1, 3-9)
para realizar esta missão. É Páscoa!
No
Evangelho (João 20:19-31), Jesus aparece aos discípulos com as portas trancadas e lhes oferece seu primeiro dom: “A paz esteja convosco.” Mostra-lhes as feridas, não como sinais de derrota, mas como sinais duradouros do amor misericordioso. Soprando sobre eles o Espírito Santo,
confia-lhes o ministério do perdão, fazendo da misericórdia o coração da missão da Igreja.
A luta de Tomé representa todos aqueles que às vezes encontram dificuldade para crer. Jesus não o rejeita,
mas o convida a encontrar a misericórdia pessoalmente. Sua resposta, “Meu Senhor e meu Deus!”, nasce do encontro com a paciência e a compaixão.
Jesus então abençoa todos os que crerão sem ver, chamando-nos a confiar em sua misericórdia mesmo quando nossa fé é provada.
O Domingo da Divina Misericórdia nos lembra
que a fé se sustenta não apenas na certeza, mas também na misericórdia oferecida gratuitamente. Fortalecidos pela Ressurreição,
somos chamados a viver como testemunhas da misericórdia, por meio do perdão, da unidade, da generosidade e da paz, para que outros possam crer e encontrar vida em seu nome.
Que a alegria da Páscoa nos torne
verdadeiros embaixadores da paz e da misericórdia,
como nos ensina Santa Faustina Kowalska e como o próprio Jesus confia a seus amigos a
missão de perdoar os pecados das pessoas
(Jo 20, 19-31)
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 12 de abril de 2026
Domingo de Páscoa
Não tenham medo: Cristo ressuscitou
Queridos irmãos e irmãs,
Antes de o sol nascer por completo, as mulheres foram ao túmulo carregando tristeza, amor e perguntas sem resposta. Em vez disso, encontraram um lugar vazio e uma promessa viva:
Ele não está aqui. Ressuscitou.
A Páscoa começa não com certezas, mas com assombro.
O medo e a alegria caminham juntos enquanto a pedra é removida e o silêncio da morte é rompido. Deus agiu de uma maneira que ninguém esperava. O que parecia ter chegado ao fim está apenas começando.
Nas palavras de
Pedro (Atos 10:34a, 37-43), ouvimos
o coração do anúncio da Igreja: Jesus passou fazendo o bem, levando cura e esperança, e nem mesmo a morte pôde detê-lo. Deus o ressuscitou no terceiro dia. Esta é a história que levamos conosco, a verdade que nos foi confiada, não como um fato distante do passado, mas como esperança viva.
A Ressurreição nos diz que o amor é mais forte do que a violência, a misericórdia mais forte do que o pecado e a vida mais forte do que a sepultura.
O
Salmo
(Salmo 118:1-2, 16-17, 22-23)
expressa nossa alegria pascal: “Este é o dia que o Senhor fez; exultemos e alegremo-nos nele.”
Hoje não é apenas mais um dia no calendário.
É um marco sagrado. A pedra rejeitada tornou-se a pedra angular.
Deus se alegra em fazer novas todas as coisas, inclusive nós.
São Paulo (Colossenses 3:1-4)
nos convida gentilmente a elevar os olhos e o coração. Se ressuscitamos com Cristo, então
somos chamados a viver de maneira diferente — buscando as coisas do alto enquanto caminhamos fielmente aqui embaixo. Nossa vida está agora escondida com Cristo em Deus, moldada pela esperança, alicerçada no amor e destinada à glória.
No
Evangelho (Mateus 28:1-10),
Jesus ressuscitado encontra as mulheres no caminho. Ele não espera que cheguem perfeitamente preparadas ou sem medo. Ele as encontra como estão e lhes diz palavras que ainda precisamos ouvir:
“Não tenham medo.” Então as envia — para contar aos outros, partilhar a alegria e testemunhar a vida nova.
Como comunidade paroquial, permanecemos sob essa mesma luz pascal. Somos um povo enviado do túmulo vazio a um mundo que nos espera. Que a alegria da Ressurreição abrande nosso coração, renove nossa fé e guie nossos passos. Cristo ressuscitou e, porque ele vive, a esperança vive em nós. Aleluia.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 5 de abril de 2026
Domingo de Ramos da Paixão do Senhor
A esperança renasce nas mãos de um Deus amoroso
Queridos irmãos e irmãs,
Iniciamos este
Domingo de Ramos com o coração agradecido, recordando a
entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Alegramo-nos com nossos irmãos e irmãs da
OCIA que concluíram seu escrutínio e receberam o Credo e o Pai-Nosso.
Ao longo deste tempo quaresmal,
nossa família paroquial de São Pedro e São Paulo acolheu a graça de Deus por meio da Eucaristia, do jejum, das obras de caridade, da Via-Sacra, de momentos de formação e dos retiros diocesanos. Ao buscar a reconciliação com Deus e uns com os outros, preparamos nosso coração para entrar na
Semana Santa e caminharmos juntos pelo
Tríduo Pascal, que nos conduz à alegria da
Ressurreição.
Neste dia sagrado, refletimos sobre a “fecundidade misteriosa do sofrimento e da morte”. Esta mensagem fala com ternura a todos os que sofrem ou desanimam, perto ou longe. Levamos em nossas orações todos os que sofrem com conflitos, dificuldades ou em missão; os doentes; as crianças; as famílias; e todos os que servem à Igreja em diferentes vocações.
O Servo Sofredor de
Isaías 50,4–7 nos lembra que
Deus está perto de todo coração ferido. Fortalecidos pela Eucaristia — nossa fonte de misericórdia —, somos convidados a viver nosso
sacerdócio batismal oferecendo oração, compaixão e ajuda concreta a quem está sobrecarregado.
Deus permanece fielmente ao nosso lado.
Em
Filipenses 2:6–11 e
Mateus 26:14–27:66, contemplamos
Cristo, o verdadeiro Servo Sofredor. Embora seja o Filho de Deus,
abraçou humildemente nossa humanidade e aceitou a Cruz pela nossa salvação.
Por meio dele, descobrimos que até o sofrimento pode dar frutos de vida nova.
Meus irmãos e minhas irmãs, permaneçamos fiéis a Deus, a Cristo e à sua Igreja. Honremos os compromissos que assumimos — no matrimônio, na vida religiosa, no sacerdócio ou simplesmente como discípulos que procuram seguir o Senhor a cada dia. Que nossas vidas proclamem com humildade e sinceridade que
“Jesus é o Senhor”.
Ao nos aproximarmos da
Quinta-feira Santa, da
Sexta-feira Santa, da
Vigília Pascal e da celebração da
Ressurreição, faço este apelo sincero à ação: participemos plenamente destes dias sagrados, não como espectadores, mas como participantes. Estejamos presentes, rezemos com fervor, apoiemo-nos uns aos outros e permitamos que Cristo nos aproxime dele.
Que a paz e a alegria de Cristo Ressuscitado preencham seus corações.
UMA PÁSCOA SANTA E ABENÇOADA A TODOS VOCÊS.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
West Valley City, 29 de março de 2026
SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA
Dando passos de fé, confiantes na promessa de Deus
Queridos irmãos e irmãs,
Neste
segundo domingo da Quaresma, a Palavra de Deus nos convida a
refletir sobre a caminhada da fé. Como Abrão (Gênesis 12:1-4a), chamado a deixar para trás o que lhe era familiar e confiar na promessa de Deus, também nós muitas vezes somos chamados a nos lançar no desconhecido. A promessa de Deus não é apenas para nos abençoar, mas também para que nos tornemos uma bênção para os outros.
O salmista (Salmo 33:4-5, 18-19, 20, 22.) nos lembra que a misericórdia de Deus está sempre presente para aqueles que confiam no Senhor. Em tempos de incerteza ou dificuldade,
somos encorajados a esperar na bondade de Deus, sabendo que seu amor nos envolve até nos momentos mais desafiadores.
São Paulo (2 Timóteo 1:8b-10), ao escrever a Timóteo, nos incentiva a suportar nossa parte das dificuldades por causa do Evangelho, confiando não em nossas próprias forças, mas na graça e no poder que vêm de Deus.
Nossa vocação está enraizada na graça, e a vitória de Cristo sobre a morte nos dá esperança e coragem para perseverar.
Por fim,
o Evangelho (Mateus 17:1-9) relata a
Transfiguração, quando os discípulos testemunham a glória de Jesus e ouvem a voz do Pai: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o”.
Nos momentos de assombro ou medo, Jesus nos tranquiliza: “Levantai-vos e não tenhais medo”. Ao longo da vida, que
escutemos Jesus, confiemos em sua presença e encontremos força em suas palavras.
Que ação podemos realizar, considerando a Palavra de Deus neste segundo domingo da Quaresma? Como paróquia, acolhamos essas mensagens e
procuremos alguém que precise de ajuda nesta semana, oferecendo uma palavra de incentivo ou uma mão amiga, como Deus nos chama a ser uma bênção para os outros.
rezemos diariamente pedindo coragem para confiar na orientação de Deus, especialmente diante da incerteza ou da mudança.
Escutemos Jesus com atenção na oração e nas Escrituras, permitindo que suas palavras guiem nossas ações e decisões.
Santos Katharine Drexel, Casimir, Perpétua e Felicidade, rogai por nós
para que esta semana seja um tempo de renovar nossa confiança em Deus, escutar Jesus com mais atenção e avançar na fé, sabendo que as promessas de Deus são seguras e sua misericórdia nunca falha.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 1º de março de 2026
PRIMEIRO DOMINGO DA QUARESMA
Espírito Santo: companheiro na jornada de escuta, jejum e conversão
Queridos irmãos e irmãs,
Começamos o
Tempo litúrgico da Quaresma com a celebração da Quarta-feira de Cinzas. Como
disse o Papa Leão XIV em sua mensagem quaresmal, este é
“um tempo de conversão” durante o qual,
juntos,
ouvimos atentamente a Palavra de Deus e
jejuamos. A Palavra de Deus deste
primeiro domingo da Quaresma nos apresenta estes temas para compreendermos melhor o caminho que temos pela frente:
a criação e a dignidade da humanidade, a realidade e as consequências do pecado, a necessidade do arrependimento, o dom da misericórdia divina, a promessa da redenção por meio de Cristo, o desafio da tentação e o chamado a viver segundo a palavra de Deus.
Criação e natureza humana
A primeira leitura descreve a criação da humanidade por Deus, ressaltando que os seres humanos foram formados da terra e animados pelo sopro de Deus. Isso destaca a relação íntima entre Deus e a humanidade, bem como a dignidade inerente a sermos criados à imagem de Deus. A narrativa também introduz os conceitos de livre-arbítrio e tentação, quando Adão e Eva são colocados no jardim e confrontados pela serpente. A escolha de comer do fruto da árvore do conhecimento leva à
consciência do pecado e à separação de Deus. Somos chamados a respeitar a nós mesmos e aos outros (honestidade, reconciliação, harmonia), a reconhecer a dignidade inerente de cada pessoa e a manifestá-la por meio da bondade, da justiça e do respeito pelos outros, independentemente das diferenças.
Neste Ano Jubilar de São Francisco de Assis, somos chamados a cuidar do meio ambiente e de seus recursos, reconhecendo que a criação é um dom confiado à humanidade (mordomia).
O pecado e suas consequências
Tanto o
Gênesis quanto a
Carta aos Romanos (Romanos 5,12-19) tratam da entrada do pecado no mundo. Gênesis narra o primeiro ato de desobediência, enquanto Romanos reflete sobre como o pecado, por meio de Adão, afeta toda a humanidade. O tema aqui é
a universalidade do pecado e suas consequências — a morte e o afastamento de Deus. Romanos também contrapõe a condenação trazida pela desobediência de Adão à absolvição e à vida trazidas pela obediência de Cristo, destacando o conceito teológico do
pecado original e da redenção. Devemos, então, fazer diariamente ou semanalmente um exame de consciência e, quando cometermos uma falta, pedir perdão a Deus e às pessoas prejudicadas (por meio da oração pessoal, da confissão ou da reparação dos danos nas relações).
Misericórdia e Perdão Divinos
O Salmo (Salmo 51:3-4, 5-6, 12-13, 17) é uma oração por misericórdia, perdão e renovação. Expressa o reconhecimento humano do pecado e a necessidade da compaixão de Deus. O refrão repetido, “Tem piedade de nós, Senhor, porque pecamos”, enfatiza o tema
do arrependimento e da esperança de restauração pela graça de Deus. A misericórdia de Deus está disponível a todos os que se arrependem sinceramente. Precisamos mostrar misericórdia e perdoar os outros, mesmo quando é difícil.
Isso pode curar relacionamentos e construir a paz (confissão, orações, arrependimento).
Redenção e Graça
A Carta aos Romanos desenvolve o tema da redenção, explicando que, enquanto o pecado entrou no mundo por um só homem (Adão), a graça e a justificação vêm por um só homem (Jesus Cristo). Isso introduz o conceito teológico
da salvação pela graça, contrastando os efeitos da transgressão de Adão com o ato de justiça de Cristo. A passagem afirma que a obediência de Cristo traz justiça e vida a muitos, estabelecendo o fundamento da crença cristã na salvação.
Por meio de Cristo, a graça e a justificação são oferecidas a todos, superando os efeitos do pecado. Duas coisas que podemos fazer: confiar na graça de Deus, sobretudo nos momentos de fracasso ou desânimo, e encorajar os outros, compartilhando histórias de transformação e esperança, tanto pessoalmente quanto em nossa comunidade.
Tentação e fidelidade
O Evangelho (Mateus 4,1-11) narra a tentação de Jesus no deserto.
Jesus resiste às propostas do diabo confiando na Palavra de Deus, demonstrando fidelidade e obediência. Esse tema destaca a importância de confiar em Deus, resistir à tentação e viver segundo as verdades espirituais, e não segundo as necessidades materiais. As respostas de Jesus ao diabo mostram
como os fiéis são chamados a enfrentar a tentação com fé e com as Escrituras. A tentação é uma experiência universal, mas a fidelidade e a confiança na Palavra de Deus (lendo e meditando regularmente as Escrituras) nos dão força para resistir.
Vivendo a Palavra de Deus
O versículo que antecede o Evangelho (Mateus 4:4b) e a resposta de Jesus em Mateus ressaltam que a verdadeira vida não se encontra no sustento material, mas em toda palavra que vem de Deus. Esse tema
nos incentiva a confiar na revelação divina e a buscar alimento espiritual. Devemos
priorizar o alimento espiritual (a oração, a reflexão e o estudo da Palavra de Deus) e
tomar decisões guiadas por princípios espirituais, e não por considerações materiais.
Santos Policarpo e Gregório de Narek, rogai por nós
para que, com a ajuda do Espírito Santo, escutando sua Palavra, jejuando e nos convertendo, possamos aprofundar nossa relação com Deus e com os outros e construir uma comunidade mais justa e compassiva.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 22 de fevereiro de 2026
SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Católico: escolha a vida, busque a sabedoria de Deus e viva com integridade e amor
Queridos irmãos e irmãs,
Dando continuidade às Bem-aventuranças proclamadas no domingo passado, o Sermão da Montanha prossegue neste sexto domingo do Tempo Comum com as quatro antíteses entre a Lei de Moisés e a de Jesus. A Palavra de Deus nos convida a fazer escolhas conscientes e cheias de fé; valorizar a lei de Deus no dia a dia; buscar a sabedoria espiritual; empenhar-nos na transformação interior; e praticar a humildade, o discernimento e a reconciliação. Essas atitudes ajudam a integrar a fé em todos os aspectos da vida.
Liberdade humana e escolha moral
A leitura do
Eclesiástico 15:15-20 enfatiza que os seres humanos receberam a liberdade de escolher entre o bem e o mal, a vida e a morte.
Deus não obriga ninguém a agir injustamente ou a pecar, mas coloca diante de cada pessoa a possibilidade de seguir os mandamentos, que conduzem à vida. Isso destaca a dignidade do livre-arbítrio humano e a responsabilidade que vem com ele.
Procuremos, conscientemente,
escolher ações alinhadas com nossos valores e nossa fé, como a honestidade, a bondade e a justiça. Vamos
assumir a responsabilidade por nossas ações, sabendo que Deus não obriga ninguém a pecar. Por exemplo, antes de reagir com raiva ou frustração, paremos um momento para escolher a paciência e a compreensão. Ao fim de cada dia, vamos refletir sobre nossas ações e escolhas. Incentivemos o diálogo aberto sobre os desafios que as pessoas enfrentam para viver sua fé, promovendo um ambiente em que todos se sintam capazes de fazer escolhas positivas.
O valor e a bênção da Lei de Deus
O
Salmo 119:1-2, 4-5, 17-18, 33-34 proclama repetidamente: “Felizes os que seguem a lei do Senhor!” Ele destaca a felicidade e a plenitude que encontramos ao viver segundo os preceitos de Deus, buscá-lo de todo o coração e pedir discernimento para compreender e cumprir a lei. A oração do salmista por orientação e perseverança
reflete profunda reverência pelos ensinamentos divinos.
Por exemplo: incluir regularmente a leitura da Bíblia e a oração em nossa rotina para compreender e valorizar melhor os mandamentos de Deus,
ser fiéis nas tarefas diárias e participar do nosso grupo de estudo bíblico ou de partilha da fé.
Sabedoria divina versus sabedoria mundana
Em
1 Coríntios 2:6-10,
Paulo contrapõe a sabedoria de Deus à sabedoria do mundo. A sabedoria de Deus é misteriosa e oculta, revelada pelo Espírito, e ultrapassa a compreensão humana. Os governantes deste mundo não a reconheceram, o que levou à crucificação de Cristo. A passagem afirma
que Deus preparou bênçãos inimagináveis para aqueles que o amam, acessíveis por meio da revelação espiritual.
Na prática,
diante de decisões importantes, rezem para serem guiados pelo Espírito Santo, reservem tempo para discernir a vontade de Deus, especialmente em situações complexas, e participem de oficinas de formação na fé, sobre matrimônio e vida familiar, gestão de recursos e muito mais.
O cumprimento da Lei em Cristo
O
Evangelho de
Mateus 5:17-37 apresenta o ensinamento de Jesus: Ele não veio abolir a Lei nem os profetas, mas levá-los à plenitude. Jesus nos chama a uma justiça mais profunda do que a dos escribas e fariseus, que vá além da observância exterior e alcance as intenções do coração.
Ele aprofunda os mandamentos ao falar da ira, da
reconciliação, da luxúria, do divórcio e da sinceridade, insistindo que o verdadeiro discipulado exige transformação interior e integridade.
Procuremos não apenas evitar o mal, mas também cultivar um coração que busque amar mais profundamente a Deus e ao próximo. Por exemplo, esforcemo-nos para perdoar os outros, reconciliar relacionamentos rompidos e agir com integridade, mesmo quando ninguém está olhando. Vamos além do mínimo: não nos limitemos a evitar o mal; procuremos ativamente fazer o bem. Por exemplo, ofereçamos ajuda a alguém que esteja passando por dificuldades. Estejamos atentos não apenas às nossas ações, mas também aos nossos pensamentos e motivações.
O chamado à santidade e à integridade
Em todas essas leituras, há um chamado constante à santidade — não apenas nas ações exteriores, mas também no coração e na mente. Os ensinamentos de Jesus no Evangelho desafiam os fiéis a evitar não só os atos pecaminosos, mas também as atitudes e os desejos que levam a eles.
A ênfase na reconciliação, na pureza de coração e na honestidade reflete uma visão integral da vida moral e espiritual.
Na prática, se soubermos de algum conflito não resolvido, tomemos a iniciativa de buscar a reconciliação. Como Jesus ensina, vivamos com autenticidade, sendo sinceros e confiáveis em nossos compromissos. Aproximemo-nos de Deus com humildade, reconhecendo que precisamos de sua misericórdia, em vez de nos compararmos com os outros. Por fim, apoiemos iniciativas paroquiais que promovam a santidade, como retiros, peregrinações ou dias de reflexão.
São Pedro Damião, rogai por nós
para que possamos ajudar a criar uma comunidade onde estes cinco temas não sejam apenas abordados, mas também vividos no dia a dia, e onde escolhamos a vida, a busca da sabedoria de Deus e uma vida íntegra e amorosa.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 15 de fevereiro de 2026
QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM
DIA MUNDIAL DO MATRIMÔNIO
A união entre fé e obras
A verdadeira adoração a Deus se expressa por meio da justiça e da misericórdia para com os outros.
Queridos irmãos e irmãs,
O
Quinto Domingo do Tempo Comum é rico em ensinamentos. Ele nos convida a compreender
a relação inseparável entre fé e ação. Vamos refletir sobre os seguintes
temas:
compaixão e justiça social; justiça e confiança em Deus; o poder de Deus que supera a sabedoria humana; e, por fim, testemunho e missão: ser luz e sal.
Isso também nos ajudará a aprofundar nossa compreensão do tema pastoral de nossa comunidade paroquial para o Ano Pastoral 2025-2026: “Fé em ação por um mundo de paz”.
Compaixão e justiça social
A
primeira leitura (Isaías 58:7-10) destaca a importância de atos concretos de compaixão:
partilhar o pão com os famintos, acolher os desabrigados e vestir os nus. A passagem relaciona essas ações a bênçãos espirituais — luz, cura e a presença de Deus. Isso ressalta
a inseparabilidade entre fé e obras e destaca que a verdadeira adoração a Deus se manifesta na justiça e na misericórdia para com os outros. Na prática, você pode partilhar seus recursos (alimentos, roupas ou dinheiro) com pessoas necessitadas, acolher pessoas marginalizadas, defender a justiça, apoiar pessoas vulneráveis, falar com bondade e criar espaços acolhedores.
Justiça e confiança em Deus
O salmo (Salmo 112:4-5, 6-7, 8-9) descreve a pessoa justa, misericordiosa e generosa. Ela é apresentada como luz nas trevas, firme e destemida porque confia em Deus. O tema é o valor duradouro da retidão e a segurança que vem de confiar em Deus, em vez de temer as adversidades. O salmo associa a generosidade à justiça duradoura e à força espiritual. Considerando nosso tema pastoral anual, ajamos com integridade (práticas éticas), sejamos generosos, enfrentemos desafios e incertezas com confiança, apoiados na fidelidade de Deus (fé), agradeçamos regularmente a Deus por suas bênçãos e mantenhamos a esperança diante das adversidades.
O poder de Deus acima da sabedoria humana
A segunda leitura (1 Coríntios 2:1-5) reflete sobre a natureza do anúncio cristão.
Paulo
insiste que a fé não deve se apoiar na eloquência ou na sabedoria humanas, mas no poder de Deus manifestado pelo Espírito. Esse tema ressalta a humildade, a centralidade de Cristo crucificado e a ação transformadora do Espírito Santo como fundamento da fé cristã.
Em seu dia a dia, busque a humildade, baseie sua fé e suas decisões no exemplo e nos ensinamentos de Jesus, especialmente em seu amor que se doa. Peça a ajuda do Espírito Santo para compreender e viver sua fé, compartilhe-a com simplicidade (sem tentar impressionar com seu conhecimento ou eloquência) e ensine pelo exemplo.
Testemunho e missão: ser luz e sal
O Evangelho (Mateus 5:13-16) usa as metáforas do sal e da luz para descrever a missão dos discípulos no mundo.
Jesus chama seus seguidores a serem testemunhas visíveis da bondade, para que suas ações levem os outros a glorificar a Deus. Esta passagem fala da vocação dos cristãos de influenciar positivamente o mundo e tornar conhecida a presença de Deus por meio de suas obras.
Como sal e luz, testemunhas e construtores missionários da paz, deixem que suas ações reflitam seus valores para que outros vejam a bondade e se inspirem. Apoiem e encorajem as pessoas ao seu redor, ajudando-as a crescer na fé e na virtude. Participem de atividades que beneficiem os outros, como mentoria, ensino e organização de eventos beneficentes; promovam a união e a paz, aproximando as pessoas e cultivando a paz e a compreensão em casa, no trabalho ou na vizinhança.
Santa Escolástica, São Cirilo, São Metódio e Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós
para que ponhamos em prática a
união entre fé e ação e para que
nossa adoração a Deus se expresse por meio da justiça e da misericórdia para com os outros.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 8 de fevereiro de 2026
QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM
As bem-aventuranças: viver uma vida cristã feliz e construir o Reino de Deus.
Queridos irmãos e irmãs,
Neste
quarto domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos convida
a meditar sobre a humildade, a justiça divina, a preferência de Deus pelos humildes, as bênçãos de viver segundo os valores de Deus e o chamado a gloriar-nos somente no Senhor. Esses temas nos convidam à
reflexão sobre como a fé molda nossas atitudes em relação a nós mesmos, aos outros e a Deus, e sobre como o Reino de Deus se revela por meio da justiça, da misericórdia e da humildade.
Humildade diante de Deus
As leituras enfatizam a importância da humildade.
Sofonias (Sofonias 2:3; 3:12-13) chama os humildes a buscar o Senhor e promete que um resto — os humildes e os simples — será protegido e encontrará refúgio em Deus. Esse tema ecoa nas
Bem-aventuranças (Mateus 5:1-12a), quando Jesus declara bem-aventurados os “pobres em espírito” e lhes promete o Reino dos Céus.
A humildade é apresentada como uma virtude que coloca as pessoas sob o favor e a proteção de Deus. Por isso, é necessário cultivá-la examinando regularmente nossas ações e atitudes, reconhecendo nossos erros e pedindo perdão, servindo aos outros sem chamar atenção, fazendo trabalho voluntário e promovendo rodas de escuta respeitosa para pessoas marginalizadas.
Justiça divina e cuidado com os vulneráveis
O
Salmo Responsorial
(Salmo 146:6-7, 8-9, 9-10) e
Sofonias destacam o compromisso de Deus com a justiça: garantir justiça aos oprimidos, alimentar os famintos, libertar os cativos e amparar os órfãos e as viúvas.
O Reino de Deus se caracteriza pela fidelidade e pelo cuidado com os marginalizados e sofredores. Esse tema destaca a visão bíblica de uma sociedade justa, alicerçada no caráter de Deus. Devemos construir esse Reino, essa sociedade, aqui na terra:
apoiando causas e iniciativas que promovam a justiça para os oprimidos, alimentem os famintos e cuidem dos marginalizados em nossa comunidade;
compartilhando nossos recursos (tempo, talentos ou dinheiro) com quem precisa;
mobilizando nossos grupos e os diversos ministérios para combater a injustiça em nossa comunidade, cidade, diocese, estado e país, por exemplo, apoiando o direito à moradia digna, ao acesso à saúde ou à igualdade na educação.
A preferência de Deus pelos humildes e fracos
A carta de Paulo aos Coríntios
(1 Coríntios 1:26-31) destaca que Deus escolhe os insensatos, os fracos e os desprezados para envergonhar os sábios e os fortes.
Isso inverte os valores do mundo e mostra que a sabedoria de Deus é diferente da sabedoria humana. A mensagem de Deus é que a posição social e as conquistas humanas não determinam o valor de uma pessoa diante de Deus; pelo contrário, a graça de Deus eleva aqueles que a sociedade ignora. Para construir o Reino de Deus aqui na terra,
tratemos todas as pessoas com dignidade, especialmente aquelas que a sociedade pode ignorar ou menosprezar –
reconheçamos que nossas fraquezas podem ser oportunidades para que a força de Deus se manifeste – e
garantamos que todas as atividades comunitárias sejam acessíveis e acolhedoras para pessoas de todas as origens e capacidades.
Bênçãos e o Reino dos Céus
As Bem-aventuranças no Evangelho de Mateus
(Mateus 5,1-12a) proclamam as bênçãos concedidas àqueles que vivem a humildade, a misericórdia, a justiça, a pureza de coração e a promoção da paz.
Essas bênçãos não são apenas recompensas terrenas, mas promessas de consolo, misericórdia e, em última instância, participação no Reino dos Céus. O tema teológico aqui é que o Reino de Deus está aberto àqueles que vivem de acordo com esses valores, mesmo diante da perseguição. Na prática,
esforcemo-nos para viver as atitudes descritas por Jesus: ser misericordiosos, promover a paz, buscar a justiça e permanecer firmes diante das adversidades. Que esses valores orientem nossas decisões e relacionamentos — apoiemos quem está de luto, é perseguido ou passa por necessidades, lembrando-lhe a esperança e as bênçãos prometidas por Deus — e
organizemos encontros de diálogo para promover a paz e a compreensão na comunidade.
Gloriar-se somente no Senhor
Paulo (1 Coríntios 1:26-31) conclui que toda glória deve ser dada a Deus, e não às conquistas humanas. Esse tema reforça a ideia de que a salvação, a sabedoria e a justiça são dons de Deus, não resultados do esforço humano. Cultivemos um coração agradecido, reconhecendo que todo bem vem de Deus, reconhecendo o papel de Deus em nossas conquistas, praticando a gratidão e a humildade em nossas palavras e ações, e agradecendo sempre a Deus por todas as suas bênçãos.
Santos Brás, Ansgário, Águeda, Paulo Miki e Companheiros, rogai por nós, para que cultivemos a humildade, busquemos a justiça, valorizemos os humildes, vivamos as Bem-aventuranças e demos glória a Deus em todas as coisas, construindo assim um mundo mais compassivo e justo.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 1º de fevereiro de 2026
TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Pescadores de homens e missionários da Palavra de Deus
Queridos irmãos e irmãs,
Neste terceiro domingo do Tempo Comum, celebramos o sétimo “Domingo da Palavra de Deus”, instituído pelo Papa Francisco em sua carta apostólica “Aperuit illis”, de 30 de setembro de 2019. A Palavra de Deus deste domingo nos convida a refletir sobre estes temas: a luz que vence as trevas e a restauração divina – Deus como nossa luz, salvação e refúgio – a unidade em Cristo e o perigo da divisão – e, por fim, o chamado à conversão e ao discipulado.
A luz vence as trevas e Deus restaura
A
primeira leitura (Isaías 8:23–9:3) destaca a transformação da vergonha e das trevas em glória e luz. O povo que “caminhava nas trevas” vê uma “grande luz”, símbolo de
esperança, intervenção divina e restauração. A ação de Deus traz alegria e libertação, rompendo o jugo da opressão. Assim, compreendemos o poder de Deus para redimir e restaurar, transformando o sofrimento em alegria. Ao enfrentarmos dificuldades pessoais ou provações, lembremo-nos de que Deus traz luz às trevas. Confiemos em Deus, apoiemos quem sofre, comecemos nosso dia ou nossa semana com uma oração, sejamos luz para os outros, identifiquemos alguém que esteja passando por dificuldades e entremos em contato para oferecer uma palavra de encorajamento ou apoio.
Deus: nossa luz, nossa salvação e nosso refúgio
O Salmo (Salmo 27:1, 4, 13-14) apresenta Deus como fonte de luz e salvação, que afasta o medo e nos dá segurança. O desejo de habitar na presença de Deus e a certeza de contemplar sua bondade refletem uma teologia de confiança, esperança e perseverança. O apelo para “esperar no Senhor, ser forte e corajoso”
reforça a fé na fidelidade de Deus. Como pescadores de homens e missionários da Palavra, comecemos cada dia com uma oração de confiança, reconhecendo Deus como nosso protetor e guia, e criemos uma comunidade (em casa, no trabalho, na escola, na universidade) onde as pessoas se sintam acolhidas, seguras, valorizadas e amparadas, refletindo o papel de Deus como refúgio.
A unidade em Cristo e o perigo da divisão
A segunda leitura (1 Coríntios 1:10-13, 17) aborda a necessidade de unidade entre os fiéis.
Paulo exorta a comunidade a evitar divisões e rivalidades, lembrando que a lealdade deve ser a Cristo, e não a líderes individuais. Compreendemos, então, a centralidade da cruz de Cristo e da proclamação do Evangelho, e não da sabedoria humana ou de personalidades. Duas coisas são importantes: a unidade da Igreja e a primazia de Cristo. Como missionários da Palavra de Deus, promovamos
a harmonia (nos grupos, na família, no trabalho, na Igreja e nas comunidades), lembrando que
a identidade cristã está enraizada em Cristo, e não em personalidades ou facções, muito menos no regionalismo ou no racismo. Se percebermos conflitos ou divisões em nossa família, no trabalho ou na comunidade, tomemos a iniciativa de promover a compreensão e o diálogo, destacando valores em comum e evitando assuntos que dividem ou fofocas.
O chamado à conversão e ao discipulado
O Evangelho (Mateus 4:12-23) narra a ida de Jesus para a Galileia e o início de seu ministério público. Jesus cumpre a profecia,
levando luz aos que vivem nas trevas. Seu anúncio, “Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo”, introduz o tema da
conversão. O chamado dos primeiros discípulos — Simão Pedro, André, Tiago e João — ilustra
a resposta radical ao convite de Jesus e o início de sua missão como “pescadores de homens”. A passagem também destaca
os ensinamentos de Jesus, suas curas e a inauguração do Reino de Deus. Neste domingo de
“Chamados pelo Teu Nome”, respondamos ao chamado de Jesus servindo aos outros, participando de nossa comunidade de fé e compartilhando nossa fé por meio de nossas ações e palavras (fé em ação). Estejamos prontos
para sair de nossa zona de conforto, como fizeram os primeiros discípulos e como
o Papa Francisco nos convida a fazer (uma Igreja em saída).
Santos Timóteo, Tito, Ângela Mérici, Tomás de Aquino e João Bosco, rogai por nós,
para que sejamos pescadores de homens e missionários da Palavra de Deus fiéis e corajosos, construtores de uma Igreja, como nos diz o
Papa Leão XIV,
“mais fraterna e missionária”.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 25 de janeiro de 2026
SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM
“Eis-me aqui, Senhor; venho para fazer a tua vontade”
Queridos irmãos e irmãs,
Neste
segundo domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos convida a refletir sobre
o chamado e a missão divinos, a obediência e a disposição para servir, a santificação e a unidade em Cristo, a Encarnação e a adoção divina, e Jesus como o Cordeiro de Deus e aquele que nos dá o Espírito.
Como podemos servir aos outros em nossa comunidade, em nosso local de trabalho ou em nossa família? Promovemos a unidade e a reconciliação em nossos relacionamentos, procurando ver os outros como herdeiros da graça? Abraçamos nossa identidade de filhos amados de Deus e permitimos que essa verdade molde nossa autoestima e nossas relações com os outros? Aceitamos o perdão e o estendemos aos outros, reconhecendo o poder do sacrifício de Cristo para curar e restaurar?
Chamado e missão divinos
Na
primeira leitura de Isaías (Isaías 49:3, 5-6), Israel é descrito como servo de Deus, escolhido para reconduzir o povo e ser luz para as nações. Isso ressalta que o povo de Deus recebeu uma missão que vai além de si mesmo: contribuir para a restauração e a salvação de todos. Reflitamos sobre nossos dons e nossas circunstâncias, pensando em como podemos servir aos outros em nossa comunidade, em nosso local de trabalho ou em nossa família. Por exemplo, prestando serviço voluntário e usando nossos talentos para levar esperança, cura, justiça ou encorajamento.
Obediência e disposição para servir
O
Salmo Responsorial (Salmo 40:2, 4, 7-8, 8-9, 10) destaca a resposta ao chamado de Deus, enfatizando a obediência, a abertura e a disposição sincera de fazer a vontade de Deus. O refrão repetido, “Eis-me aqui, Senhor; venho para fazer a tua vontade”, reflete a importância de alinhar nossas ações aos desejos de Deus e valorizar a obediência mais do que os sacrifícios rituais. Como? Pratique a escuta atenta na oração ou meditação, responda às oportunidades diárias de agir com bondade, honestidade e integridade, cultive o hábito de dizer “sim” a pequenos gestos de serviço, reconhecendo que a fidelidade nas pequenas coisas nos prepara para responsabilidades maiores. Escute e aja; esteja presente na vida da comunidade, realizando as tarefas cotidianas com espírito de serviço.
Santificação e unidade em Cristo
A saudação de Paulo aos coríntios (1 Coríntios 1:1-3) introduz o tema da santificação, isto é, de sermos santificados por meio de Cristo, e da unidade de todos os fiéis que invocam Jesus. Assim, compreendemos que
a santidade é tanto um dom quanto um chamado, e que a comunidade cristã está unida pela graça e pela paz de Deus. Portanto, nós, que acolhemos Cristo (João 1:14a, 12a), recebemos o poder de nos tornarmos filhos de Deus.
Como consequência,
devemos edificar nossa comunidade. Somos convidados a promover a unidade e a reconciliação em nossos relacionamentos, procurando ver os outros como participantes da graça, participar de atividades comunitárias ou paroquiais que fortaleçam o apoio mútuo e o crescimento espiritual, e buscar maneiras de tornar tangível o amor de Deus por meio da hospitalidade, da generosidade ou da defesa dos que precisam.
Jesus, Cordeiro de Deus e Doador do Espírito
No
Evangelho (João 1:29-34), Jesus é apresentado como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Compreendemos o papel de Jesus na salvação por meio de seu sacrifício.
O testemunho de João Batista sobre o Espírito que desce sobre Jesus o identifica como aquele que batiza com o Espírito Santo e confirma sua filiação divina.
Eis algumas implicações para a nossa vida diária: aceitemos o perdão e o ofereçamos também aos outros, reconhecendo o poder do sacrifício de Cristo para curar e restaurar. Deixemos, portanto, de guardar rancor e busquemos a reconciliação, sabendo que o perdão é essencial para a renovação espiritual. Convidemos o Espírito Santo a guiar nossas decisões e ações, especialmente nas situações difíceis, e compartilhemos como a fé transformou nossas vidas, oferecendo assim esperança e encorajamento aos outros.
São Fabiano, Sebastião, Inês, Vicente, Marianne Cope e Francisco de Sales, rogai por nós,
para que respondamos ao chamado de Deus à santidade, ao serviço aos outros, à reconciliação entre nós, à vida em paz e a conduzir os outros a Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 18 de janeiro de 2026
O BATISMO DO SENHOR
O Batismo de Jesus Cristo e suas implicações em nossa vida
Queridos irmãos e irmãs,
Neste último dia do tempo do Natal, celebramos a
Festa do Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo. É também a festa do nosso próprio batismo, pois, pelo batismo, somos incorporados a Jesus Cristo. Como vivemos, no dia a dia, as implicações do nosso batismo, como profetas, reis e sacerdotes? Essas implicações práticas nos incentivam a viver nossa fé concretamente, refletindo os temas da
justiça,
misericórdia,
imparcialidade e
aprovação divina em nossas interações e decisões diárias?
Justiça e misericórdia divinas
Na
primeira leitura (Isaías 42:1-4, 6-7), o Senhor nos apresenta seu Servo, em quem deposita grande confiança e sobre quem repousa seu Espírito. Sua missão é levar justiça e retidão às nações com mansidão e perseverança. Ele também será aliança para o povo e luz para as nações, libertará os cativos e abrirá os olhos dos cegos. Somos chamados a encarnar as qualidades do servo escolhido pelo Senhor, promovendo a justiça e a misericórdia em nossa vida cotidiana. Uma das implicações de nosso batismo hoje
é defender os oprimidos, apoiar os necessitados e esforçar-nos para levar luz e esperança aos outros.
A imparcialidade de Deus
Na
segunda leitura (Atos 10:34-38),
São Pedro reconhece que Deus não faz acepção de pessoas, mas acolhe todos os que o temem e praticam a justiça. Podemos compreender a natureza inclusiva do acolhimento de Deus e a missão universal de Jesus Cristo.
Viver sem fazer distinção é uma das implicações do nosso batismo. Isso nos convida a praticar a inclusão e a equidade:
tratar todas as pessoas com respeito e dignidade, independentemente de sua origem, cor da pele ou condição social ou econômica.
A aprovação divina e a confirmação da missão de Jesus
São Mateus, em seu
Evangelho (Mateus 3:13-17), apresenta o batismo de Jesus por João Batista, quando os céus se abrem, o Espírito de Deus desce sobre Jesus e uma voz do céu o declara Filho amado de Deus. Isso destaca a aprovação divina e confirma a missão de Jesus. Por fim, outra implicação do nosso batismo é a necessidade de sempre buscar a aprovação de Deus em nossas ações, em tudo o que fazemos. Devemos viver uma vida que
agrada a Deus, seguir seus ensinamentos e estar abertos à orientação do Espírito Santo. Nossa missão hoje é
rezar pelos outros
(missão sacerdotal),
denunciar tudo o que não está de acordo com o plano de Deus,
proclamar as maravilhas de Deus,
renunciar ao mal e ao pecado
(missão profética) e
servir aos outros com amor e dedicação
(missão régia).
Santos Hilário e Antão, abade, rogai por nós,
para que demos ao Senhor glória e poder, a glória devida ao seu nome (Salmo 29:1-2, 3-4, 3, 9-10), e vivamos todos os dias nossa missão sacerdotal, profética e real.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 11 de janeiro de 2026
EPIFANIA DO SENHOR
Dia Mundial da Infância Missionária
O encontro com Cristo abre novos caminhos para a vida...
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje celebramos a
Festa da Epifania do Senhor. Deus se manifesta ao seu povo, às nações e a toda a humanidade. Por ocasião desta festa, a Igreja também celebra o
Dia Mundial da Infância Missionária, também conhecido como Dia Mundial das Missões para as Crianças. Nossa reflexão se concentrará nestes temas: glória divina, justiça, inclusão e reconhecimento da realeza universal de Cristo. Como vivemos hoje este mistério da manifestação de Deus a todas as nações? O que os Magos representam para nós hoje? Como buscamos Jesus? O encontro com Ele transforma sua vida? Colocamos nossa inteligência e nossos conhecimentos a serviço da vida ou da morte?
O poder transformador da luz
Deus se manifesta a todas as nações; um Menino nos foi dado. Ele é a Luz das nações (Lumen Gentium). Jerusalém é convidada a levantar-se e brilhar, pois sua Luz chegou (Isaías 60:1-6). Meu irmão, minha irmã, Jesus, a Luz das nações, tem o poder de transformar sua vida, sua família, seu casamento, seu trabalho, seu negócio. Hoje, a Jerusalém resplandecente é nossa família de Saints Peter and Paul, sua família, porque Jesus, Deus feito homem, está entre nós. Que sua luz nos conduza a Ele e ilumine nossos líderes e a nós em nossa missão.
Liderança justa e o mandato divino em relação à justiça
Hoje, mais do que nunca, precisamos de líderes justos, que trabalhem pelo bem do povo e não por seus interesses pessoais ou pelos de seus amigos. Que nossas orações de hoje por nossos líderes, pelos responsáveis nas Igrejas e em outras estruturas de responsabilidade, subam ao Pai como as do
salmista (Salmo 72, 1-2.7-8.10-11.12-13.). Que a luz de Cristo os ajude a trabalhar por uma justiça equitativa e social.
A natureza inclusiva da promessa de Deus e a revelação dos mistérios divinos
São Paulo (Efésios 3:2-3a, 5-6) nos diz que, pela graça de Deus, foi revelado que todas as nações compartilham a mesma herança e a mesma promessa por meio de Jesus Cristo. Esse tema destaca a universalidade da promessa de Deus e a revelação dos mistérios divinos: “os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus, por meio do Evangelho”
Homenagem e reconhecimento da realeza de Jesus
Todas as nações, representadas pelos três Reis Magos, estão à procura desse Deus que nasceu.
O Evangelho (Mateus 2:1-12) nos fala de três
sábios (Baltazar, Gaspar e Melquior), ou
homens da ciência (magoi, em grego), que saem à procura desse Deus que se manifesta. Uma pergunta os acompanha: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. Eles estão à procura de Deus. Como podemos compreender nas Sagradas Escrituras, nós, crentes e não crentes, estamos “à procura da face do Deus vivo”, da Estrela que mostra o caminho e alegra o coração das pessoas. Meu irmão, minha irmã, como
os Magos, deixe-se guiar por essa Luz e será feliz. Como eles, estude as Sagradas Escrituras para compreender quem é esse Menino Jesus e procure-o de todo o coração para finalmente adorá-lo e oferecer-lhe seus presentes, assim como os Magos lhe ofereceram
ouro (a realeza de Jesus),
incenso (símbolo da divindade de Jesus) e
mirra (símbolo de que Jesus também era homem e prenúncio de sua morte na cruz). Meu irmão, minha irmã, não se canse de buscar a Deus. É um desafio, pois você pode encontrá-lo ou não; pode se afastar do Deus de Jesus Cristo ou se aproximar dele. Tenha paciência! Esta é uma mensagem de esperança, pois, quando você
encontrar Cristo, tudo em sua vida mudará; você será feliz e o adorará com grande alegria, como os Magos. Ele está presente no próximo, no marido, na esposa, nos filhos e até mesmo nas pessoas que não compartilham nossa religião, pois Deus também as ama. A vocês, meus irmãos e minhas irmãs,
homens e mulheres da ciência
e da sabedoria, coloquemos nossa inteligência a serviço do BEM e da VIDA, e não do mal e da morte (como Herodes). Os Magos nos ensinam essa sabedoria: não seguiram o conselho de Herodes.
São João Newman, André Bessette e Raimundo de Penaforte, rogai por nós,
para que nosso encontro com Jesus Cristo possa
abrir novos caminhos para amar, escolher o que é bom e colocar a ciência a serviço da vida. Que os Pequenos Missionários evangelizem, rezem e ajudem as outras crianças do mundo que mais precisam.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 4 de janeiro de 2026
FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ
A família: a natureza sagrada dos laços, papéis e responsabilidades familiares
Queridos irmãos e irmãs,
Neste domingo, a Igreja celebra a
Festa da Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José. Para compreender melhor a importância da família tanto para a sociedade civil quanto para a Igreja, nossa reflexão se concentrará nestes temas: Honra e relações familiares - Perdão, compaixão e amor - Paz de Cristo e gratidão - Bênçãos da fidelidade - Obediência e respeito mútuo na família - Providência e proteção divina - Cumprimento das profecias. Como podemos construir esse tipo de família segundo o plano de Deus?
Honra e relações familiares
A vida e as relações familiares são importantes e têm um caráter sagrado. Os pais dão a vida aos filhos, amam-nos e os educam segundo a lei de Deus.
Essas relações têm sua origem no amor incondicional de Deus. A Sagrada Família de Nazaré é modelo para todas as famílias da humanidade.
Os filhos têm o dever e a missão de amar seus pais e ajudá-los na velhice
(Eclesiástico 3:2-6, 12-14). Assim, compreendemos a importância de honrar os pais. A honra devida ao pai e à mãe é como um caminho para o perdão, a bênção e a longevidade. Assim, há compreensão entre gerações, uma relação recíproca entre elas: “os filhos são chamados a respeitar e cuidar dos pais, especialmente na velhice, e os pais devem ser compassivos e benevolentes”. Conservemos sempre a santidade da família e a responsabilidade entre gerações.
As bênçãos de uma vida vivida segundo os caminhos de Deus
O Salmo (Salmo 128:1-2, 3, 4-5) celebra a felicidade e a prosperidade que resultam do temor do Senhor e de viver segundo os seus caminhos. Ele associa a fidelidade a Deus a bênçãos concretas na vida familiar, no trabalho e na comunidade. A imagem de um lar fecundo e a bênção de ver a prosperidade de Jerusalém refletem a ideia bíblica de que a obediência a Deus conduz ao bem-estar integral. A fidelidade às próprias convicções, aos relacionamentos ou às responsabilidades traz estabilidade e sentido.
As virtudes cristãs como fundamento da vida comunitária e familiar
Na segunda leitura, São Paulo (Colossenses 3:12-21 ou 3:12-17) nos convida a viver virtudes como compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência, perdão e, acima de tudo, amor.
Essas virtudes são essenciais para uma vida comunitária harmoniosa e estão enraizadas na identidade do fiel, escolhido, santo e amado por Deus. O Apóstolo dos Gentios também nos fala dos papéis específicos no lar: esposas, maridos, filhos e pais.
O respeito mútuo, o amor e o incentivo são elementos importantes para a vida familiar e comunitária. “O respeito mútuo e os limites saudáveis dentro das famílias são essenciais para a saúde emocional e o florescimento de todos. O modelo bíblico incentiva o diálogo, a empatia e a responsabilidade compartilhada.” Que a Palavra de Cristo, sua paz e a gratidão nos acompanhem na
missão de construir nossa comunidade paroquial como irmãos e irmãs que creem, celebram e vivem juntos como discípulos missionários.
A Providência, a proteção de Deus e o cumprimento das profecias
São Mateus, no Evangelho (Mt 2:13-15, 19-23), narra a fuga para o Egito e o retorno a Nazaré. Ele destaca a orientação e a proteção providenciais de Deus sobre a Sagrada Família, por meio das mensagens transmitidas a José. Esse mesmo Deus, queridos paroquianos da paróquia de Saints Peter and Paul, protegerá nossa comunidade e todas as suas famílias. Além disso, amados no Senhor, as profecias que se cumpriram na vida de Jesus também se cumprirão em nossas famílias, em nossa comunidade e em nossa diocese de Salt Lake City. Em meio às incertezas, às crises e às ansiedades, somos chamados, como São José, a obedecer às instruções divinas e confiar no plano de Deus.
Por todos os nossos irmãos e irmãs que vivem a mesma situação migratória da Sagrada Família, e por todos nós, mantenhamos a esperança e perseveremos na oração e na meditação da Palavra de Deus.
Santos Silvestre, Maria, Mãe de Deus, Basílio Magno e Gregório Nazianzeno, rogai por nós,
para que, seguindo o exemplo da Sagrada Família, sejamos famílias que honram e respeitam nossos pais e nossos filhos, promovendo o perdão, a compaixão, o amor e a paz de Cristo, e confiando na providência divina e em sua proteção.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 28 de dezembro de 2025
OBRIGADO POR SUA PARTICIPAÇÃO NA SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR
Caros paroquianos,
De todo o coração, dou graças a Deus por nos ter acompanhado ao longo das quatro semanas do Advento. As Eucaristias diárias, as orações e a Adoração, os retiros diocesanos e paroquiais, as novenas e as “Posadas” nos prepararam espiritualmente para celebrar este dia de Natal: DEUS VEM VISITAR NOSSA COMUNIDADE PAROQUIAL DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO.
Muito obrigado ao Conselho Paroquial, à Assembleia Paroquial, a todas as famílias, grupos, corais, ministérios e serviços de nossa paróquia. Sem vocês, esta celebração não teria sido tão bem celebrada. Obrigado pelo apoio moral, espiritual e financeiro. Que Deus os abençoe e os encha de sua graça e de suas bênçãos.
Continuemos a
“construir nossa comunidade como irmãos e irmãs que ACREDITAM, CELEBRAM e VIVEM JUNTOS como discípulos missionários”. Essa meta de longo prazo (2030),
pela qual trabalhamos a cada mês e em cada Ano Pastoral, avança de forma constante. Deus e seu Espírito nos acompanham. Com a ajuda de Deus e com sua participação, dedicação e ardor missionário, alcançaremos nossa meta final.
Minha gratidão vai especialmente aos nossos irmãos e irmãs que, por meio dos frutos de seu trabalho (empresas, lojas, atividades etc.), nos apoiaram e continuam nos incentivando e apoiando em nosso trabalho pastoral. Que Deus multiplique mil vezes tudo o que vocês ofereceram de coração à nossa comunidade paroquial. Vocês, seu trabalho e suas famílias estão em nossas orações e em nosso coração.
Que
nossa Mãe, a Virgem Maria, Nossa Senhora de Guadalupe (México), de Coromoto (Venezuela), do Quinche (Equador), da “La Merced” (Peru) e a “Morenita”, interceda por nós, para que sejamos “CIDADÃOS FIÉIS” e “CATÓLICOS AUTÊNTICOS” a serviço do Reino de Deus aqui em nossa cidade de West Valley City, em nossa Diocese de Salt Lake City, em nosso Estado de Utah e em nosso belo e abençoado país, os Estados Unidos da América.
FELIZ NATAL!
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 25 de dezembro de 2025
SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO
Jesus Cristo, o Rei que serve, mas não é servido
Queridos irmãos e irmãs,
Com a
solenidade de Cristo, Rei do Universo, chegamos ao fim do Ano Litúrgico C. Bendito seja Deus, que nos acompanha durante todo este Ano! Temos
este paradoxo: um Rei insultado, maltratado e morto! Verdadeiramente, Jesus Cristo é o Rei dos reis, não à maneira dos homens, mas à maneira de Deus. O que isso significa para nós hoje?
Jesus Cristo é o “Novo Davi”
Na
primeira leitura,
o rei Davi (2 Samuel 5,1-3) é reconhecido como um ser humano frágil e pecador, mas que conduz lealmente o povo de Deus (Israel). Havia entre ele e o povo uma
lealdade mútua.
É essa lealdade que pedimos ao Senhor para os líderes do mundo inteiro e para nós mesmos. Que sejamos fiéis e leais uns aos outros e ao povo de Deus. O mesmo vale para todos os pastores, líderes de comunidades e todos os que exercem um ministério em nossas Igrejas. Precisamos compreender a
liderança e o serviço que Jesus exercia. Assim como Davi foi ungido e reconhecido como líder, somos chamados a liderar e servir em nossas comunidades
com integridade e humildade. Isso envolve reconhecer os próprios dons e usá-los em benefício dos outros, promovendo a unidade e a cooperação.
A Cruz de Cristo
e
a Páscoa
Destaca o papel de Jesus como salvador, que oferece perdão e vida eterna aos que nele creem. A promessa do paraíso ao criminoso arrependido ressalta
a universalidade da salvação e a certeza da vida eterna pela fé em Jesus.
A Cruz de Cristo e
a Páscoa são dois elementos fundamentais para compreender a realeza de Jesus Cristo. Ele é a imagem do Deus invisível; por meio dele tudo foi criado; ele é a cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o princípio e o primogênito
(Colossenses 1,12-20). Tudo isso porque aceitou servir aos outros e fazer a vontade de seu Pai, morrendo
na Cruz
para nos salvar e nos dar vida. No fim de tudo, com sua ressurreição, o Pai lhe dá todo o Reino. Ele é o “novo Davi” e não é pecador. Ele é o “novo Adão”, é “o Ungido de Deus” e seu Reino não é deste mundo. Também nós, pelo nosso batismo, somos reis. Sirvamos aos outros como Cristo fez.
O Reinado de Cristo,
o Reino de Deus
O Reinado de Cristo,
o Reino de Deus está aberto somente aos “convertidos”
(Lc 23: 35-43). Um dos criminosos crucificados com Jesus nos dá o exemplo.
Jesus Cristo nos oferece seu perdão ilimitado. Hoje, recebemos o perdão de Cristo e devemos oferecê-lo aos outros. Portanto,
o Reino de Deus, o Reinado de Jesus, é um reinado de paz, amor, reconciliação, justiça e paz. A passagem também destaca o tema da reconciliação, em que o sacrifício de Cristo restaura todas as coisas a Deus.
“Senhor, venha o teu Reino!” Queridos jovens e juventude de Saints Peter and Paul, o Reino de Deus está aberto para vocês!
Santos André Dũng-Lạc e Catarina de Alexandria, rogai por nós, para que vivamos nossa fé de maneira significativa e transformadora, conformando nossa vida aos ensinamentos e ao exemplo de Cristo.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 23 de novembro de 2025
TRIGÉSIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Igreja Saints Peter and Paul: “Casa de Deus”, onde pecadores e santos estão juntos com seu Pai
Queridos irmãos e irmãs,
Neste
trigésimo domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos fala do
amor de Deus pelos pobres, humildes, oprimidos, órfãos, marginalizados e fracos.
Deus, Pai bom e misericordioso, sempre ouve suas orações e seus clamores. Ele fará o mesmo por nós hoje. Sentimos a presença de Deus durante nossas celebrações eucarísticas? Tiramos proveito de sua presença? Valorizamos sua orientação, sua companhia, sua bondade e seu olhar misericordioso?
Juntos com Deus, nosso Pai, em sua casa
Todos os dias, Deus nos convida à sua casa para celebrar a festa. Ele nos faz um convite especial
todos os domingos, pois este é o
“Dia do Senhor”, o “Dia da Festa e da Alegria”.
Ben Sirach descreve bem a imagem deste Deus Pai: “O SENHOR é um Deus de justiça, que não faz acepção de pessoas. Embora não favoreça indevidamente os fracos, ouve o clamor dos oprimidos. O Senhor não é surdo ao lamento do órfão, nem à viúva quando ela apresenta sua queixa.” (Sirach 35:12-14, 16-18). Ele nos acolhe como somos:
pecadores ou santos, fariseus ou cobradores de impostos. Nesse encontro, às vezes nos comportamos como o fariseu, o justo: criticamos os outros e pensamos que somos justos, perfeitos e melhores do que eles. Às vezes, também somos como o cobrador de impostos, o pecador: humildes, reconhecemos nossas faltas e pedimos ajuda ao nosso Pai. Hoje, nós, que somos
missionários da Esperança, o que devemos fazer? Que atitude devemos adotar?
Missionários da esperança, testemunhas de Cristo ressuscitado
Fiéis a Deus, a Jesus Cristo e à sua Igreja, agradecemos sua orientação, sua companhia, sua bondade e seu olhar misericordioso. Após a celebração eucarística, continuamos sua missão, dando testemunho de seu amor e permanecendo fiéis a ele até a morte, como nos exorta
São Paulo (2 Timóteo 4,6-8.16-18).
Primeiro, devemos
imitar a Deus, sendo imparciais com todos.
Segundo, nossa missão é
louvar e bendizer o Senhor constantemente (Salmo 34:2-3, 17-18, 19, 23). Terceiro, como missionários,
devemos nos oferecer
em sacrifício, combatendo o bom combate da fé em Jesus Cristo e permanecendo fiéis a ele até o fim, mesmo que isso nos custe a vida.
Por fim, como missionários e testemunhas de Cristo,
devemos ser homens e mulheres de oração. Nada podemos fazer sem oração. O publicano do
Evangelho
(Lucas 18:9-14) nos dá um exemplo de como rezar: reconhecer que somos pecadores, reconciliar-nos com Deus e com nossos irmãos e irmãs, aproximar-nos dele com humildade para implorar sua misericórdia e ser misericordiosos com os outros. Isso é o que fará de vocês e de todos nós pessoas justas, isto é, “santos”, salvos.
São Simão e São Judas, rogai por nós,
para que sejamos fiéis a Deus, humildes, misericordiosos, santos, generosos, missionários da esperança, homens e mulheres de oração, ajudando os outros a experimentar a alegria de encontrar Deus.
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 26 de outubro de 2025
SEMANA MISSIONÁRIA CATÓLICA DE UTAH - 5 - 2025: Gratidão
Gostaria
de agradecer a Deus por nos acompanhar durante a
quinta Semana Missionária Católica de Utah.
Agradeço
ao Bispo Oscar Solis por nos incentivar a organizar este momento de educação e formação missionária em nossa paróquia.
Expresso minha gratidão aos palestrantes
(Angel, Octavio e Norma, Alfredo e Delfia, Rev. Father Dr. Langes J. Silva e Engineer Pablo MEJIA) pela qualidade de suas apresentações e por nos ajudarem a ser “Missionários da Esperança” entre o Povo de Deus aqui em West Valley City e em nossa Igreja local, em Salt Lake City.
Do fundo do coração, agradeço a
toda a nossa comunidade paroquial pela generosidade, pelo espírito de Igreja e pela participação ao longo desta Semana Missionária Católica de Utah. Somos “aqueles que encontram Jesus” e, cheios da “Alegria do Evangelho”, “empreendemos uma nova etapa da evangelização marcada por essa alegria”, como nos indicou o Papa Francisco (Evangelii Gaudium
#1).
Agradecemos aos estimados irmãos sacerdotes (Sebastian, Kelechi, Ron e Langes), que celebraram a Eucaristia durante a Semana Missionária Católica de Utah. Obrigado pela sincera colaboração que nos une como sacerdotes da Diocese de Salt Lake City.
Minha gratidão aos
irmãos e irmãs das outras comunidades paroquiais que participaram desta formação missionária.
Que a
Nossa Mãe Missionária, a Virgem Maria, nos acompanhe na
“Construção de nossa paróquia como
irmãos e irmãs
que
creem, celebram
e
vivem juntos
como discípulos missionários.”
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo
Padre Sebastien SASA, PhD, MPA
Pároco da Igreja Católica Saints Peter Paul
West Valley City, UT
West Valley City, 26 de outubro de 2025
VIGÉSIMO SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM
A fé em ação: a importância da fé, da retidão e da compaixão
Queridos irmãos e irmãs,
Estas passagens bíblicas do
vigésimo sexto domingo do Tempo Comum enfatizam o contraste entre
a riqueza terrena e a justiça espiritual, destacando
a importância da fé, da retidão e da compaixão.
Vivemos num mundo cheio de opressão, de “exploração do homem pelo homem”, de discriminações e desigualdades: pessoas muito ricas e pessoas muito pobres. Em Samaria, havia uma situação assim. O mesmo acontece hoje em nossas sociedades, em nossos países e em nossas comunidades. Diante dessa situação, o que devemos fazer? Resignar-nos e aceitá-la? Ou devemos ter a mesma atitude do profeta Amós e de São Paulo? Como a fé vivida na prática pode nos dar coragem para escolher a justiça distributiva e social e buscar as virtudes espirituais, o amor e a paz? Nossa
fé vivida na prática deve tocar todas essas áreas da vida: a riqueza e a responsabilidade social, a busca das virtudes, a fidelidade e a justiça, e o alerta contra a acomodação.
Riqueza e Responsabilidade Social
A parábola do rico e do pobre Lázaro ressalta as consequências eternas de ignorarmos o sofrimento dos outros
(Lucas 16:19-31). Temos um dever: com os recursos de que dispomos, vamos ajudar quem precisa. No mundo de hoje, isso se traduz em decisões éticas que priorizem a justiça social, a filantropia e a distribuição equitativa da riqueza. Também apoiamos causas beneficentes, defendemos políticas que enfrentem as desigualdades econômicas e praticamos atos de bondade e generosidade.
Busca das virtudes
O chamado a
virtudes espirituais como justiça, piedade, fé, caridade, perseverança e mansidão (1 Timóteo 6,11-16) ressalta
a importância da conduta ética em todos os aspectos da vida. Essas virtudes orientam as pessoas a tomar decisões que refletem integridade, compaixão e resiliência. Na sociedade moderna, isso significa
agir com ética na vida pessoal e profissional, manter padrões morais e esforçar-se para fazer o que é certo, mesmo em situações desafiadoras.
Fidelidade e justiça
A descrição da
fidelidade eterna e da justiça de Deus reforça a convicção de que devemos amparar os oprimidos, os famintos, os presos e os vulneráveis
(Salmo 146:7, 8-9, 9-10). Isso tem implicações diretas nas decisões éticas relacionadas aos direitos humanos, à justiça social e à proteção de grupos marginalizados de migrantes e refugiados. Acompanhemos nossa comunidade paroquial e nossos sacerdotes na defesa de um tratamento justo, no amparo a quem precisa e na construção de uma sociedade justa e equitativa.
Alerta contra a acomodação
A advertência contra a complacência e a busca egoísta do prazer serve de alerta
contra priorizar o conforto pessoal em detrimento do bem-estar da comunidade
(Lucas 16:19-31). Isso tem importantes implicações éticas num mundo em que o consumismo e o materialismo muitas vezes se sobrepõem às necessidades dos menos favorecidos. Vamos tomar
decisões que priorizem a empatia, a responsabilidade social e o compromisso com o bem comum. Queridos jovens e adultos jovens de nossa comunidade, convido vocês a refletirem sobre o impacto que causamos nos outros e a fazerem escolhas que contribuam para o bem-estar de nossas comunidades.
São Miguel, São Gabriel, São Rafael, São Jerônimo, Santa Teresinha do Menino Jesus, Santos Anjos da Guarda e São Francisco de Assis, rogai por nós, para que
essas consequências teológicas nos sirvam de bússola moral e orientem nossas decisões éticas, incentivando pessoas e sociedades a agir com compaixão, justiça e fidelidade.
Lembremo-nos sempre de que o verdadeiro bem-estar espiritual está entrelaçado com nosso compromisso com a justiça, a fé e o bem-estar dos outros.
West Valley City, 28 de setembro de 2025
SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO
“A Igreja faz a Eucaristia, e a Eucaristia faz a Igreja”
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje celebramos a
festa de
Corpus Christi,
o Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, a presença real do Corpo e Sangue de Cristo na Eucaristia sob as espécies do pão e do vinho. De onde vêm o Corpo e o Sangue de Cristo? O que o sacerdote faz durante a consagração? Como a Igreja celebra a Eucaristia? Como a Eucaristia edifica a Igreja? A invocação do Espírito Santo pelo sacerdote sobre o pão e o vinho, frutos do trabalho de homens e mulheres, transforma-os no Corpo e Sangue de Cristo?
Corpus Christi, o quê?
De
Santa Juliana de Cornillon e
da Bem-aventurada Eva de Liège aos
papas Urbano IV (instituição da festa do Santíssimo Sacramento),
João XXII (procissão pública pela cidade — ostensório) e seus sucessores,
Corpus Christi continua sendo celebrado nas Igrejas Católica Romana, Anglicana e Ortodoxa Ocidental.
É uma festa importante porque dá origem à Igreja, e a Igreja também a celebra.
Eucaristia, o que é?
Em grego,
Eucaristia (εὐχαριστία) significa “ação de graças” e “gratidão”.
O sacerdote-rei Melquisedec, num rito de ação de graças pela vitória, ofereceu pão e vinho ao Senhor
(Gn 14:18-20). Também nós, em todas as circunstâncias da vida, somos convidados a sempre dar graças a Deus, pois ele é bom para conosco. Na Nova Aliança,
São Paulo (1 Cor 11:23-26) nos convida a vivenciar as duas dimensões do pão eucarístico:
sacrifício e redenção ou libertação. Quanto ao vinho eucarístico, temos a noção bíblica de
“Memorial”:
o passado, o presente e o futuro.
“Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim”
(Passado). O próprio Jesus nos diz: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.”
(Presente e Futuro).
Jesus está vivo, verdadeiramente presente e sempre presente em todos os sacrários do mundo para nos acompanhar em nossa vida. Enquanto aguardamos sua vinda, continuemos a celebrar sua morte e ressurreição: a Eucaristia, o Pão da Vida.
Implicações sociais da Eucaristia
“Não podemos viver sem a Eucaristia”, nem sem o domingo, o Dia do Senhor. Meus irmãos e minhas irmãs, somos convidados a participar da celebração eucarística dominical. Celebramos a Eucaristia; fazemos a Eucaristia.
Ela nos une e nos torna o povo de Deus da Nova Aliança pelo precioso Sangue de Cristo. O pão que nos dá vida não pode faltar em nossas famílias e comunidades. O Corpo de Cristo que comemos e o Sangue de Cristo que bebemos são para nós o “Pão da Vida”. Na
Eucaristia (Lucas 9:11-17),
Jesus nos convida a compartilhar com os famintos, os que sofrem e os necessitados o que recebemos de Deus: o Pão da Vida. A Eucaristia, o Pão da Vida, está sempre presente no Santíssimo Sacramento para ser
adorado e contemplado em oração.
Respeito, honra, glória e poder àquele que é, que era e que há de vir.
Por meio dele, temos força e coragem para transformar este mundo, esta humanidade desumanizada. Como diz
o Papa Bento XVI (Sacramentum Caritatis #89), a Eucaristia tem
implicações sociais:
justiça, paz, libertação, desenvolvimento, transformação de nossas comunidades, vivência de nossa
missão profética etc.
Maria, “Mulher da Eucaristia”, São João Batista, Santo Irineu, São Pedro e São Paulo, rogai por nós e ajudai-nos a nos tornar sempre pão da vida para nossos irmãos e irmãs, nossa paróquia, nossa cidade de West Valley City, nossa Igreja local de Salt Lake City, nosso estado de Utah e nosso país, os Estados Unidos da América.
West Valley City, 22 de junho de 2025
SANTÍSSIMA TRINDADE
Santíssima Trindade: três pessoas em um só Deus, um só Amor
Queridos irmãos e irmãs,
“O mistério mais essencial de Deus não foi revelado por ‘fórmulas’, mas por fatos”.
Santo Agostinho, em seu tratado
sobre a Trindade (§ 15,28), conclui dizendo:
“Que eu me lembre de ti; que eu te compreenda; que eu te ame”. Por meio do Amor que circula entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, podemos compreender melhor o mistério da Santíssima Trindade através
do Amor que flui entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Como compreendemos a Santíssima Trindade? Trata-se de uma questão de fé ou de especulação filosófica ou teológica? Na lógica matemática, 1+1+1=3, não 1. Como, então, podemos compreender isto: 1+1+1=1? O amor pode nos ajudar a compreender essa lógica?
A compreensão progressiva da Trindade
A primeira leitura do
Livro dos Provérbios (Pr 8,22-31) não fala explicitamente da Trindade. Devemos lembrar que esse livro foi escrito entre 1015 e 975 a.C., quando Salomão estava em Jerusalém.
A preocupação do povo da
Primeira Aliança era viver com retidão e fidelidade ao Deus único. É mais tarde, na
Nova Aliança, após a ressurreição de Cristo, que esse povo começará a falar do
Deus único como Trindade. Neste Livro dos Provérbios, há um diálogo, uma comunhão entre Deus e a Sabedoria (já apontando para Jesus Cristo).
A fé e o Espírito Santo nos ajudam a compreender o mistério da Trindade
Deus Pai cria, o Filho salva e o Espírito Santo dá a vida. Há uma espécie de
sinergia, uma harmonia entre as três pessoas de um só Deus.
São Paulo
(Rm 5:1-5) confirma isso para nós:
“a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. O prefácio deste domingo pode nos ajudar a compreender essa sinergia:
“Com vosso Filho Unigênito e o Espírito Santo, sois um só Deus e um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na Trindade de uma só substância. Pois tudo o que revelastes de vossa glória, cremos igualmente de vosso Filho e do Espírito Santo, para que, confessando a verdadeira e eterna divindade, adoremos a distinção das Pessoas, sua unidade na substância e sua igualdade na majestade”.
Vivendo a Trindade em nosso dia a dia
Que a
sabedoria de Deus
(Pr 8, 22-31) e o
Espírito Santo
(Jo 16:12-15) nos ajudem a
compreender e
viver esse grande mistério em nosso cotidiano. Toda a nossa vida é marcada pela Santíssima Trindade: antes de comer, dormir, trabalhar, descansar, viajar e morrer, estamos sempre
“em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Em cada situação que enfrentamos, três coisas nos acompanham:
paciência, virtude sólida e esperança. Ao entrarmos na vida da Santíssima Trindade pelo batismo, experimentamos a intimidade com Deus. No batismo de Cristo, temos a manifestação da Santíssima Trindade:
a voz do Pai e o Espírito que desce sobre o Filho. Em todas as situações que vivemos, três coisas nos acompanham:
perseverança, caráter aprovado e esperança. Ao entrarmos na vida da Santíssima Trindade pelo batismo, experimentamos a intimidade com Deus. No batismo de Cristo, temos
a manifestação da Santíssima Trindade: a voz do Pai e o Espírito que desce sobre o Filho.
Santos Romualdo e Luís Gonzaga, rogai por nós para que o mesmo amor que flui entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo nutra nossos relacionamentos interpessoais, familiares e de amizade. “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!” (2 Coríntios 13:13).
West Valley City, 15 de junho de 2025
PENTECOSTES
Pentecostes: unidade na diversidade — filhos de Deus pela graça do Espírito Santo
Queridos irmãos e irmãs,
Com a
solenidade de Pentecostes,
concluímos o Tempo Pascal. Jesus subiu ao céu, mas continua presente entre nós. Pelo poder do
Espírito Santo, ele nos acompanha em nossa peregrinação nesta terra onde vive a humanidade. Seu Espírito, que é o
Defensor, o Consolador, o Paráclito, está conosco para nos consolar, nos libertar do mal e nos guiar em nossa vida.
Como acolhemos o Espírito Santo em nossa vida? O que fazemos com os dons do Espírito Santo? Como o Espírito Santo pode nos renovar? Como pode renovar nossa comunidade paroquial? O que fazemos para não viver a
“Cultura de Babel”? Como vivemos a
“Cultura de Pentecostes”
em nossa paróquia de São Pedro e São Paulo?
A cultura de Babel
A experiência de Babel
(Gn 11:1-9) — falando a mesma língua, as pessoas não se entendiam. Embora tivessem a mesma língua e usassem as mesmas palavras, não conseguiam compreender umas às outras. Não puderam construir a cidade, muito menos a torre. Esse foi o tempo de uma única cultura.
Essa cultura de Babel expressa o orgulho humano e a desobediência a Deus.
A Cultura de Pentecostes
A Cultura de Pentecostes, por sua vez, é a cultura da diversidade de línguas e culturas na unidade. O Espírito Santo faz com que as pessoas falem diferentes línguas, compreendidas por todos: “…e nós os ouvimos anunciar, em nossas próprias línguas, as maravilhas de Deus.” (Atos 2:1-11). Os dons e carismas do Espírito Santo permitiram que as pessoas se compreendessem, se amassem e construíssem juntas uma comunidade. Esses dons são: “sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus”. Nesta Cultura de Pentecostes, o Espírito Santo, que é o Espírito do Ressuscitado em nós, dá a vida (Rm 8:8-17), cura, liberta, nos recorda o que Jesus nos ensinou e nos torna filhos de Deus. Como filhos de Deus, herdeiros e coerdeiros com Cristo, guiados pelo Espírito Santo, somos chamados a amar a Deus, amar uns aos outros e nos tornarmos a família de Deus (João 14:15-16).
Vivendo Pentecostes hoje em nossa comunidade paroquial
Assim como os que estavam presentes no dia de Pentecostes, também nós viemos de diferentes contextos culturais, sociais, linguísticos e religiosos. Estamos todos aqui em West Valley City, sob a Cruz de Jesus Cristo. Embora sejamos diferentes e tenhamos nossas diferenças, pela graça do Espírito Santo, clamamos juntos:
“Abba, Pai!” (Rm 8,8-17). Somos todos membros de
um só Corpo: a Igreja una, santa, católica e apostólica. Temos um só Deus, o Pai de todos. Somos todos irmãos e irmãs, filhos e filhas de um Deus misericordioso e Pai.
Não importa a cor da sua pele, de onde você vem ou se tem dinheiro ou não. Também somos chamados a ser
verdadeiros discípulos de Jesus, peregrinos da esperança, missionários libertados pelo Espírito Santo, que proclamam sem medo a Boa-Nova de Cristo Ressuscitado e
vivem a unidade na diversidade.
Santos Barnabé e Antônio de Pádua, rogai por nós,
para que nossa paróquia de São Pedro e São Paulo se torne cada vez mais morada da Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo e, consequentemente,
uma comunidade fraterna vibrante. Vinde, Espírito Santo!
West Valley City, 8 de junho de 2025
SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR
Ascensão: Tempo de Espera, Esperança e Testemunho
Queridos irmãos e irmãs,
A
Ascensão de Cristo é uma nova e grandiosa profissão de fé na ressurreição de Cristo. De fato,
“a Ressurreição, a Ascensão e Pentecostes são três aspectos de um único e mesmo Mistério”. É o ato solene da entrada de Cristo no santuário celeste, onde se celebra a liturgia eterna do Cordeiro.
Esta Ascensão também marca o
fim de sua vida terrena e o início de sua nova vida por meio da vida de seus amigos e da Igreja. Toda a Igreja espera seu retorno, cujo momento e data são desconhecidos.
Como esperamos esse retorno de Cristo? Como nos preparamos como comunidade paroquial de São Pedro e São Paulo? O que fazemos com o batismo no Espírito que recebemos? Como podemos ser testemunhas de Cristo em nossas famílias, em nossa paróquia ou em nossa comunidade diocesana?
Um tempo de espera e esperança
A Ascensão é a conclusão triunfante da vida terrena de Jesus. Como sumo sacerdote, ele ergue as mãos e abençoa sua Igreja
(Lucas 24:46-53). E, diante dele, aguardando seu retorno, toda a comunidade de Saints Peter and Paul assume
uma atitude litúrgica de adoração, louvor e celebração. Todos os fiéis de Saints Peter and Paul seguem os passos dos Apóstolos, percorrendo o “caminho novo e vivo” inaugurado por Cristo para alcançar a salvação e a libertação plena
(Heb 9:24-28; 10:19-23). A Virgem Maria é a primeira criatura a percorrer esse caminho com sua Assunção. Hoje, também nós, pelo poder do Espírito Santo, purificados e inflamados pelo amor e pela fé, somos convidados a entrar neste santuário celeste. Muito obrigado, Senhor Jesus, pois tua partida não é uma despedida, mas apenas o início de um tempo de esperança.
Este tempo de espera é um tempo de esperança. Cristo, que sobe ao céu e entra em seu santuário, é fiel. Ele nos dará tudo o que nos prometeu. Confiemos nele.
Um momento de testemunhos
Após a Ascensão de Cristo, para nós, seus discípulos, já não é tempo de “ficar olhando para o céu”, mas de dar testemunho. O próprio Cristo disse aos apóstolos: “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.” (Atos 1:1-11). O Batismo no Espírito é para nós o meio de renovar nossa vida e nos tornar cristãos autênticos, comprometidos com a vida da Igreja e da sociedade. Assim, tornamo-nos testemunhas de Jesus Cristo e de sua ressurreição, comprometendo-nos a participar da vida da nossa paróquia, a evangelizar nossa cidade e a nos tornarmos verdadeiros “Peregrinos de esperança”, cidadãos responsáveis por nossa casa comum, por nossa humanidade.
Santos Marcelino, Pedro, Charles Lwanga, Bonifácio e Norberto, rogai por nós
para que saibamos comunicar a mensagem da ressurreição: esperança, misericórdia, amor, fé, paz, justiça e vida nova.
Que nossas celebrações eucarísticas sejam uma oportunidade para louvar o Senhor e celebrar juntos como Família de Deus aqui em West Valley City.
West Valley City, 1º de junho de 2025
SEXTO DOMINGO DA PÁSCOA
Paz e salvação: dons de Jesus por meio do Espírito Santo
Queridos irmãos e irmãs,
Jesus continua seu discurso de despedida aos amigos. Ele é a
luz (Ap 21:10-14, 22-23) que ilumina as nações e os povos da terra. É Ele quem nos dá a
verdadeira paz, o Espírito Santo e a salvação.
Estamos prontos para receber a paz que Jesus Cristo nos oferece? O que estamos fazendo com o dom do Espírito Santo, que recebemos no dia do nosso batismo e confirmamos no dia da nossa Confirmação? Por que há tantos conflitos no mundo? O que estamos fazendo para resolvê-los? Em que pé estão a "Pax Romana" e a "Pax Americana"? Como estamos vivendo hoje em nossas comunidades paroquiais e diocesanas e em nossas cidades?
Ler os sinais dos tempos: conflitos, guerras...
O que está acontecendo ao nosso redor? Atualmente, em todo o mundo, há conflitos entre indivíduos, amigos, irmãos e irmãs, nações e povos. Temos o caso da República Democrática do Congo (RDC), que sofre uma guerra de invasão há trinta anos, com milhões de mortos. Há a guerra entre a Ucrânia e a Rússia; Israel, que está destruindo a Palestina (Gaza); e muitos outros conflitos armados pelo mundo. Alguns desses conflitos são motivados por interesses socioeconômicos, políticos ou simplesmente hegemônicos. Outros, por razões religiosas ou espirituais. Para resolver esses conflitos, alguns optaram pela guerra ou pela força, enquanto outros escolheram o diálogo ou a diplomacia. No fim, vidas humanas (de homens e mulheres, crianças e idosos) são destruídas por interesses egoístas. É possível que todos vivam em paz. Em 1963, o Papa João XXIII, em sua encíclica “Pacem in Terris (PT) — Sobre a paz entre todos os povos, fundada na verdade, na justiça, no amor e na liberdade”, afirmou no número 1: “A paz na terra — tão ardentemente desejada e procurada pela humanidade ao longo dos tempos — não pode ser estabelecida nem garantida senão pelo respeito fiel à ordem estabelecida por Deus.”
O Espírito Santo, protagonista da paz nas primeiras comunidades cristãs
Nas primeiras comunidades cristãs,
surgiu o problema da salvação dos irmãos e irmãs dentre os povos, condicionada à circuncisão. Sem ela, não poderiam ser salvos. Essas primeiras comunidades cristãs
(Atos 15:1-2, 22-29) nos oferecem um exemplo de
gestão e resolução de conflitos com vistas à coexistência pacífica.
Paulo e Barnabé tentaram resolver o problema do ensinamento sobre a salvação, que gerava confrontos e discussões acaloradas na comunidade. Eles percorrem
este processo:
conhecer e identificar o problema, discuti-lo com a comunidade, encontrar homens e mulheres sábios que possam facilitar uma solução para o problema,
tomar a decisão levando em conta o que o Advogado, o Paráclito e o Espírito Santo nos ensinam,
e comunicar às comunidades de base o que devem fazer. Neste
Ano Jubilar da Esperança, esperamos que o Espírito Santo nos ajude a viver em paz em nossas famílias e comunidades. Que o mesmo Espírito ajude os líderes deste mundo a serem
“Peregrinos da Esperança”,
a encontrar caminhos e meios, soluções para todos os conflitos armados (ou não armados) que ofendem a imagem de Deus, que é o homem e a mulher.
Que o Paráclito nos ajude a lembrar e nos ensine a amar a Deus, a sermos construtores da paz que Jesus Cristo nos dá e a estarmos sempre alegres.
A salvação como dom gratuito de Jesus Cristo
A salvação não depende da circuncisão nem de outras regras especiais.
A salvação é integral: humana e espiritual, corpo e alma.
É um dom de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, Deus conosco
(Ap 21:10-14, 22-23). Para uma convivência harmoniosa e uma paz duradoura, devemos amar a Deus, nossos irmãos e irmãs, respeitá-los como seres humanos, imagens de Deus, escutar uns aos outros e viver fazendo a vontade de Deus. Espero que isso nos ajude em nossos relacionamentos interpessoais, especialmente nas relações entre nações e povos.
Jesus, concede-nos a verdadeira paz que só tu podes dar ao mundo!
(Jo 14:23-29)
Enquanto aguardamos o Espírito Santo,
Maria, Rainha da Paz, São Filipe Néri, Santo Agostinho de Cantuária e São Paulo VI,
rogai por nós, pela paz no mundo, na República Democrática do Congo, na Ucrânia, em Gaza e em tantos outros lugares do mundo onde existem focos de guerra desconhecidos ou esquecidos.
West Valley City, 25 de maio de 2025
QUINTO DOMINGO DA PÁSCOA
“Eis que faço novas todas as coisas”: esperança e amor
Queridos irmãos e irmãs,
Neste quinto domingo da Páscoa, temos a alegria de contar com o Papa Leão XIV como “Vigário de Cristo” aqui na terra. Também temos a alegria de vivenciar a primavera: as árvores estão cobertas de flores, os jardins estão lindos e o clima é excelente. Agora, tudo renasce, tudo é belo. Jesus renova todas as coisas: as comunidades cristãs, as paróquias, as dioceses, sua família, seu relacionamento com Deus e o amor entre nós. Estamos prontos para colaborar nesta obra de Deus, de Cristo? Como você renova sua vida, seu matrimônio e sua vida espiritual? Como Jesus Cristo pode transformar sua vida e sua família?
“Eis que faço novas todas as coisas.”
Deus, em seu amor, criou tudo. Ao terminar sua obra, viu que
tudo era muito bom.
“Deus contemplou toda a sua obra e viu que tudo era muito bom.”
(Gn 1:31). Jesus, o Filho de Deus, continua a obra de seu Pai,
fazendo novas todas as coisas
(Ap 21:5). Ele tem o poder de fazer isso em sua vida pessoal, em sua família e também em nossa família de São Pedro e São Paulo. A ele sejam dadas a honra, a glória e o poder! Neste
Ano Jubilar, entremos nesta Esperança, nesta alegria e nesta felicidade que Cristo nos abre. Com Ele, tudo é possível para Deus
(Mt 19:26),
“nada é impossível”
(Lc 1:37).
Paulo e Barnabé: a renovação das comunidades
Paulo e Barnabé conduziram
um apostolado missionário muito bem-sucedido, levando o Evangelho aos gentios e
encorajando os discípulos de Jesus a perseverarem na fé
(Atos 14:21b-27). Movidos pelo Espírito Santo, construíram comunidades fortes e dinâmicas, cada uma com seus líderes. Outra coisa importante que gostaria de compartilhar com vocês é
a prestação de contas do nosso apostolado ao povo de Deus, compartilhando os frutos da missão com a Comunidade Eclesial de Base. Essa também é uma maneira de avaliar o trabalho pastoral, a missão e tudo o que a comunidade vive, faz e experimenta. Um exemplo pastoral e missionário a ser seguido por nossos grupos, equipes paroquiais e comunidades paroquiais e diocesanas.
Interpretar os sinais dos tempos e da realidade, rezar e jejuar, confiar em Deus e perseverar na fé, prestar contas à comunidade de tudo o que fazemos e avaliar o trabalho pastoral ou o projeto de evangelização são elementos importantes para construir e renovar comunidades.
O amor no centro de tudo: amar como Jesus nos ama
As comunidades renovadas pelo poder da ressurreição são
comunidades vibrantes.
O amor está no centro de tudo. É pelo amor e pela maneira como amamos uns aos outros que as pessoas reconhecerão que somos discípulos verdadeiros e autênticos de Jesus
(Jo 13:34-35).
Jesus Cristo é o modelo desse Amor:
“Assim como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. Ele está sempre conosco. É ele quem renova seu apostolado, sua missão, seu matrimônio, a vida de seus filhos, nossa paróquia, meu ministério sacerdotal, nossa comunidade e nossa Igreja local em Salt Lake City. Sem esse amor, essa
“espiritualidade de comunhão”, todos os nossos planos pastorais seriam inúteis, como disse
São João Paulo II no início do novo milênio
(Novo Millennio Ineunte #43-45).
Santa Maria, primeira discípula de Jesus,
São Bernardino de Sena, Cristóvão Magalhães e Rita, rogai por nós e ajudai-nos
a fazer de nossa cidade, de nossa Igreja e de nossa humanidade um novo céu, uma nova terra, a nova Jerusalém cheia de amor e esperança.
West Valley City, 18 de maio de 2025
QUARTO DOMINGO DA PÁSCOA
Jesus Cristo, o Bom Pastor de todos
Queridos irmãos e irmãs,
Neste quarto domingo da Páscoa, a Igreja nos apresenta a imagem de Jesus Cristo como o Bom Pastor. Ele é para todos, sem distinção. Ele dá a vida por suas ovelhas, e elas o escutam, o conhecem e o seguem. O mesmo acontece conosco, as ovelhas de hoje? Escutamos a voz do Bom Pastor ou as vozes que nos bombardeiam diariamente nos jornais, na televisão, nas redes sociais e nos anúncios? Nós o conhecemos e estamos prontos para segui-lo? Somos missionários à maneira de Paulo e Barnabé?
Neste domingo, celebramos também o “Dia Mundial de Oração pelas Vocações” e o
“Dia das Mães”.
Neste tempo de crise vocacional, nossas famílias e comunidades estão rezando pelas vocações? Como valorizamos o dom de nossas mães? Elas estão prontas para evangelizar como Paulo e Barnabé? Seguem o exemplo do Bom Pastor em sua missão de mães?
Missionários corajosos e abertos, sem ciúmes.
Hoje, mais do que nunca,
a Igreja precisa de missionários corajosos, abertos à graça de Deus, guiados pelo Espírito Santo e acolhedores. Paulo e Barnabé proclamaram a Palavra de Deus de Antioquia da Pisídia até Icônio. Aos judeus e aos convertidos,
“exortaram-nos a permanecer fiéis à graça de Deus”
(Atos 13:14, 43-52). Diante da rejeição dos judeus à Palavra de Deus e de sua inveja, esses dois missionários prosseguiram sua missão em Icônio. Os gentios que acolheram essa Palavra de Deus tornaram-se discípulos,
“repletos de alegria e do Espírito Santo”. Eis um exemplo a ser seguido por nós, missionários de hoje. A Palavra de Deus deve chegar a todos os cantos do mundo.
Pastor de todos: nações, raças, povos e línguas.
São João, na segunda leitura
(Apocalipse 7:9, 14b-17), nos apresenta a imagem do Bom Pastor, o Cordeiro
que está no centro do trono. A multidão incontável ao seu redor é formada por toda a humanidade: nações, raças, povos e línguas.
São aqueles que lavaram suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. O Bom Pastor cuida deles. Há intimidade e comunhão entre Ele e esses salvos. Ele os conduz
“às fontes de água da vida” e enxuga “toda lágrima de seus olhos”.
Um Pastor que dá a vida por suas ovelhas: ouvir, conhecer e seguir.
Jesus Cristo, o Bom Pastor, afirma que é
UM com seu Pai
(Jo 10:27-30). Somos convidados a ser um com Cristo. Deve haver uma
comunhão profunda entre Ele e nós. Devemos
ouvir sua voz, aquela que nos ajuda a viver bem em paz com os outros, a escolher o caminho certo e que nos dá a vida eterna, isto é, a vida divina. O Bom Pastor
conhece
cada um de nós pelo nome, nos ama e nos guia pelo caminho certo. Senhor Jesus, ajuda-nos a conhecer-te e amar-te até o fim de nossas vidas! Hoje, mais do que nunca, ouvindo a voz do Bom Pastor, conhecendo-o e amando-o, devemos
segui-lo. Ajuda-nos, Senhor, a permanecer unidos a ti para sempre e a seguir-te aonde quiseres! Neste
Dia Mundial de Oração pelas Vocações, Jesus, Bom Pastor, rogai por nós, para que os jovens de nossa paróquia descubram a beleza e a alegria de ser padre, religioso ou diácono a serviço dos outros e de nossas comunidades.
Bendito seja o Senhor Deus pelo dom de nossas mães!
Neste dia da vossa festa,
aceitai nossos melhores votos de santidade, paz, saúde e prosperidade. Obrigado por serem boas pastoras que nos amam e nos ensinaram a caminhar, amar, rezar, ajudar os outros e seguir Jesus.
Santos Matias, Pancrácio e Isidoro, rogai por nós
para que
ouçamos a voz do Bom Pastor, o amemos e o sigamos. Que todos aqueles que cuidam do vosso povo (líderes das nações, das igrejas e das comunidades) sigam o exemplo de Cristo, o Bom Pastor, que dá a vida por suas ovelhas.
West Valley City, 11 de maio de 2025
TERCEIRO DOMINGO DA PÁSCOA
Ser testemunha da Ressurreição de Cristo e pescador de homens
Queridos irmãos e irmãs,
Neste
Terceiro Domingo da Páscoa, a Palavra de Deus nos exorta a sermos
testemunhas autênticas da ressurreição de Cristo, pescadores de homens e a fazer parte do grupo daqueles que afirmam:
“Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor e a honra, a glória e o poder, pelos séculos dos séculos.” Como podemos ser testemunhas autênticas da ressurreição de Cristo? Como podemos ser pescadores de homens hoje?
Ser testemunhas autênticas da Ressurreição de Cristo
Os apóstolos, especialmente
Pedro na primeira leitura
(Atos 5:27b-32, 40b-41) e
João na segunda
(Ap 5:11-14), afirmam com destemor e coragem que Jesus ressuscitou e que ele é “digno, o Cordeiro que foi imolado, de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor”. Também é importante observar que
Simão Pedro, Tomé, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos experimentaram o poder do Ressuscitado em seu trabalho cotidiano. Hoje, nós também,
Peregrinos da Esperança de São Pedro e São Paulo, somos convidados a seguir o exemplo desses irmãos das primeiras comunidades cristãs.
Como Pedro,
vamos
seguir Jesus Cristo e
apascentar seus cordeiros e suas ovelhas, vivendo livremente nossa fé e crendo em Jesus Cristo ressuscitado.
Pescadores de homens
Os discípulos de Cristo experimentam a pesca sem Cristo e com Cristo
(Jo 21:1-19). Por iniciativa própria, trabalham a noite toda sem pescar nada. À palavra do Ressuscitado, pescam
153 peixes grandes. Ser pescadores de homens significa juntar-se à equipe de homens e mulheres que devolvem a vida e a esperança aos outros, que os ajudam a sair de seus guetos, a respirar o sopro novo de Cristo, a confiar no Cristo Ressuscitado e a experimentar os efeitos da Páscoa em nosso cotidiano (casamento, família, trabalho, comunidade paroquial, sacerdócio, juventude).
O pescador de homens trabalha pela unidade na diversidade. Apesar dos 153 peixes grandes,
“a rede não se rompeu.”
Somos chamados
a construir a Igreja na unidade, sem divisões, discriminação ou racismo. Rezamos para que os cardeais elejam o sucessor do papa Francisco. Que ele seja o “Bom Pastor”, segundo o Sagrado Coração de Jesus, e trabalhe pela catolicidade da Igreja e por sua unidade na diversidade.
Santos João de Ávila e Damião de Veuster, rogai por nós
para que sejamos testemunhas autênticas da Ressurreição de Cristo, pescadores de homens corajosos, que amam a Cristo e são apaixonados pelo Evangelho, pela missão e pela salvação integral do Povo de Deus.
West Valley City, 4 de maio de 2025
SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA
A misericórdia divina de Deus, as dificuldades e obscuridades da fé
Queridos irmãos e irmãs,
“Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, seu amor e sua misericórdia são eternos” (Salmo 118:2-4, 13-15, 22-24). A misericórdia de Deus é grande para conosco! Cristo ressuscitou; está entre nós. Está presente em nossa família paroquial de São Pedro e São Paulo. Sua ressurreição é o fundamento de toda a vida das comunidades cristãs e católicas. É, de fato, o alicerce de nossa família aqui em West Valley. Somos a Igreja que celebra seu triunfo sobre a morte e o mal
(Ap 1, 9-11a. 12-13. 17-19).
Somos misericordiosos como Deus é misericordioso conosco? A ressurreição de Cristo é realmente o fundamento da vida de nossa comunidade paroquial? Quais são nossas dificuldades para acreditar que Jesus realmente ressuscitou? Como a Bíblia pode nos ajudar?
A misericórdia de Deus: perdão, sinais e milagres
Nossas comunidades paroquiais e diocesanas devem tomar como exemplo a comunidade de
Atos 5:12-16: a ação apostólica acompanhada de sinais e milagres, a comunhão fraterna na oração e na vida, a força do testemunho e do exemplo. A fé na ressurreição de Cristo torna esses milagres possíveis na vida dos apóstolos — e por que não também na nossa?
Obrigado, Senhor Jesus Cristo, pelos
dons da paz e do
Espírito Santo concedidos aos teus apóstolos, e
pelo poder de perdoar os pecados. No
Sacramento da Penitência e da Reconciliação, ofereces-nos tua grande misericórdia e uma nova oportunidade de voltar a Deus. Agradecemos também a
Santa Maria Faustina Kowalska e aos
papas São João Paulo II (Dives in Misericordia, 30 de novembro de 1980) e
Francisco (Misericordia et misera, 20 de novembro de 2016, e Dilexit Nos, 24 de novembro de 2024), que nos ajudaram a compreender e viver a misericórdia de Deus.
Crer: dificuldades, obscuridades e profissão de fé
A fé é um longo processo de crescimento que passa por crises, obscuridades e dúvidas, e chega à autêntica profissão de fé em Jesus Cristo: “Meu Senhor e meu Deus!”. Tomé é o exemplo
(Jo 20, 19-31) para nós e para nossas comunidades. O encontro com o Ressuscitado transforma tudo na vida pessoal, no casamento e na família. Que o Espírito Santo nos acompanhe nesse crescimento na fé.
Meu irmão e minha irmã, a
Palavra de Deus,
as orações e
as devoções podem nos ajudar a acolher a fé, aprofundá-la e professá-la sem medo e com convicção.
Jesus Cristo, meu irmão, aumenta a nossa fé.
Santos Pedro Chanel, Luís Maria Grignion de Montfort, Catarina de Sena, Pio V, Joseph the Worke, Atanásio, Filipe e Tiago,
rogai por nós e
ajudai-nos a celebrar o triunfo de Cristo sobre a morte e o mal, e a professar publicamente a nossa fé.
Tenha uma abençoada jornada pascal!
West Valley City, 27 de abril de 2025
A RESSURREIÇÃO DO SENHOR
Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo: Raiz da nossa Existência, Fé e Missão
Caros irmãos e irmãs,
“A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular. Isso foi obra do SENHOR, é maravilha aos nossos olhos…
Este é o dia que o Senhor fez; exultemos e alegremo-nos nele.” Que esta
Páscoa seja para nós um
dia de alegria e festa.
Cristo ressuscitou, aleluia! Após
quarenta dias de oração, jejum e caridade,
celebramos o dia da nossa salvação, a mãe de todas as festas.
Quem anuncia esta Boa-Nova aos outros? Qual é o conteúdo desta mensagem? Qual era o “estilo de evangelização” de Pedro e como ele pode nos ajudar hoje? Ressuscitamos com Cristo? Como
peregrinos de esperança, o que fazemos com a vida nova que recebemos pelo batismo?
Uma mulher, primeira testemunha da Ressurreição de Jesus Cristo
No
Evangelho de São João (Jo 20: 1-9),
a mulher é honrada e ocupa o primeiro lugar. É de fato uma mulher,
Maria Madalena, que vai até
Simão Pedro para lhe contar a notícia de que o túmulo estava vazio!
Devemos acreditar nela? Certamente, pois Pedro e o
“discípulo que Jesus amava” confirmaram a notícia quando chegaram ao túmulo:
“viu e acreditou”. Cristo ressuscitou, aleluia!
“…Viu os panos de linho estendidos no chão e o pano que cobrira a cabeça de Jesus, não junto com os panos, mas enrolado à parte…”; ao ver tudo isso, não se acreditaria que Cristo ressuscitou. Era preciso
abrir os olhos da fé para ver e acreditar. “Sim, Cristo, minha esperança, ressuscitou.”
A fé fortalece a vida do peregrino de esperança
A fé é uma dimensão importante da nossa vida como cristãos e discípulos de Cristo.
Sem a Ressurreição de Cristo, nossa fé seria vã,
afirma
São Paulo (1 Cor 15:14). Portanto,
os alicerces da nossa fé cristã são a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
São Pedro (Atos 10: 34a.37-43) e São Paulo (Col 3: 1-4) afirmam que nossa existência, nossa vida, mudou completamente por causa desses dois acontecimentos. Pelo batismo, ressuscitamos com Cristo e devemos
“buscar as coisas do alto”:
amor, misericórdia, paz, justiça etc.
Essa é a missão dos peregrinos da esperança que somos.
A missão do Peregrino da Esperança
Por fim,
devemos sair, deixar o túmulo e ir para a Galileia. Devemos seguir o exemplo de Pedro, que chega a Cesareia e faz um
primeiro anúncio querigmático:
o mesmo Jesus Cristo que foi morto na Cruz, Deus o ressuscitou, e ele vive novamente. Agora, nossa missão é evangelizar o povo de Deus aqui em West Valley City. Qual estilo de evangelização? O cardeal Gianfranco Ravasi propõe o de Pedro, que me parece excelente:
“baseado nos fatos, nas expectativas das populações e nos beneficiários concretos; comparar essas expectativas com o conteúdo do Evangelho: anúncio da paz, da libertação e da justiça, que é salvação, dom de Deus para todos os homens.”
O Peregrino da Esperança tem a missão de ser homem ou mulher de esperança, de
anunciar com alegria, convicção e sem medo que Jesus Cristo está vivo.
Senhor Jesus Cristo, aumenta a nossa fé,
para que sejamos testemunhas verdadeiras e autênticas da tua Ressurreição, peregrinos de esperança.
São José, rogai por nós.
FELIZ PÁSCOA.
West Valley City, 20 de abril de 2025
DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR
A misteriosa fecundidade da dor e da morte....A mensagem de Deus aos desanimados
Queridos irmãos e irmãs,
Chegamos ao
Domingo de Ramos, à
entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Louvado seja o Senhor! Nossos irmãos e irmãs do programa OICA/OCIA concluíram seus Escrutínios e receberam o “Credo” e o “Pai-Nosso”. Nossa Família de São Pedro e São Paulo, com toda a caminhada espiritual e humana desta Quaresma, foi bem preparada por meio de:
missas, abstinência, caridade, Via-Sacra, diferentes momentos de formação, retiro diocesano e retiro paroquial, além dos outros retiros (noivos, jovens e jovens adultos, casais).
Nossa Família de São Pedro e São Paulo se reconciliou com Deus e entre nós, irmãos e irmãs. Estamos prontos para começar a
Semana Santa, celebrar com fé o “Tríduo Pascal” e, por fim, celebrar com alegria a
Páscoa da Ressurreição de Cristo.
Neste
domingo, vivemos a “misteriosa fecundidade da dor e da morte”.
Esta é a mensagem de Deus ao mundo, aos desanimados e a todos os que sofrem neste mundo: na Ucrânia, na Nicarágua, no Peru, no Equador, na Venezuela, na Colômbia, em Honduras, na Guatemala, em El Salvador, no México, na Argentina, no Brasil, na República Democrática do Congo, na Turquia, na Síria e em nosso país, os Estados Unidos da América.
Pensamos de modo especial nos missionários:
doentes, crianças, leigos, religiosos, diáconos, padres, bispos etc. O Servo Sofredor do livro do
profeta Isaías (Is 50: 4-7) representa todas essas pessoas que sofrem. Fortalecidos pela força que recebemos na Eucaristia, Fonte da Misericórdia, temos a missão e o dever de viver nossas
promessas batismais como profetas, reis e sacerdotes. Com nosso
sacerdócio comum, devemos rezar por aqueles que sofrem e ajudá-los. Deus está sempre ao nosso lado.
São Paulo (Fl 2: 6-11) e o
Evangelho de Lucas (Lc 22, 14 – 23, 56) nos falam de Cristo como o
verdadeiro Servo Sofredor. Como Filho de Deus, como Deus, ele se fez homem como nós (sem pecado), para sofrer e morrer na Cruz para nos salvar e nos dar vida! Assim, podemos compreender a
fecundidade da dor e da morte!
Meu irmão e minha irmã, sejamos
fiéis a Deus,
a Cristo e à sua Igreja,
fiéis aos nossos compromissos:
matrimoniais, sacerdotais, religiosos e de simples discípulos missionários de Cristo.
De joelhos, adoremos o Senhor e proclamemos, com nossa
língua e nossa vida, que “Jesus é o Senhor”, meu Senhor e meu Deus.
Convido todas as nossas famílias de Saints Peter and Paul a celebrar com fé, devoção e alegria a
Quinta-feira Santa,
a Sexta-feira Santa,
a Vigília Pascal e
a Páscoa da Ressurreição.
Feliz Páscoa a todos!
West Valley City, 13 de abril de 2025
QUINTO DOMINGO DA QUARESMA
A alegria de recordar o Deus misericordioso abre nosso coração à esperança pascal
Queridos irmãos e irmãs,
Ao final da Quaresma, o
Quinto Domingo da Quaresma já nos prepara para o que viveremos na semana seguinte:
a memória da libertação, as maravilhas de Deus, a vida nova em Cristo e o amor sem limites de Deus.
Você se lembra das maravilhas de Deus em sua vida, em seu casamento, em seu trabalho, em nossa Paróquia São Pedro e São Paulo? Você sabe que Deus é e sempre será o Senhor da História? O encontro com Jesus Cristo mudou sua vida? Você está pronto para deixar tudo para trás e imitá-lo? Você é fiel à Aliança com Deus, firmada no dia do seu batismo? Você é misericordioso com seus irmãos e irmãs? Você odeia e marginaliza as mulheres ou segue a nova atitude de Jesus Cristo em relação a elas?
A alegria de recordar o Deus misericordioso e abrir os olhos à esperança. O Deus que Jesus Cristo nos revelou no domingo passado convida Israel a reconhecer as maravilhas do passado (a Aliança, a travessia do Mar Vermelho, o retorno a Jerusalém vindo da Babilônia, a libertação), mas com
os olhos voltados para a esperança de um futuro melhor
(Is 43:16-21). O povo recorda as obras de Deus com gritos de alegria
(Salmo 126:1-2, 2-3, 4-5, 6), pois ele está
“fazendo algo novo” (uma nova semente),
um mundo novo, uma vida nova. O que Deus fez no
passado, também fará por nós
hoje e continuará agindo da mesma maneira
amanhã. Ele é e continua sendo o
Senhor da história, do passado, do presente e do futuro. Libertará os cativos, os escravos e a “Babilônia” de hoje.
Jesus continua realizando essa obra por meio de nossas mãos e de nossas comunidades.
Jesus valoriza e reabilita o homem e a mulher: ame a pessoa, não o pecado.
São Paulo (Filipenses 3,8-14) e a
mulher do Evangelho de
São João (João 8,1-11)
experimentam
a misericórdia de Deus.
Paulo encontra Jesus, que transforma completamente sua vida. Ele o ama e compartilha a vida com ele. Diz:
“já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim”
(Gálatas 2,20). O
objetivo,
a única coisa que importa para ele é Cristo; todo o resto (vantagens, Lei, circuncisão) ele considera como lixo. Com essa decisão firme, Paulo seguiu seu caminho até morrer em Roma.
O que importa para ele é a fé em Cristo, o poder da ressurreição dele e viver unido a ele. Quanto à
mulher adúltera, humilhada, pecadora e triste, ela também
encontra Jesus.
Ele lhe restitui o valor e a dignidade de mulher. Ela experimenta
a misericórdia divina, o amor sem limites de Deus, e é salva.
Deus enviou seu Filho para nos dar uma vida nova, não para nos condenar.
São João Batista de La Salle e Santo Estanislau, rogai por nós
para que caminhemos juntos rumo às celebrações da Páscoa, cheios de alegria e gratidão ao nosso Libertador. Que sejamos misericordiosos com os outros, assim como Deus é misericordioso conosco. Que a ressurreição de Jesus seja nossa alegria, nossa força e nossa esperança.
West Valley City, 6 de abril de 2025
QUARTO DOMINGO DA QUARESMA
Pai pródigo: Deus nos ama a todos, e nós amamos uns aos outros?
Queridos irmãos e irmãs,
A antífona de entrada deste
Quarto Domingo da Quaresma, também conhecido como
“Domingo Laetare”, começa com estas palavras:
“Alegra-te, Jerusalém, e vós todos que a amais. Exultai de alegria, vós todos que estáveis de luto; exultai e saciai-vos em seus seios consoladores.” Hoje, nossos corações transbordam de alegria, pois daqui a alguns dias
celebraremos a Páscoa, a alegria dos
nossos catecúmenos, que receberão os sacramentos, e a alegria de nossa comunidade, que começará, após a Páscoa,
a experiência das
Pequenas Comunidades Fraternas (SFC) para partilhar a Palavra de Deus.
No meio da nossa peregrinação quaresmal, Jesus nos revela mais uma vez a
verdadeira face do Pai, que nos ama profundamente e está disposto a correr o risco de nos dar tudo de que precisamos.
É ele quem vem primeiro nos procurar quando estamos perdidos, tristes ou zangados, para celebrar a festa com ele!
Nós, filhos de Deus, estamos prontos para “entrar na alegria do Pai” quando um irmão ou irmã que estava perdido volta para a família? Como resolvemos nossos problemas em família: entre pais e filhos, entre pai e mãe, ou entre irmãos? Qual é a verdadeira imagem de Deus Pai que seu Filho Jesus nos revela? Neste meio da Quaresma, você já começou a trilhar o caminho de uma “vida nova”, uma "metanoia" (μετάνοια), uma vida de maturidade e responsabilidade? Que relação Jesus tinha com os pecadores?
Em todas as famílias humanas, nunca faltam problemas. A questão é como encontrar soluções que promovam a paz, para que possamos viver juntos com alegria como irmãos e irmãs.
O tempo da Quaresma é este tempo de convivência harmoniosa, seguindo o exemplo do “Pai Misericordioso”.
A verdadeira face do Pai, revelada por Jesus. Também neste domingo, Jesus nos revela a
verdadeira imagem do Pai. Ele remove a
“vergonha do Egito”
(Js 5:9a, 10-12). Ele sempre escuta o clamor de seus filhos, que somos nós, e responde prontamente às nossas necessidades. Pelo
batismo e pelo
sangue de seu Filho amado, ele nos torna
novas
criaturas
(2 Cor 5:17-21). Esse Pai bom, terno e misericordioso
(Lc 15:1-3, 11-32)
apaga nossos pecados e não nos culpa por nossas falhas ou erros.
Ele está ao lado de todos: pagãos, judeus, convertidos, brancos, negros ou amarelos! Ele
se alegra quando voltamos para ele, quando tomamos a
firme decisão de ir ao seu encontro. Ele ama seus filhos, ou seja,
ama a todos nós, sem distinção de cor, classe, condição social ou qualquer outra. “Deus, nosso Pai”
respeita nossa liberdade e nossas escolhas, até mesmo as mais radicais.
O que ele quer é nossa conversão, nossa mudança de coração e que vivamos na alegria. Nós também devemos imitar esse Pai.
O tempo da Quaresma é uma ocasião para conhecer a verdadeira face do Pai e imitá-lo.
Agradecemos por todas as obras de Deus e por todos os compromissos. Por todas essas obras deste Pai bom, amoroso e misericordioso,
nós, peregrinos de esperança, devemos sempre nos lembrar de Deus, nosso
Pai,
Jesus, nosso Salvador, e do
Espírito Santo, nosso Consolador. Devemos,
com nossos lábios, nosso corpo, nossas mãos, nossas danças e nossas canções, bendizer, louvar e glorificar o Senhor em todos os momentos
(Salmo 34:2-3, 4-5, 6-7). Em suma, “entrar na alegria do Pai”.
Não devemos considerar nossa relação com o Pai em termos de contabilidade, cálculos ou interesse próprio.
Ela deve ser de amor gratuito, de consciência de nossas limitações e de busca por sua ajuda, por sua salvação. Como filhos e filhas de Deus,
devemos amar uns aos outros e nunca nos considerar melhores que os demais, como o segundo filho do Evangelho.
Peregrinos de esperança, “novas criaturas”, devemos nos reconciliar com Deus e com nossos irmãos e irmãs. Não sabemos se o filho mais velho entrou no salão do banquete! Somos, portanto,
“embaixadores de Cristo”, da paz e da reconciliação.
São Francisco de Paula, Santo Isidoro e São Vicente Ferrer, rogai por nós,
para que amemos os outros como Deus nos ama e nos alegremos com o perdão e a reconciliação, seguindo o exemplo de Deus.
West Valley City, 30 de março de 2025
TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA
Vi a aflição do meu povo: Deus nos ama e nos liberta
Queridos irmãos e irmãs,
No domingo passado, falamos do Peregrino da Esperança, fiel à Aliança e enviado para transformar o mundo. Neste
terceiro domingo da Quaresma, falaremos da revelação da
identidade do Deus da vida e da
atitude do Peregrino da Esperança
diante da escolha que precisa fazer durante sua peregrinação na terra.
Você conhece o Deus vivo? Conhece seu nome? Sabe que ele está muito perto de você, conhece você, ama você e o liberta? Como Peregrino da Esperança, está pronto para renunciar ao mal e a todas as formas de escravidão? Neste mundo de “convivência das diferenças”, como podemos aprender a viver com humildade?
Neste mundo de
“coexistência das diferenças”, somos
convidados a conhecer a nós mesmos, a conhecer os outros e a conviver com humildade. Ao longo desta peregrinação, também somos chamados a conhecer a base, o fundamento da nossa fé: Deus nos ama e nos liberta do mal, da escravidão do pecado.
Identidade de Deus: bondoso e misericordioso – Na sarça ardente (encontro com Deus)
(Êxodo 3:1-8a, 13-15),
Deus revela seu nome, e descobrimos que ele nos ama e cuida de nós. Seu nome é:
“Eu sou aquele que sou… Eu sou… o Senhor”. Seis verbos expressam bem essa descoberta:
ver, ouvir, conhecer, descer, resgatar e tirar de. O Deus distante, Santo, aproxima-se dos seres humanos, vê sua miséria, ouve seus clamores, conhece seu sofrimento, desce para libertá-los e os conduz a uma nova terra (de leite e mel).
Ele defende os direitos dos oprimidos
(Salmo 103:1-2, 3-4, 6-7, 8, 11)
e é fiel à sua Aliança.
Ele é bondoso e misericordioso
(Lucas 13:1-9). Jesus não tem pressa em nos exortar a voltar para Deus e a produzir frutos abundantes de amor, misericórdia, paciência, justiça e fidelidade.
A Quaresma é tempo de redescobrir a verdadeira imagem de Deus (paciente e misericordioso) e de ser paciente e misericordioso com os outros. É tempo de enxergar a miséria ou a pobreza dos outros, ir em seu auxílio e colaborar na obra de libertação de Deus.
Atitudes do peregrino: renúncia e confiança em Deus – Diante deste Deus bom, paciente e misericordioso, a atitude dos seres humanos que vivem num mundo em crise geral e generalizada deve ser a renúncia ao pecado e ao mal (1 Coríntios 10:1-6, 10-12), aos ídolos de madeira ou pedra, como diz o salmista, ao jejum que agrada a Deus (Is 58:6), à busca de agradar a Deus e a não voltar à escravidão do passado. Nas provações da vida e do matrimônio, a atitude do Peregrino da Esperança é confiar plenamente em Deus, adorar o Rei dos reis e crer em sua misericórdia divina. A Quaresma é tempo de conversão, de escolher Deus e fazer o bem; tempo de oração e de humildade (pois somos todos pecadores). É tempo de voltar para Deus, libertar os oprimidos e ajudar os outros a se libertarem da escravidão.
Senhor Jesus Cristo, rogai por nós
para que sejamos santos Peregrinos da Esperança, que amam a Deus e ao próximo.
West Valley City, 23 de março de 2025
SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA
Peregrinos da esperança: fiéis à aliança e prontos para a transfiguração do mundo
Queridos irmãos e irmãs,
Após a primeira semana, estamos agora começando a
segunda semana da Quaresma.
Peregrinos da esperança, como diz o
Papa Francisco:
“Caminhemos juntos na esperança.” Somos
fiéis à Aliança que Deus fez com nosso "pai" Abraão e, fortalecidos pela transfiguração de Jesus Cristo, somos chamados a transformar este mundo caótico em que vivemos.
Você está pronto para caminhar com Jesus? Como está sendo sua experiência de oração, jejum e esmola? Você está pronto para vivenciar a "Via-Sacra" na próxima sexta-feira e caminhar junto às pessoas que sofrem, às famílias, aos casais e às nações? Você é fiel à Aliança? Como pode, durante esta Quaresma e mesmo depois, ser um agente de transformação ou transfiguração em sua vida, em sua família, em sua comunidade paroquial, em sua diocese, em sua cidade, em seu estado ou em sua nação?
A certeza de que o Senhor está conosco. Peregrinos da esperança, seguimos juntos rumo à Páscoa. Hoje, Jesus, com sua transfiguração, manifesta sua glória. Estamos convencidos de uma coisa e temos certeza dela:
o Senhor está conosco.
O salmista (Salmo 27:1, 7-8, 8-9, 13-14) confirma:
“O SENHOR é minha luz e salvação; de quem terei medo? O SENHOR é a proteção da minha vida; de quem terei pavor?” Em momentos tristes ou alegres, devemos confiar em Deus. Essa linguagem da fé abre caminho para a esperança.
“Creio que verei a bondade do SENHOR na terra dos vivos.” “Espera no SENHOR com coragem; sê forte e corajoso, e espera no SENHOR.”
A Quaresma é tempo de confiar em Deus, ter a certeza de que ele está conosco e buscar a sua face.
Fiéis à aliança como nosso "pai na fé". Abraão compreendeu bem o que acabamos de dizer. No rito da aliança entre Abraão e Deus
(Gen 15:5-12, 17-18), nosso "pai na fé" descobre o verdadeiro Deus, confia nele e honra seus compromissos. Ele permaneceu fiel a Deus e acreditou em suas palavras.
Sem fazer muitas perguntas, acredita. Sua vida, seus planos e sua conduta estão em harmonia com o plano de Deus. Ao concluir essa aliança, Deus dá duas coisas a Abraão:
descendentes (de não ter filhos a tornar-se pai de uma multidão) e a
terra.
Esse é um exemplo de fé que nós, descendentes de Abraão, devemos seguir.
A Quaresma é tempo de permanecer fiéis a Deus e à sua aliança.
Preparados para a transfiguração do mundo e para manifestar a glória de Deus. Deus está conosco (Emanuel). Sua presença próxima já não precisa ser demonstrada. Jesus Cristo está verdadeiramente presente em nós.
São Paulo (Filipenses 3:17 - 4:1), chorando (na prisão), nos convida
a fazer de Cristo o centro de nossa vida, e não de nossas práticas externas (circuncisão).
São Lucas (Lucas 9:28b-36) nos faz ouvir a voz de Deus, que nos pede para
“escutar” seu Filho e confiar nele. Pelo batismo, somos incorporados àquele que é Profeta, Rei e Sacerdote. Por sua transfiguração, ele nos transforma e nos dá forças para descer da montanha e transformar o mundo caótico, com todas as suas realidades.
O tempo da Quaresma é ocasião para escutar Jesus Cristo e transformar o mundo segundo o maravilhoso plano de Deus.
Santos Patrício, Cirilo de Jerusalém e José, rogai por nós,
para que sejamos fiéis à Aliança, à Cruz de Cristo (paixão, morte e ressurreição) e manifestemos a glória da ressurreição em nossa vida enquanto aguardamos sua vinda gloriosa.
West Valley City, 16 de março de 2025
PRIMEIRO DOMINGO DA QUARESMA
Quarenta dias caminhando com Jesus: escutar, discernir e encontrar
Queridos irmãos e irmãs,
Da
Quarta-feira de Cinzas até a
Missa da Ceia do Senhor, teremos quarenta dias de
jejum, oração e esmola. Além disso, três expressões nos acompanharão neste período:
escutar e recordar -
discernir e professar nossa fé -
encontrar Deus e abrigar-nos sob sua proteção.
Escutar, recordar e oferecer. Este
tempo da Quaresma é um momento privilegiado
para escutar Deus, que fala ao nosso coração, e um tempo de
memória agradecida.
Dedique tempo para escutar, ler a Palavra de Deus, meditá-la, contemplá-la e colocá-la em prática todos os dias (Lectio Divina). Convido você, meu irmão e minha irmã, a fazer essa Lectio Divina em família, uma vez por semana. A Palavra que está em sua boca e em seu coração
(Rom 10:8-13) desperta o desejo de conversão, suscita a fé, o diálogo e a oração. Ela nos ajuda a recordar todas as bênçãos de Deus.
Tudo o que somos e temos pertence a Deus. Devemos apresentar-lhe,
oferecer-lhe as primícias do nosso trabalho e das nossas colheitas
(Dt 26:4-10).
Discernir, professar nossa fé e assumir um compromisso. O tempo da Quaresma é tempo de
discernimento, de professar nossa fé e de nos comprometermos a ajudar os outros e cuidar da criação. Em meio a este mundo caótico, com tantas vozes contraditórias, é urgente nos formarmos no discernimento espiritual,
professando nossa fé por meio de um compromisso total com o bem, a beleza, a justiça e a paz.
Brancos, negros ou amarelos, temos um só Senhor, uma só fé e um só batismo. Com todo o coração, com nossos lábios e nossas ações, invoquemos o nome deste Senhor. Trabalhemos juntos (unidade na diversidade). Temos quarenta dias para nos formarmos na escola de Jesus! À luz da Palavra de Deus,
do jejum e da oração, podemos ouvir a voz de Deus e compreender seu maravilhoso plano para nós, nossa família paroquial de São Pedro e São Paulo.
Encontre Deus e habite sob sua proteção. A Quaresma é o
tempo do encontro com Deus e com nossos irmãos e irmãs. Ao ouvir a palavra de Deus, discernir e rezar, encontramos pessoalmente Jesus e o Senhor. Ele é o
Altíssimo, o Todo-Poderoso, o Senhor. Ele é
nossa segurança (Salmo 91:1-2, 10-11, 12-13, 14-15),
nosso refúgio. Ele envia seus anjos para nos proteger.
A Quaresma é tempo de habitar sob sua proteção. Jesus, no
Evangelho de São Lucas (Lc 4: 1-13), nos dá o exemplo. Durante quarenta dias, para não sucumbir às tentações de Satanás (fome, poder temporal e abandono de Deus ou ateísmo), Jesus se abriga junto ao Pai, deposita nele toda a sua confiança e se apoia em sua Palavra (sempre recorre aos textos bíblicos para responder a Satanás).
Jesus está presente no Santíssimo Sacramento e nos espera de segunda a sexta-feira, das 8h45 às 18h45. “…Vinde e vede…” (Jo 1:45-46). Dediquemos dez ou trinta minutos à adoração do Rei dos reis. Não podemos viver só de pão, mas da Palavra de Deus.
Virgem Maria, intercedei por nós
para que tenhamos força para vencer Satanás e combater o mal, permanecer fiéis a Deus e professar nossa fé sem medo de nada nem de ninguém.
West Valley City, 9 de março de 2025
OITAVO DOMINGO DO TEMPO COMUM
O projeto de Deus: a salvação de toda a humanidade
Queridos irmãos e irmãs,
Neste
oitavo domingo do Tempo Comum, Deus nos fala de seu
plano para salvar toda a humanidade. Ele tem um plano maravilhoso para nós, mas não nos salva sem a nossa participação. Por meio de seu Filho Jesus Cristo, ele se fez um de nós para nos trazer a
salvação, uma vida nova.
Como Deus realiza seu plano? Meu irmão, minha irmã, você está pronto para aceitar esse plano de Deus? Em sua família, em nossa comunidade de São Pedro e São Paulo, como você se comporta? Como você vê os outros: julgando-os, enxergando seus defeitos ou ajudando-os a crescer na fé e na vida? Qual é o papel de Cristo nesse plano?
Demos graças a Deus — O ser humano dá graças a Deus por suas maravilhas. Canta o seu nome. Anuncia seu amor e sua fidelidade
(Salmo 92,2-3.13-14.15-16)
aos que não o conhecem ou rejeitam seu
plano de salvação. O ser humano confia no amor gratuito, inesgotável e eterno de Deus. Ao longo da história da humanidade, apesar das aventuras, dos erros e das infidelidades humanas,
Deus mantém seu plano para nos salvar. Quanto a nós, como os recém-batizados no tempo de Ben Sira, o Sábio (autor do livro de Eclesiástico ou Sirácida)
(Sir 27,4-7),
sigamos as instruções morais que ele nos oferece, busquemos nossa sabedoria na Lei de Deus e a transmitamos às gerações futuras. Que nossas palavras, nossa linguagem e nossas expressões sociais reflitam o que realmente somos: filhos de Deus com um
coração bom como o de Cristo (Papa Francisco,
Delexit Nos
[DN]).
Cristo Ressuscitado: vitória sobre a morte e o pecado - Cristo, enviado por seu Pai para curar e salvar a humanidade, está presente em nossas vidas e comunidades. Ele nos ama e realiza o plano de seu Pai. Seu coração é imenso e acolhe a todos nós. O Papa Francisco afirma com razão: “O Sagrado Coração é o princípio unificador de toda a realidade, pois ‘Cristo é o coração do mundo, e
o mistério pascal de sua morte e ressurreição é o centro da história, que, por causa dele, é uma história de salvação’…
O coração de Cristo, como símbolo da fonte mais profunda e pessoal de seu amor por nós, é o próprio núcleo do anúncio inicial do Evangelho. Está na origem da nossa fé, como fonte que revigora e vivifica nossas crenças cristãs” (DN 31 & 32).
A vitória de Cristo sobre a morte e o pecado é a vitória do Projeto de Deus e nosso. Ela inaugura uma nova humanidade fundada no amor, na fraternidade, no perdão, na paz e na justiça. “Mas graças sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.”
(1 Cor 15:54-58). Cada um de nós tem a responsabilidade de realizar o maravilhoso Plano de Deus, sempre e em toda parte.
A convivência entre irmãos na comunidade
(Lc 6, 39-45) – Cristo ressuscitado está vivo, está entre nós, é nossa esperança, nossa vida, nosso pão. Ele nos amou e nos salvou. Em nossas comunidades familiares, paroquiais ou diocesanas, nós, que ressuscitamos com Cristo e fomos curados por ele de nossa cegueira,
olhemos para os outros como ele olha para nós. Amemo-los como ele nos ama, não os julguemos e muito menos procuremos seus defeitos. Coloquemos em prática a exortação de
São Paulo: “…sede firmes, inabaláveis, sempre dedicados plenamente à obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é em vão.” Que este tempo da Quaresma seja para nós uma oportunidade de fortalecer nossos laços de fraternidade por meio do jejum, da oração e do amor.
Santos Catarina Drexel, Casimiro, Perpétua, Felicidade e João de Deus, rogai por nós,
para que sejamos verdadeiros discípulos, transformados por Jesus e com um bom coração, como árvores plantadas à beira do rio, que dão abundantes frutos de amor, paz, justiça, misericórdia e esperança.
West Valley City, 2 de março de 2025
SÉTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Amai os vossos inimigos: o amor universal que não exclui ninguém
Queridos irmãos e irmãs,
“Amai os vossos inimigos,
fazei o bem aos que vos odeiam,
abençoai os que vos amaldiçoam,
orai pelos que vos maltratam.” Essas frases são a novidade do Evangelho deste
sétimo domingo do Tempo Comum.
Quem é seu inimigo? Você tem inimigos? O que você faz com a unção de Deus que recebeu? O que significa o perdão para você? É esquecer o passado ou um ato libertador que abre caminho para o futuro? Jesus Cristo nos convida a ser misericordiosos como Deus, nosso Pai, é misericordioso. E você? Está pronto para perdoar como Deus o perdoa? O que você faz para oferecer perdão ao seu cônjuge, ao seu filho ou à sua filha, aos seus colegas de trabalho, ao seu irmão ou à sua irmã, aos seus amigos? Quem são seus inimigos? Está pronto para perdoá-los hoje?
Nas culturas do mundo, existe o
preceito de amar e de amar uns aos outros. Em quase todas as religiões, há a lei do amor.
Amar e ser amado nos faz viver felizes. Neste domingo,
Jesus apresenta uma novidade:
amar nossos inimigos, fazer-lhes o bem e rezar por eles. Para conseguirmos viver essa novidade, esse ensinamento radical de Jesus, ofereço a vocês
três pequenos conselhos inspirados em mim pela Palavra de Deus.
Reconhecer a misericórdia e o perdão de Deus e praticá-los. Nosso Deus é misericordioso e é Amor. Sua misericórdia é inesgotável. O perdão faz parte de seu ser (Sl (103), 1-2, 3-4, 8.10, 12-13 - Lc 6, 27-38). Os israelitas crescerão nessa cultura. Na primeira leitura (1Sm 26:2.7-9.12-13.22-23), temos o exemplo do rei Davi, que não tira a vida de seu inimigo Saul, o belo rei de Israel (1040 a.C.). Ele nos ensina que é possível ser misericordioso, perdoar os inimigos e desejar-lhes todo o bem. Davi, diante da oportunidade de matar Saul, não o faz. Isso porque respeita o desígnio de Deus (a escolha de Saul como rei), a pessoa humana como imagem de Deus (a unção de Deus) e a vida. Aqui, o perdão é entendido como a recusa em se vingar. Não significa esquecer o passado, muito menos apagá-lo; pelo contrário, significa libertar a pessoa e abrir-se ao futuro, ao futuro radiante de paz e fraternidade. Para os líderes das nações, políticos, líderes comunitários, dirigentes de movimentos sociais ou religiosos e outros, temos aqui um exemplo a seguir para nos amarmos uns aos outros, construindo um mundo de amor, com paz, justiça, vida e fraternidade.
Imitem a Deus para se tornarem seus filhos. Deus nos ama, nos perdoa, nos cura e nos dá vida.
Como o salmista, que canta com alegria, devemos bendizer o Senhor, louvá-lo e imitá-lo. Façam aos outros o que querem que lhes façam,
“amem seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, rezem pelos que os maltratam.”
(Lc 6:27-38). Nós,
cristãos e católicos, devemos dominar nossa violência, nossas paixões e impulsos, e amar uns aos outros.
Para nos tornarmos seus filhos, Deus nos educa, nos transforma e nos dá um coração novo, de carne, por meio de sua pedagogia.
Fé e amor.
São Paulo (1 Coríntios 15,45-49), ao falar da ressurreição de Cristo, também fala da nossa (a da carne).
Essa questão é uma questão de fé. Cristo ressuscitou e também nos ressuscitará (em corpo espiritual). Enquanto isso, pela graça do Espírito de Deus que está em nós, somos chamados, ao longo de toda a vida,
a nos tornarmos semelhantes a ele, a amar e a seguir Cristo (vida), e não o primeiro homem, Adão (morte).
São Gregório de Narek, rogai por nós,
para que amemos uns aos outros sem excluir ninguém, nem mesmo nossos inimigos.
West Valley City, 23 de fevereiro de 2025
SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM
A caminho da verdadeira felicidade
Queridos irmãos e irmãs,
O
sexto domingo do Tempo Comum nos coloca diante da escolha entre felicidade e infelicidade, Deus e os ídolos, vida e morte, luz e escuridão, liberdade e escravidão.
Deus pode nos abandonar à tentação? Pode nos amaldiçoar? É ele um conselheiro digno de confiança? Podemos confiar nele? Devemos reconhecer em Jesus o verdadeiro Messias? No caminho para a felicidade, o que devemos fazer para alcançá-la? Como peregrinos da esperança, devemos confiar em Deus ou em um ser humano como nós? Devemos desconfiar do ser humano ou trabalhar juntos pela construção do Reino de Deus?
Hoje, mais do que nunca, as pessoas estão em busca da felicidade. Para alguns, ela está no dinheiro, na bebida e nas riquezas. Para outros, no sexo e nos prazeres. Para outros ainda, na busca de Deus e de seu Reino, na comunhão com ele. Isso não é a verdadeira felicidade? Meu irmão, minha irmã, onde está a sua? A Palavra de Deus deste domingo nos oferece três chaves.
Confie no Senhor e deposite nele sua esperança. Deus nos ama e não pode nos amaldiçoar. Ele quer a nossa felicidade e quer que sejamos felizes
(Sl 1, 1-2, 3, 4.6). Por meio do
profeta Jeremias (Jr 17: 5-8), ele nos ensina a não escolher a desventura nem confiar em ídolos ou em alianças contrárias àquela firmada com ele. Ele
nos encoraja a não nos afastarmos dele, a escolher caminhar com ele pelo caminho da liberdade (árvore plantada junto às águas, que sempre dá frutos).
Crer na Ressurreição de Jesus Cristo, diz-nos São Paulo (1Cor 15:12, 16-20), é o pilar, o fundamento da nossa fé. É também a chave da nossa felicidade: “...se Cristo não ressuscitou, a vossa fé é vã; ainda estais nos vossos pecados.” Essa felicidade começa já aqui na terra, quando “vivemos com Ele”, isto é, longe do pecado, de Satanás e de todas as suas manipulações. Depois desta vida, seremos felizes por viver com Cristo na eternidade. Portanto, meu irmão e minha irmã, não percam esta oportunidade!
O olhar amoroso de Deus sobre nós. Os pobres, os famintos, os que choram, os odiados, os excluídos, insultados e rejeitados
(Lc 6:17, 20-26) são convidados
a voltar seu olhar para Deus como sua única força e esperança. O olhar benevolente de Deus está sobre eles. Jesus Cristo, o primeiro a passar por essas situações, tinha a
certeza constante de que seu Pai olhava por Ele. Venceu o mal e as trevas e tornou-se defensor dessas pessoas,
oferecendo-lhes alegria, libertação, cura e abundância de bens.
No Evangelho de São Lucas, Jesus fala dessa
“inversão de situações”. O mesmo acontece no Cântico da Virgem Maria, o
Magnificat.
São Pedro Damião e São Pedro Apóstolo, rogai por nós,
para que façamos a escolha certa e reconheçamos Jesus como o Messias, a verdadeira felicidade. Ajudai-nos a nos converter sempre, pois às vezes nos comportamos como os ricos do Evangelho.
Acompanhai-nos no esforço de apoiar uns aos outros na construção do Reino, sem nos separarmos nem nos afastarmos de vós. Juntos seremos felizes.
West Valley City, 16 de fevereiro de 2025
QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM
O chamado de Deus a servir à missão de Cristo
Queridos irmãos e irmãs,
Neste
quinto domingo do Tempo Comum, a palavra-chave é
o chamado de Deus para servir à missão de Cristo. Neste domingo, a Igreja celebra
o Dia Mundial do Matrimônio.
Como você responde ao chamado de Deus? Como o profeta Isaías e os santos Paulo e Pedro, você sabe o que é, isto é, um pecador? A graça de Deus lhe basta? Sabe que Deus o ama com amor incondicional? O que significam para você a morte e a ressurreição de Jesus Cristo? Sabe que a missão de Jesus é sua missão e a da Igreja? Está pronto, pela Palavra de Jesus, a avançar para águas profundas e lançar a rede para pescar? Está pronto para correr os riscos de avançar para águas profundas? Dá graças a Deus por seu amor, sua misericórdia e sua bondade?
Deus toma a iniciativa de chamar as pessoas. Como o salmista, louvo a Deus por me chamar para servir seu Filho e sua Igreja. “Eu vos agradeço, Senhor, de todo o coração, pois ouvistes as palavras da minha boca; na presença dos anjos cantarei vosso louvor; adorarei no vosso santo templo e agradecerei ao vosso nome.”
(Sl 137 (138): 1-2a, 2bc-3, 4-5, 7c-8). Desde o início da aventura missionária, é Deus quem toma a iniciativa de chamar homens e mulheres para servi-lo e servir seu povo. Ele é
três vezes santo, isto é, diferente do ser humano. Mas, ao mesmo tempo, está tão perto de nós. É ele quem toma a iniciativa de vir ao nosso encontro. Que honra! Deus chama o
profeta Isaías numa visão. Jesus
aparece a Paulo, que então se torna o Apóstolo dos Gentios. Quanto a
Pedro, depois do milagre, de
homem pecador ele se torna um
pescador de homens. Como isso acontece?
Ele nos prepara para a missão. Quando Deus chama, prepara seus servos antes de enviá-los em missão.
Isaías reconhece quem é: “Ai de mim, estou perdido! ... Pois sou um homem de lábios impuros”. Deus, pelas mãos dos serafins, perdoa os pecados de Isaías, purifica-o e ele entra em relação com Deus (santidade).
Paulo reconhece como era sua vida antes de encontrar Cristo. Pela imposição das mãos de Ananias e pela força do Espírito Santo, está pronto para a missão. A graça de Deus lhe basta. O mesmo vale para nós hoje.
Pedro toma consciência de sua indignidade: “Afasta-te de mim, Senhor, pois sou um homem pecador”.
Jesus o tranquiliza, dizendo: “Não tenha medo”. Meu irmão e minha irmã, neste ano jubilar, não tenham medo e “Duc in Altum”.
Atitudes para a missão. Uma delas é responder positivamente ao chamado de Deus. É preciso dizer que a vocação é uma
escolha pessoal, feita após reflexão madura e oração.
Isaías diz: “Eis-me aqui”, eu disse; “envia-me!”
Paulo acolhe a graça de Deus e diz: “Ai de mim se eu não cumprir essa missão.”
(1 Cor 9:16). Quanto a
Pedro, ele
confia nas palavras de Jesus Cristo e se coloca à sua disposição. Deixa tudo e aceita com alegria os riscos de ir pescar homens.
Essa é a missão de Cristo. É sua e de toda a Igreja.
O núcleo fundamental desta missão é a
morte e a
ressurreição de Jesus Cristo, que é a
Salvação para todos.
Jesus está vivo e sempre presente para nos acompanhar,
curar os doentes (Dia Mundial do Enfermo) e
proteger os matrimônios (Dia Mundial do Matrimônio).
Santa Escolástica, São Cirilo e São Metódio, rogai por nós
para que sejamos verdadeiros peregrinos de esperança, missionários autênticos e pescadores de homens.
West Valley City, 9 de fevereiro de 2025
FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR
DIA MUNDIAL DA VIDA CONSAGRADA
Menino Jesus: Luz das Nações e Glória do Povo de Deus
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje celebramos a
Festa da Apresentação do Senhor
no Templo. Além disso, a Igreja celebra o
Dia Mundial da Vida Consagrada.
Praticamos o que está escrito na Lei, a Palavra de Deus? Quem é esta criança de quem nos fala o Evangelho? É ele o Rei da glória? É sacerdote, sumo sacerdote, ele cuja família não pertence à classe sacerdotal? Jesus está a serviço do seu povo? É ele o Messias esperado pelo povo de Deus, por Simeão e Ana?
José e Maria, os pais de Jesus, fiéis à fé de seus antepassados, cumprem o que está escrito na Lei de Moisés. Eles apresentam o filho no Templo. Isso nos ajuda a compreender que Jesus é verdadeiro homem e verdadeiro Deus.
São Lucas (Lc 2:22-40) diz claramente:
“O menino crescia e se fortalecia, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava sobre ele.”
Esta criança é o
mensageiro de Deus,
“o mensageiro da Aliança”
(Ml 3:1-4). É aquele por quem o povo de Deus esperou durante séculos. É a criança que
Simeão e Ana aguardavam. É o
Rei da glória que chega e sempre acompanha seu Povo em suas batalhas
(Sl 23 (24):7, 8, 9, 10), e que ilumina todas as nações.
A criança apresentada hoje é o Sacerdote por excelência, segundo a ordem de Melquisedeque. Ele não é sacerdote à maneira dos sacerdotes da primeira Aliança. Pois, como diz Malaquias, estamos num período em que o povo vive sob o domínio persa e não tem rei. Os sacerdotes são os representantes de Deus. Mas há
uma degradação, uma crise da classe sacerdotal. Eles estão perdendo seu
ideal e sua responsabilidade, ou seja,
estar a serviço do Povo de Deus. Suas decisões a respeito da justiça são parciais. Já não são os
mediadores, membros do povo que distribuem as graças, as bênçãos de Deus e a santidade de Deus. Amados no Senhor,
devemos rezar por nossos sacerdotes, líderes das Igrejas e todas as pessoas consagradas, para que estejam plenamente a serviço do Povo de Deus. Que sejam, como diz o
Papa Francisco (Missa do Crisma da Quinta-feira Santa, 28 de março de 2013):
“pastores que vivam com ‘o cheiro das ovelhas’”. O autor da
Carta aos Hebreus (Hb 2:14-18) apresenta Jesus como aquele que
cumpre a instituição do sacerdócio. Quanto ao
Evangelho de São Lucas (Lc 2: 22-40), temos duas pessoas
que revelam o mistério desta criança que hoje nos é apresentada. São
Simeão e a profetisa
Ana. O
Cântico de Simeão (Nunc dimittis servum tuum, Domine) é um
hino de ação de graças e uma profecia (o sofrimento de Maria). Proclama que Jesus é a salvação da humanidade. Já o da
profetisa Ana
é uma proclamação dos louvores de Deus e fala do menino Jesus. As duas personagens nos ensinam a
manter a paciência na espera por Cristo, o gosto pela oração, pelo jejum, pela justiça e pela docilidade ao Espírito Santo.
Santos Brás, Águeda, Paulo Miki, Jerônimo Emiliani e Josefina Bakhita, rogai por nós, para que sejamos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, homens e mulheres peregrinos de esperança, a serviço de Deus e de nossos irmãos e irmãs.
West Valley City, 2 de fevereiro de 2025
TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Palavra de Deus: unidade viva na diversidade e fortalecimento da fé
Queridos irmãos e irmãs,
Neste terceiro domingo do Tempo Comum, celebramos o Domingo da Palavra de Deus, instituído pelo Papa Francisco em 30 de setembro de 2019, com sua carta apostólica “Aparuit Illis”. A Palavra de Deus é importante para a vida de nossa comunidade paroquial. Neste Ano Pastoral 2024-2025, ela está no centro da vida de nossa família paroquial. Reservo tempo para ler a Palavra de Deus, meditá-la, rezá-la, anunciá-la, cantá-la, ensiná-la, alimentar-me dela, proclamá-la, escutá-la e colocá-la em prática? Ela está no centro da minha vida, da vida da minha família e da vida de nossa família paroquial? Depois da Páscoa, sua família se tornará um Centro de escuta e partilha desta Palavra de vida? A Bíblia é a Palavra de vida para você e sua família, para nossa família paroquial?
“A relação entre o Senhor ressuscitado, a comunidade dos fiéis e a Sagrada Escritura é essencial à nossa identidade como cristãos”, afirma o Papa Francisco. Para conhecer melhor o Cristo vivo, precisamos conhecer as Sagradas Escrituras. Por isso, São Jerônimo afirma: “A ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo”.
Vivendo a unidade na diversidade. A Palavra de Deus de hoje nos ajuda a compreender como viver a unidade na diversidade. No dia dedicado a Deus, o Povo de Deus se reúne em torno da Lei
(Neh 8:2-4a.5-6.8-10). O
leigo e governador Neemias, o
sacerdote Esdras e os
levitas estão juntos (unidade) para ajudar o povo a compreender a Palavra de Deus e colocá-la em prática em suas vidas, para a
reconstrução de seu país. Nossas sociedades de hoje podem se inspirar neste
exemplo de colaboração entre essas três realidades ou instituições.
A unidade na diversidade é muito importante para construir a comunidade cristã, a Igreja.
A Igreja é o Corpo de Cristo. Pelo
batismo, somos todos membros desse corpo.
São Paulo (1 Cor 12:12-30), usando a imagem do corpo e de seus membros, nos faz compreender
“a unidade e a diversidade eclesial”,
a necessidade de trabalharmos juntos e colaborarmos na construção da comunidade, a Igreja (apóstolo, profeta, mestre; realização de milagres, cura, palavras misteriosas e sua interpretação). Deus quis que fosse assim. “Para que não haja
divisão no corpo, mas
que os membros tenham
a mesma solicitude uns pelos outros”. Hoje, somos convidados a não nos dividir entre nós (brancos, negros, amarelos). Que cada um de nós faça bem o que deve fazer, respeitando os outros, pois todos somos “imagem de Deus”.
A Palavra fortalece nossa fé para vivermos livres e felizes. “A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; o testemunho do Senhor é fiel, dá sabedoria aos simples. Os preceitos do Senhor são retos, alegram o coração; o mandamento do Senhor é claro, ilumina os olhos.” (Sl 18 (19): 8, 9, 10, 15). Devemos ser humildes, acolher esta Lei, colocá-la em prática e viver felizes. O povo que escuta a Palavra de Deus chora e, depois, cheio de alegria, celebra o dia do Senhor. São Lucas (Lc 1:1-4; 4, 14-21) compilou “um relato dos acontecimentos que se cumpriram” e o escreveu em ordem para Teófilo, para que ele pudesse reconhecer a certeza dos ensinamentos que havia recebido. É nesta Palavra proclamada que Jesus, ungido e cheio do Espírito, recebe sua missão: levar a Boa-Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e a recuperação da vista aos cegos, libertar os oprimidos e proclamar um ano favorável ao Senhor. Esta missão é nossa hoje e é a missão da Igreja.
Santos Ângela Mérici, Tomás de Aquino e João Bosco, rogai por nós,
para que a Palavra de Deus esteja presente em nossa vida e em nossas famílias; que seja lida, proclamada, escutada, meditada, rezada, partilhada, pregada, saboreada, cantada e posta em prática.
Que ela nos ajude a viver sempre com alegria, unidos, respeitando nossa diversidade e fortalecendo nossa fé.
West Valley City, 26 de janeiro de 2025
SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM
O Espírito Santo transforma tudo
Queridos irmãos e irmãs,
Com o Batismo do Senhor, terminou o tempo do Natal. Neste domingo, começamos o
segundo domingo do Tempo Comum.
A palavra-chave deste domingo é
transformação: a de Jerusalém como Mãe, noiva, abandonada na alegria de Deus; a de uma pessoa pelos diferentes dons do Espírito Santo e, por fim, a da água em vinho por Jesus Cristo.
O profeta Isaías (Is 62: 1-5) fala de
Jerusalém transformada. De “Abandonada”, “Desolada”, ela se torna a Consolada, a Esposa, a “Preferida”.
“Serás chamada ‘Meu Deleite’, e tua terra, ‘Desposada’.” Jerusalém se torna a alegria de Deus. Há uma espécie de casamento entre Deus e sua esposa, Jerusalém! Que alegria, que honra quando Deus transforma sua vida, sua tristeza em alegria, faz de você uma nova taça!
Em nossas comunidades, Deus concede a cada membro dons ou carismas pessoais para o bem da comunidade. Por isso,
São Paulo (1 Cor 12:4-11), na segunda leitura, fala do Espírito Santo, que age de maneiras diferentes nos coríntios.
Os dons, os serviços e as atividades são variados, mas o Espírito é sempre o mesmo, assim como o Senhor e Deus. Portanto, há unidade na fonte de origem e diversidade nas manifestações dos dons e carismas.
Por fim, Jesus, no Evangelho de João (Jo 2:1-11), transforma água em vinho por intercessão de sua Mãe, a Virgem Maria. Diante deste primeiro sinal de Jesus, seus discípulos acreditam nele. A alegria toma conta do coração dos noivos e de seus convidados, que podem continuar a festa. Ouvir Jesus, fazer o que ele nos pede e obedecer-lhe são três elementos importantes para vivermos felizes e sermos transformados no matrimônio, na vida sacerdotal e na vida da comunidade paroquial.
Santos Fabiano, Sebastião, Vicente, Marianne, Maria e Francisco de Sales, rogai e intercedei por nós,
para que nossas famílias e todos os casais de nossa comunidade paroquial sejam transformados
pelo Espírito Santo.
Que, pela presença real e viva de Jesus na Eucaristia e pela intercessão de nossa Mãe Maria, sejam lugares de esperança e alegria contagiosas.
West Valley City, 19 de janeiro de 2025
Festa do Batismo do SENHOR
Batismo de Cristo: fonte do Batismo cristão e suas implicações
Queridos irmãos e irmãs,
Neste domingo, celebramos a
Festa do Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é
a fonte do batismo de todos os cristãos.
Quais são suas implicações em nossa vida, em nossas comunidades, famílias, paróquias e na diocese de Salt Lake City? Como “a graça de Deus” recebida no batismo pode renovar e transformar nossa vida? Tornando-nos filhos e filhas de Deus pelo batismo, como podemos fazer com que ele se alegre conosco? No dia de seu batismo, Jesus está em oração com seu Pai. Somos capazes de rezar sem cessar, de estar sempre em contato com Deus? A oração ao Espírito Santo tem lugar em nossa vida?
Deus, em seu plano maravilhoso, quis salvar a humanidade. Ele se manifesta a nós. Pela voz do
profeta Isaías (Is 40, 1-5.9-11), promete ao seu povo:
consolo, esperança e misericórdia. Seu Filho único se fez um de nós e veio ao mundo para nos salvar. Ele entrega a vida e morre na Cruz para nos dar vida. Esse é o verdadeiro sentido do batismo do Filho de Deus.
Por nosso batismo, somos
incorporados a Jesus Cristo, sacerdote, profeta e rei.
“A graça de Deus” se manifesta em nós
(Tt 2,11-14; 3,4-7), em cada um de nós.
Esta água
nos faz renascer e renova nossa vida pelos dons e carismas do Espírito Santo. Também somos chamados “a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver com equilíbrio, justiça e piedade nesta era”, para entrar na vida eterna.
Por meio do batismo no Espírito Santo e no fogo (Lc 3:15-16, 21-22), temos estas implicações:
uma vida nova segundo o Espírito, e não segundo a carne; zelo para anunciar a Boa-Nova com paixão; ser mensageiros da esperança; amar profundamente todas as coisas de Deus; fazer tudo o que agrada a Deus; rezar sem cessar (1 Tessalonicenses 5:17); viver como verdadeiros filhos e filhas de Deus; escutar a voz de Deus Pai e colocá-la em prática; ser a voz de Deus para consolar seu povo; servir nossos irmãos e irmãs e a Igreja de Jesus Cristo.
Santos Hilário e Antônio, rogai por nós para que, pelo nosso batismo, incorporados a Jesus Cristo, sejamos
verdadeiros cidadãos e católicos autênticos, discípulos missionários da esperança e da paz.
West Valley City, 12 de janeiro de 2025
Solenidade da Epifania do Senhor
A Estrela que Conduz a Jesus Cristo
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje celebramos a
Solenidade da Epifania do Senhor. Deus se manifesta ao seu povo, às nações e a toda a humanidade. Ele é a
Estrela que ilumina todas as nações e nos conduz até onde está Jesus.
Como os Magos, você quer ir à procura do Menino que acaba de nascer? Está pronto para ouvir a voz do Anjo ou a de Herodes? Como podemos seguir a Estrela que indica o caminho para Jesus Cristo? Você está pronto para colocar sua inteligência, sua ciência e seu conhecimento a serviço da vida, e não da morte? Neste mês em que respeitamos a vida, você está disposto a defender a vida das crianças? Como acolhemos os irmãos e as irmãs que reconhecem Jesus Cristo como Senhor e Deus? Que dons, que presentes você oferece a Jesus Cristo, a quem adora?
Neste
Ano Jubilar, somos convidados a
ser peregrinos de esperança e protetores da vida. Peregrinos
que seguem a luz da Estrela. Sem ela, não podemos encontrar o Menino que nasceu. Já no século VIII, Isaías anunciava essa convergência de todas as nações, de todos os povos de Sabá e dos reis em direção a Emanuel. Na primeira leitura,
o profeta Isaías (Is 60, 1-6) convida Jerusalém a erguer-se em esplendor, a brilhar, porque Deus feito homem está no meio de vocês.
“…As nações caminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora.”
São Paulo (Ef 3, 2-3a.5-6) acrescenta:
“que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus, por meio do Evangelho”. Então compreenderemos
a manifestação, a epifania de Deus a todas as nações, sem distinção alguma. O
Evangelho de São Mateus (Mt 2, 1-12)
nos apresenta
três magos (Baltazar, Gaspar e Melquior). Esses homens da ciência (Magoi, em grego) procuram a Estrela, esse Deus que se manifesta:
“Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” Eles procuravam Deus feito homem. Isso significa que
crentes
e
não crentes estamos
“à procura da face do Deus vivo”, a Estrela que mostra o caminho e alegra o coração das pessoas.
Convido você, meu irmão e minha irmã, a deixar-se guiar por esta Luz, e você ficará cheio de alegria. Essa alegria do encontro com Jesus Cristo, como
diz o Papa Francisco em
Evangelii Gaudium, ninguém poderá tirá-la de você ou roubá-la. Siga o caminho dos Reis Magos:
estude as Sagradas Escrituras para compreender quem é este Menino que nasceu e busque-o de todo o coração para, enfim, adorá-lo e oferecer-lhe seus presentes, como os Magos lhe ofereceram
ouro (a realeza de Jesus),
incenso (símbolo da divindade de Jesus) e
mirra (símbolo de que Jesus também era homem e anuncia sua morte na cruz).
Como os Magos,
façamos parte dos peregrinos que escutam a voz do Anjo e fazem a vontade de Deus, que dizem sim à VIDA e não à morte. Coloquemos toda a nossa inteligência, ciência e conhecimento a serviço da felicidade da humanidade, de nossas comunidades, sociedades e Igrejas.
Santos Raimundo de Penhaforte e André Bessette, rogai por nós, para que estejamos sempre prontos a ouvir a voz do Anjo de Deus e a proteger a vida em geral, especialmente a das crianças e dos inocentes.
West Valley City, 5 de janeiro de 2025
FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ
A família: reflexo do amor divino
Queridos irmãos e irmãs,
Neste
último domingo de dezembro, a Igreja, nossa Mãe, nos convida a celebrar a
Festa da Sagrada Família de Nazaré.
Essa família é uma fonte de inspiração para você?
É um modelo de compreensão, alegria, amor, respeito, diálogo e perdão? Pai, você segue o exemplo de José? Mãe, você segue o exemplo de Maria? E você, filho ou filha, segue o exemplo de Jesus? Hoje, que espiritualidade acompanha nossas famílias? Neste Ano Jubilar da Esperança de 2025, sua família está organizando uma peregrinação a uma das cinco igrejas jubilares diocesanas (The Cathedral of the Madeleine, Saint George Catholic Church, Saint Francis of Assisi Catholic Church, Saint Joseph Catholic Church, Notre Dame de Lourdes Catholic Church)? Pais, vocês estão consagrando seus filhos a Deus? Sabem que seus filhos vêm de Deus? Em momentos de crise no relacionamento entre vocês, pais, e seus filhos, o que fazem? Estão prontos para ir procurar seu filho onde ele se perdeu? Todos nós, católicos, filhos e filhas de Deus, fazemos dele a prioridade de nossas vidas, como Jesus faz com seu Pai? Na vida de nossas famílias, guardamos a Palavra de Deus em nosso coração?
A família é o primeiro elemento básico e importante tanto para a sociedade civil quanto para a Igreja. Jesus, Filho de Deus, veio fazer parte de uma família humana (Jesus, Maria e José).
A família é a fonte de toda a sociedade humana. Por exemplo, temos
diferentes formas de famílias humanas:
a família diocesana, a família paroquial, a família do trabalho, a família esportiva etc. Todas essas famílias humanas fazem parte da
família de Deus. Somos todos filhos e filhas de Deus. A
primeira leitura, no primeiro livro de Samuel (1Sm 1,20-22.24-28), apresenta a família de Samuel. Seu pai é Elcana. Ana, sua mãe, era estéril, mas, por meio de suas orações e súplicas, recebe um bebê pela graça de Deus. O nome
Samuel, que lhe foi dado, explica tudo:
“Deus ouviu”.
Meus irmãos e irmãs, Deus sempre ouve nossas orações. Devemos confiar nele e ter esperança como Ana.
A família humana é o espelho do amor divino.
São João, na segunda leitura (1 Jo 3: 1-2.21-24), afirma que Deus é o fundamento de todo amor. Ele é amor. Somos sua família, e somos todos seus filhos e filhas. Ele nos pede duas coisas:
que tenhamos fé em Jesus Cristo, seu Filho, e que amemos uns aos outros. Assim, ele permanece conosco, e temos certeza de que receberemos tudo o que lhe pedirmos.
A família de Nazaré é o modelo da família de Deus. O Evangelho de São Lucas (Lc 2, 41-52)
nos relata isso em seu contexto natural:
a crise do menino Jesus, que se torna adulto e não é encontrado, e a crise de fé de seus pais. No fim de tudo, José e Maria finalmente compreendem que esse menino é o Filho de Deus e que tem uma missão:
a união com seu Pai e a entrega da vida pelos outros.
Em todas as nossas famílias humanas, temos muito a aprender com essa família de Nazaré (Jesus, Maria e José):
amor, respeito, diálogo, escuta, integridade, fazer a vontade de Deus, obediência, o silêncio de José, fé etc. Que a Palavra de Deus sempre nos acompanhe em nossa jornada de crescimento humano e espiritual.
São Silvestre, São Basílio Magno e São Gregório Nazianzeno, rogai por nós para que
sigamos os sábios conselhos de Jesus, Maria e José e cresçamos como Jesus em estatura, idade, sabedoria e santidade de vida.
Que nossas famílias se tornem lugares de paz, esperança, amor e partilha neste Ano Novo de 2025, Ano do Jubileu da Esperança.
FELIZ ANO NOVO DE 2025!
West Valley City, 29 de dezembro de 2024
QUARTO DOMINGO DO ADVENTO
Meditando com Maria enquanto espera seu Filho
Queridos irmãos e irmãs,
Neste quarto domingo do Advento, temos a pessoa de Maria (Myriam), a “Princesa”. Como Maria, você está pronto para acreditar que a Palavra de Deus se cumprirá em sua vida, na vida da sua família, da nossa comunidade paroquial de São Pedro e São Paulo e da nossa Diocese de Salt Lake City? O filho anunciado pelo profeta Miqueias é a paz. Como você pode promover essa paz em sua família, no trabalho, em nossa paróquia e em nossa Diocese? Como Maria e Jesus, você está pronto para fazer a vontade de Deus? Como Maria e Jesus, você tem fé em Deus? Como Maria, você tem o “ardor missionário” para ir anunciar a Boa-Nova aos outros membros da sua família, aos seus amigos, vizinhos e em todas as ruas de West Valley City?
Myriam, a Princesa, como
nos conta São Lucas (Lc 1:39-45), deixa sua cidade e o conforto de sua casa,
“pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente às montanhas, a uma cidade de Judá”
para visitar sua prima Isabel. Onde está o seu
“entusiasmo missionário” para sair, ir e anunciar as maravilhas de Deus? Enquanto espera seu filho, ela pensa nos outros, especialmente em Isabel, que também espera um bebê.
Devemos pensar em servir aos outros, em vez de pensar em servir a nós mesmos! Senhor, dá-nos a disposição missionária de sair para semear e anunciar a paz, a justiça, o amor, a alegria e a reconciliação.
Entre as duas mulheres, Maria e Isabel, estabelece-se um diálogo sincero. Há alegria entre as duas primas. Isabel pode ter um bebê. Maria vem compartilhar essa alegria com ela, levando-lhe a paz
(Shalom) por meio de sua saudação.
Nós também devemos ser missionários da paz hoje.
Isabel, “cheia do Espírito Santo”,
exclamou o cântico que rezamos todos os dias ao rezar o Rosário e reconheceu que
Maria é a “Bendita”.
Rezando o Rosário, meu irmão e minha irmã, cantem este cântico com alegria e confiança em Deus. Deixem que o Espírito Santo complete sua obra em vocês.
Com Maria, ao final deste tempo do Advento,
entremos na lógica da fidelidade a Deus nas pequenas coisas, com simplicidade. O
profeta Miqueias (Miqueias 5:1-4a)
anuncia uma esperança: o nascimento do futuro “governante de Israel”, que vem de “Belém-Efrata”, a menor das famílias de Judá, e dará segurança e paz ao seu povo.
Santos Estêvão, João, Santos Inocentes e Mártires, rogai por nós,
para que, como Maria e Jesus, façamos a vontade de Deus
(Hb 10:5-10).
Aqui estamos, Senhor, na paróquia de São Pedro e São Paulo, para fazer a tua vontade e construir juntos nossa comunidade paroquial, que caminha com Maria e José rumo a Belém para acolher o “Deus-Menino”.
West Valley City, 22 de dezembro de 2024
TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO
Advento, tempo de espera, tempo de alegria! “O que devemos fazer?”
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje celebramos o
terceiro domingo do Advento, também chamado de
“Gaudete”, que significa
Alegrai-vos. Depois de receber o batismo e enquanto aguardamos a vinda de Jesus, “o que devemos fazer?” O que você faz neste tempo de espera? Daqui a dez dias, nascerá nosso Salvador. Você está alegre? Como você acolhe o
grande presente do Natal, que é
Jesus, o Filho de Deus?
Em todo o mundo, temos a alegria de celebrar a grande festa do Natal,
o grande presente que Deus quis nos dar:
Emanuel. Na
cultura mexicana e em
nossa comunidade paroquial, na segunda-feira começam as
“Posadas”. Os
filipinos começam a celebração do “Simbang Gabi”. Já os
cubanos e os porto-riquenhos celebram as
“Parrandas”.
O Natal é um
tempo de partilha, de acolhida e de solidariedade. Na quarta-feira, 18 de dezembro, celebraremos o
Dia Internacional dos Migrantes e, na sexta-feira, 20 de dezembro, o
Dia Internacional da Solidariedade Humana. São oportunidades para partilharmos com os outros nossa alegria e as bênçãos que Deus nos oferece.
Hoje, o profeta Sofonias
(Sofonias 3:14-18a) nos fala da alegria de Israel pela presença de Deus em seu meio.
São Paulo (Fl 4:4-7) nos convida a
“alegrar-nos sempre no Senhor”. Não há mais tristeza, preocupação e muito menos medo, pois Deus assumiu o cuidado de seu povo.
O Papa Francisco, nas primeiras linhas de sua
Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (#1), afirma:
“Com Cristo, a alegria renasce constantemente.”
Maranatha, vem, Senhor Jesus, não tardes!
Este Jesus está presente na Palavra de Deus, na Eucaristia, em seu irmão e irmã, nos pobres, nos doentes, nos migrantes, no silêncio do seu coração, etc.
Na alegre expectativa de Jesus Cristo, o que devemos fazer? Há apenas uma coisa a fazer:
anunciar a Boa-Nova.
Quem deve fazê-lo? A quem devemos anunciá-la?
São Lucas, no Evangelho (Lc 3, 10-18), nos fala de
João Batista, que revela sua identidade e anuncia essa Boa-Nova
às multidões que tinham sido batizadas, aos
publicanos e aos
soldados. Depois do arrependimento, do
batismo e, sobretudo, daquele
“com o Espírito Santo e com fogo”, o que devemos fazer? Essas
três categorias podem representar cada um de nós ou as situações em que podemos nos encontrar. Precisamos do
zelo para proclamar o Evangelho com paixão e entusiasmo, do amor a Deus e aos nossos irmãos e irmãs, e da coragem e ousadia para dar testemunho de Jesus Cristo.
Devemos fazê-lo não apenas com os
lábios, mas com a
vida (ajudando os necessitados, sendo honestos e responsáveis em tudo o que fazemos, honrando nossa função, não sendo violentos, sendo justos e dedicados a um trabalho bem-feito).
São Pedro Canísio, rogai por nós e ajudai-nos a servir, doar e ajudar sempre com alegria.
West Valley City, 15 de dezembro de 2024
SEGUNDO DOMINGO DO ADVENTO
João Batista: nosso guia espiritual neste tempo do Advento
Queridos irmãos e irmãs,
Neste
segundo domingo do Advento, a Igreja nos apresenta
João Batista como nosso guia espiritual durante este
Tempo do Advento, um tempo de preparação para a vinda do nosso Salvador Jesus Cristo. As três leituras deste domingo mostram
como devemos nos preparar espiritualmente, emocionalmente e materialmente para receber dignamente o Rei dos reis. Você está pronto para acolher com alegria e dignidade Jesus, o Filho de Deus e seu irmão? Você está pronto para “tirar a veste de luto e aflição”, “revestir-se para sempre do esplendor da glória que vem de Deus”, “envolver-se com o manto da justiça que vem de Deus” e “cingir a cabeça com o diadema”? Você está disposto a
“voltar-se para Deus”
(metanoia) e abandonar a injustiça, o orgulho, a inimizade, a busca desenfreada por dinheiro, prazeres, honras etc.? Você está pronto para acolher a Palavra de Deus, a Palavra da vida, como fez São João Batista? Quer mudar de vida para ser um católico autêntico e um cidadão fiel? O que você faz com as graças batismais que recebeu e que fazem de você um homem novo ou uma mulher nova? Está pronto para sair e anunciar com alegria e amor a Boa-Nova por todas as ruas de West Valley City?
Quer emprestar sua voz ao Senhor para que ele a use para proclamar suas maravilhas: paz, justiça, perdão, misericórdia, esperança etc.?
Na
primeira leitura,
o profeta Baruc (Br 5, 1-9) nos oferece uma
mensagem de esperança e confiança. Meu irmão e minha irmã, você que está passando por momentos difíceis por causa de problemas de saúde mental, espiritual, física ou emocional, por causa do trabalho ou da situação migratória: Deus está com você e cuida de você e de sua situação.
“A vida e a felicidade ainda são possíveis depois da amargura e da escuridão.” Ele convida você a “tirar o manto de luto e de miséria”, a “vestir para sempre o esplendor da glória que vem de Deus”, a “revestir-se do manto da justiça que vem de Deus” e a “trazer na cabeça o diadema”.
A conversão, ou o retorno a Deus, é a segunda maneira de nos prepararmos para a vinda de Jesus Cristo.
São Lucas (Lc 3:1-6),
no
Evangelho, apresenta o contexto político e religioso em que João Batista realizará sua
missão itinerante. Ele recebe a
Palavra de Deus e se torna um grande evangelizador:
“Voz daquele que clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas.’”
Em sua mensagem, ele nos convida à conversão, a uma mudança radical, a voltar para Deus. Esse retorno,
por meio do batismo, que nos incorpora a Jesus Cristo, fortalece nossa fé e nos dá forças para nos tornarmos a voz que clama no deserto, verdadeiros e autênticos evangelizadores.
Amor, alegria, comunhão, afeto pelos outros e oração são frutos gerados por esse retorno a Deus.
São Paulo (Fl 1, 4-6.8-11), em sua carta aos Filipenses, fala conosco sobre isso.
Esses são elementos importantes nas atividades missionárias.
Junto com Jesus Cristo, temos a missão de construir uma nova humanidade, feita de fraternidade, misericórdia, perdão, justiça e paz.
Nossa Senhora de Loreto, de Guadalupe, São João da Cruz e Santa Luzia, rogai por nós
para que mudemos de vida e nos tornemos verdadeiros parceiros de Cristo na transformação da história da humanidade.
West Valley City, 8 de dezembro de 2024
PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO
Advento: permanecei sempre vigilantes e orai
Queridos irmãos e irmãs,
Neste domingo, 1º de dezembro, primeiro dia do mês, primeiro dia da semana, primeiro dia do Tempo do Advento e primeiro dia do Ano Litúrgico C, entramos plenamente em um dos momentos marcantes da Igreja Católica.
Este
Tempo Litúrgico do Advento é um
tempo de oração, meditação, novos começos, esperança, reflexão, comunhão íntima com Deus e preparação para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Palavra de Deus deste domingo nos fala das três vindas do Filho do Homem. Cristo
veio a Belém, conforme os anúncios dos profetas,
vem todos os dias à sua vida, assim como à dos tessalonicenses, e
voltará um dia.
Você está pronto para acolhê-lo? Há espaço em seu coração, em sua vida, para recebê-lo? Está vigilante e rezando para que Jesus não passe pela “porta” do seu coração sem entrar? Como vamos nos preparar pessoalmente, em família e como comunidade paroquial para a vinda do Messias? Neste mundo abalado por
conflitos, guerras, mudanças climáticas, epidemias e pobreza cada vez maior, que esperança Jesus pode nos trazer?
Um tempo de esperança e de um novo começo. Diante da crescente insegurança em Jerusalém, do poder dominante da Babilônia e do cansaço e sofrimento do povo de Deus, surge, pela boca do
profeta Jeremias (Jr 33:14-16), uma
mensagem de esperança para esse povo. Das cinzas de seu templo e das ruínas de sua cidade,
vem um Rei, da família de Davi, para libertar o povo de Deus. Seu
nome é “O Senhor é nossa justiça”, e sua
missão é exercer o
direito e a justiça. Hoje, mais do que nunca, nossa comunidade paroquial, nosso país e o mundo inteiro precisam ouvir esta mensagem e acolher o Rei.
“Maranatha”, vem, Senhor Jesus, Rei dos reis, para uma nova história contigo, para a construção de um mundo mais justo, que ame a paz e respeite os direitos e a dignidade de cada pessoa.
Um tempo de espera, libertação, oração e ação.
São Paulo (1 Ts 3, 12 – 4, 2), na segunda leitura, e
São Lucas (Lc 21, 25-28.34-36), no Evangelho, falam-nos da vinda de Cristo.
São Paulo nos ensina qual deve ser nossa atitude durante o tempo de espera: “…faça crescer e transbordar o amor… fortaleça os corações, para que sejam irrepreensíveis na santidade… para agradar a Deus… fazei-o ainda mais”. Já
São Lucas nos aconselha: “…que vossos corações não se tornem pesados com a devassidão, a embriaguez e as preocupações da vida cotidiana… Vigiai, pois, em todo o tempo e orai.”
Meu irmão, minha irmã, este Jesus vem todos os dias, em cada acontecimento da sua vida: quando você o recebe na Eucaristia ou quando está em oração. Compreendemos que ele precisa de nossas mãos e de nossos pés para construir uma nova história, um novo mundo de paz e justiça.
Por isso, neste tempo de espera, convido você
a viver intensamente a vida cristã em comunhão com Jesus, por meio da oração (pessoal, familiar ou comunitária) e dos sacramentos; a discernir a vontade de Deus para você; a fazer a opção preferencial pelos pobres; a tomar decisões éticas em sua vida; e a se comprometer diariamente com as questões sociais, a justiça, a paz e a proteção da Terra.
São Nicolau, Santo Ambrósio e São Francisco Xavier, rogai por nós, para que, durante estas quatro semanas que se aproximam, nossa atenção não se volte às compras de Natal nem à superficialidade das ofertas destas festas.
Que estejamos sempre vigilantes, em oração e ação, para acolher nosso Salvador, Jesus Cristo.
West Valley City, 1º de dezembro de 2024